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DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial: Guatemala (República de Guatemala).
Data nacional: 30 de junho (Aniversário da Revolução); 15 de setembro (Independência).
Nacionalidade: guatemalteca.
Capital: Guatemala.
Cidades principais: Guatemala (1.167.495), Mixco (436.700), Villa Nueva (165.600), Quezaltenango (103.631), Escuintla (69.532), Chinautla (61.300) (1995).
Idioma: espanhol (oficial), línguas regionais.
Religião: cristianismo 100% (católicos 72,5%, sincretistas tradicionais 2,5%, protestantes 25%) (1986).

GEOGRAFIA:
Localização: América Central.
Hora local: -3h.
Área: 108.889 km2.
Clima: tropical.
Área de floresta: 38 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO:
Total: 11,4 milhões (2000), sendo eurameríndios 56%, ameríndios 41% (maias), chineses 3% (1996).
Densidade: 104,69 hab./km2.
População urbana: 39% (1998).
População rural: 61% (1998).
Crescimento demográfico: 2,6% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 4,93 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 61/67 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 46 por nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 31,3% (2000).
IDH (0-1): 0,619 (1998).

POLÍTICA:
Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 22 departamentos.
Principais partidos: Frente Republicana Guatemalteca (FRG), Avanço Nacional (PAN).
Legislativo: unicameral - Congresso Nacional, com 80 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor: 1986.

ECONOMIA:
Moeda: quetzal.
PIB: US$ 18,9 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 23% (1998).
PIB indústria: 20% (1998).
PIB serviços: 57% (1998).
Crescimento do PIB: 4,2% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 1.640 (1998).
Força de trabalho: 4 milhões (1998).
Agricultura: Principalmente café, cana-de-açúcar, banana, noz-moscada e cardamomo.
Pecuária: bovinos, ovinos, suínos, aves.
Pesca: 11,3 mil t (1997).
Mineração: petróleo, antimônio, minério de cobre, zinco, tengustênio.
Indústria: alimentícia, têxtil, petroquímica (plástico), farmacêutica, química, papel e derivados.
Exportações: US$ 2,6 bilhões (1998).
Importações: US$ 4,6 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: EUA, México, El Salvador, Japão, Alemanha, Honduras e Costa Rica.

DEFESA:
Efetivo total: 31,4 mil (1998).
Gastos: US$ 153 milhões (1998).

RELAÇÕES EXTERIORES:
Organizações: Banco Mundial, FMI, OEA, OMC, ONU.
Embaixada: Tel. (61) 3248-3318, fax (61) 3248-4383, e-mail: embaguatebra@terra.com.br - Brasília, DF.



Do século IV ao século XI, as planícies da região de Péten foram o coração da florescente civilização Maia. Depois do colapso dos estados das terras baixas, os estados Maias do altiplano central continuaram existindo mais ou menos organizados.

Embora os conquistadores espanhóis tenham chegado à região em 1523, houve uma feroz resistência das cidades-estado maias e a última só foi efetivamente conquistada em 1697.

A Guatemala, até 1821, foi uma colônia da Espanha. Durante a segunda metade do Século XX experimentou uma variedade de governos militares e civis, sendo uma dessas de Jacobo Arbenz - que fora retirado do poder por ameaçar fazer reforma agrária em terras da United Fruit Company; desse modo sofreu um golpe com intervenção estadunidense, em 1953, colocando um ponto final na política de Boa Vizinhança, caracterizada pelo governo Roosevelt, bem como uma guerra civil que durou 36 anos. Em 1996, o governo assinou um acordo da paz terminando formalmente com o conflito, que levou à morte de mais de cem mil pessoas e tinha criado um milhão de refugiados.

Política

O parlamento da Guatemala, o Congresso da República, com 113 assentos, é eleito cada quatro anos, simultaneamente com as eleições presidenciais. O presidente atua como chefe de Estado e do governo. Em suas tarefas executivas é auxiliado por um gabinete de ministros que são designados pelo próprio presidente.

Subdivisões


A Guatemala está dividida em 22 departamentos (nome que se dá as divisões nesse país).

Eles são: Alta Verapaz, Baja Verapaz, Chimaltenango, Chiquimula, El Progreso, Escuintla, Ciudad Guatemala, Huehuetenango, Izabal, Jalapa, Jutiapa, Petén, Quetzaltenango, El Quiché, Retalhuleu, Sacatepequez, San Marcos, Santa Rosa, Solola, Suchitepequez, Totonicapan e Zacapa.

Geografia



A Guatemala é o terceiro maior país da América Central. Limita-se ao Norte e a Oeste com o México, ao Sul com o oceano Pacífico e a Leste com Honduras, Belize e El Salvador. Assim como outros países centro-americanos, a Guatemala possui diversos lagos, cadeias de montanhas, que são prolongamento da Serra Madre mexicana, e grandes vulcões – alguns chegam a atingir mais de 4.000m de altitude e ainda estão ativos, como o Tajumulco, de 4.210m e o Tacaná, de 4.093m.

Ao Sul e a Leste as altitudes são menores. O Vale Motagua, na planície de El Petén, é um dos principais campos de fósseis de dinossauros. É também a região mais fértil do país e onde se concentram as principais atividades econômicas, com destaque para o cultivo do milho e a banana. Na região próxima ao Pacífico, as plantações de cana-de-açúcar e café são as mais importantes.

A temperatura é quente nas planícies e fria nas montanhas. No litoral do Pacífico, o clima é o tropical, e na costa caribenha os termômetros chegam a atingir 38 °C. Na floresta da planície de El Petén o clima é quente, e o grau de umidade varia de acordo com a época do ano.

Economia


A economia da Guatemala baseia-se predominantemente na agricultura. Um quarto do PIB, dois terços das exportações e metade da força de trabalho do país provém do campo.

Os principais produtos são:
café
açúcar
bananas
milho

O presidente Arzu (1996-2000) trabalhou para implementar um programa de abertura comercial e para modernizar a política do país. Em 1996 foi assinado o acordo de paz que pôs fim à guerra civil que durava há 36 anos.

A distribuição de riquezas do país é bastante desigual, com 46,3% da população abaixo da linha da pobreza (2010).

Demografia


Os ladinos (mestiços e ameríndios ocidentalizados) e brancos compõem cerca de 59,4% da população da Guatemala. Os ameríndios não assimilados, descendentes dos maias, constituem 40,6% da população.Também há descendentes de africanos, especialmente ao longo da costa caribenha, em especial os garifuna.

Embora a maior parte da população da Guatemala seja rural, a urbanização está em aceleração.

Embora a língua oficial seja o espanhol, ela não é universalmente compreendida entre a população indígena; ainda são faladas várias línguas maias, em especial em áreas rurais.

Os acordos de paz assinados em Dezembro de 1996 determinam a tradução de alguns documentos oficiais e de materiais de voto para várias línguas indígenas.

Religião


O catolicismo era a única religião reconhecida durante o período colonial. Sempre havia questões de intolerância religiosa no país na época colonial devido às religiões politeístas dos nativos indígenas. O protestantismo tem aumentado significativamente nos últimos anos, devido à chegada de várias denominações dos Estados Unidos na década de 1970.

Com a chegada dos espanhóis no Novo Mundo, o povo foi convertido ao catolicismo, mas suas crenças primitivas não foram esquecidas. As crenças religiosas maia são praticadas por uma grande porcentagem da população. A prática das crenças religiosas maia tem aumentado bastante entre os descendentes desta civilização devido à proteção garantida a estes pelo Acordo de Paz, principalmente na parte ocidental do país. Um dos exemplos mais típicos desse sincretismo religioso são os ritos da Igreja de Santo Tomás, em Chichicastenango.

Existem atualmente na Guatemala pequenas comunidades de judeus (aproximadamente 1.200 praticantes) que possuem suas próprias sinagogas, muçulmanos, Santos dos Últimos Dias, Testemunhas de Jeová, ateus e budistas.

Em termos de estatísticas, 65% da população da Guatemala segue a Igreja Católica Romana, 30% são protestantes e 5% possuem outras religiões (1% dos quais possui crenças índigenas/tribais relacionadas com a religião do povo Maia).


Período Colonial





Mapa da Audiência da Guatemala, mostrando as fronteiras com a Costa Rica e Veragua (1657).
O território da Guatemala foi descoberto em 1523, por uma frota de fragatas do Império espanhol. Quando chegaram ao território, os espanhóis o encontraram povoado pelos maias-quichés, cachiqueles e tzutoiles. Nada mais restava do antigo esplendor da civilização maia: a tecnologia era atrasada e a atividade econômica revelava estagnação cultural. Como outros grupos ameríndios, não tinham descoberto o uso da roda; além disso, por desconhecerem a metalurgia, seus instrumentos e armas eram de pedra e madeira. A primeira grande expedição, de Pedro de Alvarado, em 1523, entrou pelo território maia, onde encontrou forte resistência, razão pela qual a conquista não pôde completar-se até 1544. A versão maia da invasão espanhola foi recolhida nas crônicas da Casa Izquim Nehaib, redigidas em língua quiché durante a primeira metade do século XVI.

Em 1570, foi criada a Audiência (alta corte com papel político) da Guatemala, mais tarde capitania geral, dependente do vice-reino da Nova Espanha (depois México). A Capitania Geral da Guatemala abrangia toda América Central, desde Chiapatas até a Costa Rica. Durante o século XVIII, piratas e comerciantes ingleses exploravam a madeira da costa dos Mosquitos, autorizados pelo Tratado de Paris de 1763, concessão que culminou com a incorporação de Belize à coroa britânica, em 1862. A capital, também chamada Guatemala, foi destruída por um terremoto em 1773. Suas ruínas formam a Antiga Guatemala, ou Antigua. A construção da nova Guatemala foi autorizada em 1775.

As conspirações anteriores ao movimento de 15 de setembro de 1821 não tiveram grande importância. Depois de três séculos de domínio espanhol, marcado pelo fraco desenvolvimento comercial, esse movimento levou à proclamação da independência da Guatemala, sendo formada uma federação que incluía todos os territórios da antiga Capitania Geral da Guatemala, exceto Chiapas, anexada pelo México. A independência contou com a adesão dos monarquistas da colônia, fortes opositores do regime liberal instaurado na Espanha pela revolução de 1820. A federação uniu-se ao México e um exército expedicionário mexicano liderado por Vicente Filisola submeteu todo o território ao breve Império Mexicano de Agustín de Iturbide. Quando este ruiu (1823), a Guatemala retomou a sua autonomia.




O general Rafael Carrera, presidente vitalício da Guatemala, praticou uma política conservadora.
Em 1º de julho de 1823, um congresso reunido por Filisola declarou a independência da Federação das Províncias Unidas da América Central (Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Honduras e Costa Rica), com capital na Cidade de Guatemala, que subsistiu até 1839. O colapso da federação foi resultado de uma forte oposição liderada pelo general conservador Rafael Carrera, o qual, à frente de um exército popular, assumiu o poder em 1838. Eleito presidente em 1844, promulgou a independência do país em 21 de março de 1847 e governou autoritariamente até sua morte, em 1865.

Independência




Justo Rufino Barrios (1873-1885), liberal e positivista, modernizou o país.
Carrera restabeleceu os privilégios da Igreja e opôs-se às tentativas de reconstruir a federação centro-americana. Em 1859, firmou com o Reino Unido um tratado que definiu os limites com as Honduras Britânicas (atual Belize). Seus sucessores na presidência tornaram-se cada vez mais despóticos.

Em 1871, teve início uma revolução que derrubou o governo e iniciou um período liberal que se manteve, com breves interrupções, até 1944. O governo de Justo Rufino Barrios, a partir de 1873, foi marcado pela política anticlerical e de desenvolvimento econômico, baseada no investimento em grandes propriedades produtoras de café. Sua política social, entretanto, foi prejudicial aos índios, que ficaram subordinados a um regime de trabalho quase servil. Ardoroso defensor da união centro-americana, Rufino tentou obtê-la a força e invadiu El Salvador. Morreu na batalha de Chalchuapa, em 1885. Seguiram-se governos autoritários e instabilidade política até 1931. Por intermédio da United Fruit Company, instalada no país em 1901, os EUA exerceram aí forte influência, que se manifestou principalmente nas presidências de Cabrera (1898-1920) e Ubico (1931-1945).



Na primeira foto, Manuel Estrada Cabrera (1898-1920), que prosseguiu a obra de Justo Rufino Barrios e deu especial apoio à companhia americana United Fruit, instalada no país em 1901. Na segunda foto, o general José Maria Orellana (1921 - 1926.)


Após Barrios, os dirigentes de maior destaque foram Manuel Estrada Cabrera (1898-1920), ditador durante 22 anos, e o general José Maria Orellana, que ocupou a presidência até 1927, quando foi nomeado presidente o antigo oficial do Exército Lázaro Chacón. Em 1930, os efeitos da depressão econômica e as acusações de corrupção contra a ditadura de Chacón provocaram a sua queda.

O general Jorge Ubico Castañeda foi nomeado presidente em 1931. Político populista, alcançou alguns êxitos notáveis em relação à economia guatemalteca, como a recuperação da depressão de 1930 e o o primeiro superávit nas contas do país. No entanto, quem mais se beneficiou foi a empresa norte-americana United Fruit Company e a oligarquia nacional. A rigidez de seu regime fez com que Jorge Ubico fosse obrigado a renunciar em conseqüência de uma greve geral, em 1944, pondo, assim, um ponto final às ditaduras militares. Os trabalhadores organizaram-se em sindicatos e formaram-se partidos políticos.

Em 1944, Juan José Arévalo, à fente de uma coligação democrático-liberal, foi eleito para a presidência, que assumiu em 1945. Em sua administração, promulgou-se uma nova Constituição e institui-se um quadro de reformas políticas e sociais que favoreciam os trabalhadores urbanos e os camponeses, retirando poderes dos grandes latifundiários e dos militares. Em 1945, a Guatemala renovou as suas reclamações sobre as Honduras Britânicas (atual Belize), um tema pendente desde a formação da república. O conflito agravou-se em 1948 quando unidades da Marinha britânica foram enviadas ao porto da cidade de Belize a fim de impedir uma suposta invasão guatemalteca. A Guatemala fez um protesto dirigido às Nações Unidas e à União Panamericana e fechou a sua fronteira com as Honduras Britânicas. Arévalo concluiu o seu período presidencial, apesar de ter sofrido mais de 20 tentativas de golpe.

O coronel Jacobo Arbenz Guzmán (1951-1954) saiu vitorioso nas eleições gerais de 1950, apoiado por uma coalizão de partidos de esquerda, tendo continuado a política de reformas sociais de seu antecessor. O Congresso Nacional aprovou uma lei de reforma agrária que estabeleceu a divisão de terras não cultivadas a trabalhadores sem terra, afetando, assim, a United Fruit Company.

Em 1954, a oposição ao regime do coronel Arbenz aumentou muito, tanto dentro como fora do país, e muitas vezes ele foi classificado como comunista. Na X Conferência Interamericana, os Estados Unidos, alarmados pelo fortalecimento do Partido Comunista, conseguiram a aprovação de uma resolução anticomunista condenando implicitamente o governo da Guatemala. Alegando ter descoberto uma conspiração destinada a derrubá-lo, o Governo deteve as lideranças da oposição e os direitos civis foram suspensos.

Em 1954, o assim chamado Exército de Liberação, formado por políticos exilados treinados e apoiados pelos Estados Unidos, através da CIA, e dirigido pelo coronel Carlos Castillo Armas, invadiu a Guatemala. Arbenz deixou o poder em junho de 1954 e o Congresso Nacional foi dissolvido.





O então Coronel Carlos Arana Osorio (a direita) com assessores militares dos Estados Unidos (1965).
Castillo Armas foi nomeado presidente provisório e seu mandato foi ratificado mediante um plebiscito nacional. Paralelamente, uma assembléia constituinte redigiu uma nova Constituição. Em 1955, o governo autorizou a atividade de alguns partidos políticos. Em 1957, Castillo Armas foi assassinado. Uma junta militar tomou o governo e o general Miguel Ydígoras Fuentes foi nomeado pelo Congresso como presidente em 2 de março de 1958, sendo no entanto derrubado pelo seu ministro da Defesa, o general Enrique Peralta Azurdia, em março de 1963. Três anos mais tarde, veio a eleição pacífica do líder do Partido Revolucionário, Julio César Méndez Montenegro, para a presidência, com uma plataforma moderada, mas este nunca conseguiu impor as suas políticas por ação dos militares, que controlavam por completo os corredores do Poder. Méndez Montenegro governou de 1966 a 1970, quando se elegeu presidente Carlos Arana Osorio, o qual impôs uma política de extinção de todos os opositores, quer de partidos políticos, quer das guerrilhas rural e urbana. Em 1974, foi eleito o general Kjell Laugerud García, e em 1978, o general Romeu Lucas García. O candidato eleito em 1982 foi deposto pelo general Efrain Ríos-Montt, que passou a governar o país com plenos poderes.




Casas destruídas na Cidade da Guatemala pelo terremoto de 1976, considerado um dos maiores desastres naturais já registrados na América Central.
Entre 1970 e 1982, o país, já devastado por tremores de terra em 1976, considerado um dos maiores desastres naturais já registrados na América Central, foi varrido por uma guerra civil intermitente, fomentada pelas atividades das guerrilheiros de tipo castrista ou sandinista e dos Esquadrões da Morte paramilitares. A descoberta de reservas petrolíferas nos finais da década de 70, no Norte da Guatemala, criou uma crise entre este país e o Belize (na altura chamado Honduras Britânicas), pois acreditava-se que as reservas se estendiam para aquele território. No entanto, em setembro de 1981, a Inglaterra deu a independência ao Belize sob os protestos da Guatemala, que só abdicaria das suas pretensões sobre o Belize em setembro de 1991. Esta descoberta serviu também de pretexto para o Governo guatemalteco iniciar um movimento repressivo sobre os índios no Norte do território, provocando, não só o êxodo para o México, como uma adesão às guerrilhas sem precedentes. Até 1985, todas as eleições foram monopolizadas de modo a manter os militares no Poder.




Marco Vinicio Cerezo Arévalo (esquerda) com Richard von Weizsäcker (direita).
Em 1983, o general Óscar Mejía Victores tomou o poder, prometendo redemocratizar o país. Em 1984, realizaram-se eleições para a Assembléia Constituinte, e em dezembro de 1985, na sequência da aprovação em março de uma nova Constituição, de cariz mais humanista, foi eleito o primeiro presidente civil dos últimos 15 anos, o democrata-cristão Marco Vinicio Cerezo Arévalo. A partir de 1987, a Guatemala integrou o esforço de paz na América Central (acordos assinados em 1987 e 1989 com Costa Rica, Honduras, Nicarágua e El Salvador). Contudo, em vez de apaziguar o país, Cerezo promoveu o ressurgimento dos esquadrões da morte (muito ativos durante as presidências militares), o que provocou a formação, por parte das várias guerrilhas, da União Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG). Marco Cerezo teve, também, de enfrentar várias tentativas de golpe de Estado, levadas a cabo pelos militares, para além da crescente insatisfação popular.




Ramiro de León Carpio.
Nas eleições de 1991 o evangélico Jorge Serrano Elías, dirigente do Movimento de Ação Solidária (centro-direita), foi eleito para a presidência e cedo estabeleceu diálogo com a URNG, de modo a pôr termo à situação de guerra vivida no país. Esta iniciativa, no entanto, causou reações violentas por parte da ala direita, através de ações perpetradas pelos esquadrões da morte. Em maio de 1993, Serrano anunciou um golpe de Estado, dissolveu o Congresso e a Corte Suprema e suspendeu a constituição, mas a pressão popular fez com que o exército retirasse o apoio e ele logo teve de renunciar. Seu vice, Gustavo Espina, caiu em seguida. Em junho, o Congresso elegeu para a presidência da República Ramiro de León Carpio, advogado de direitos humanos que tinha se destacado por suas denúncias sobre a violência institucional. Carpio instaurou várias reformas constitucionais que limitaram o mandato presidencial a quatro anos, estabeleceu negociações com a guerrilha e apoiou a criação de uma comissão para limitar a responsabilidade sobre a violência institucional, que tinha provocado mais de 100 mil mortos e aproximadamente 50 mil desaparecidos nas três últimas décadas.

Apesar da assinatura dos acordos de paz entre o Governo e a URNG em 1993, a instabilidade política e social continuou a marcar o quotidiano da Guatemala, tornando impotentes os esforços do presidente Carpio no estabelecimento de uma democracia sólida no país. Exemplo disso é o espancamento de uma cidadã norte-americana acusada de tráfico infantil, que foi levado a cabo por milícias populares em março de 1994. Este episódio, que acarretou enormes prejuízos econômicos ao provocar o cancelamento de visitas turísticas, surgiu na altura em que cada vez mais os militares tentavam imiscuir-se na política guatemalteca, originando, portanto, especulações sobre um possível envolvimento militar naquela ação popular.

Nas eleições de 1995, venceu o conservador Alvaro Arzú. A conclusão de um acordo de paz entre o poder central e a guerrilha pôs fim a 35 anos de conflito. Em 26 de dezembro de 1999, Alfonso Portillo, candidato da Frente Republicana Guatemalteca (FRG), partido populista de direita, venceu as eleições presidenciais no 2º turno, com 68% dos votos válidos, para um mandato de quatro anos. Em 2004, Óscar Berger, líder direitista, da Grande Aliança Nacional (GANA), sucedeu-o na presidência da República.




Guatemala, officially the Republic of Guatemala (Spanish: República de Guatemala [reˈpuβlika ðe ɣwateˈmala]), is a country in Central America bordered by Mexico to the north and west, the Pacific Ocean to the southwest, Belize to the northeast, the Caribbean to the east, Honduras to the east and El Salvador to the southeast. Its area is 108,890 km2 (42,043 sqmi) with an estimated population of 13,276,517.

A representative democracy, its capital is Nueva Guatemala de la Asunción, also known as Guatemala City. The former Mayan civilization was a Mesoamerican civilization, which continued throughout the Post-Classic period until the arrival of the Spanish. They had lived in Guatemala, Honduras, Belize, the southern part of Mexico and eastern parts of El Salvador.

Guatemala's abundance of biologically significant and unique ecosystems contributes to Mesoamerica's designation as a biodiversity hotspot.

After independence from Spain in 1821, Guatemala was a part of the Federal Republic of Central America and after its dissolution the country suffered much of the political instability that characterized the region during mid to late 19th century. Early in the 20th century, Guatemala had a mixture of democratic governments as well as a series of dictators, the last of which were frequently assisted by the United Fruit Company and the United States government. From 1960 to 1996, Guatemala underwent a civil war fought between the government and leftist rebels. Following the war, Guatemala has witnessed both economic growth and successful democratic elections. In the most recent election, held in 2011, Otto Pérez Molina of the Patriotic Party won the presidency.


Pre-Columbian

The first evidence of human settlers in Guatemala dates back to 12,000 BC. Some evidence suggests human presence as early as 18,000 BC, such as obsidian arrow heads found in various parts of the country. There is archaeological proof that early Guatemalan settlers were hunters and gatherers, but pollen samples from Petén and the Pacific coast indicate that maize cultivation was developed by 3500 BC. Sites dating back to 6500 BC have been found in Quiché in the Highlands and Sipacate, Escuintla on the central Pacific coast. They had lived in Guatemala, Honduras, Belize, the southern part of Mexico and eastern parts of El Salvador.

Archaeologists divided the pre-Columbian history of Mesoamerica into the Preclassic period (2999 BC to 250 BC), the Classic period (250 to 900 AD), and the Postclassic from 900 to 1500 AD. Until recently the Pre-Classic was regarded as a formative period, with small villages of farmers who lived in huts, and few permanent buildings. However, this notion has been challenged by recent discoveries of monumental architecture from that period, such as an altar in La Blanca, San Marcos, from 1000 BC; ceremonial sites at Miraflores and El Naranjo from 801 BC; the earliest monumental masks; and the Mirador Basin cities of Nakbé, Xulnal, El Tintal, Wakná and El Mirador.

Both the El Tigre and Monos pyramids encompass a volume greater than 250,000 cubic meters, and the city lay at the center of a populous and well-integrated region.



The Classic period of Mesoamerican civilization corresponds to the height of the Maya civilization, and is represented by countless sites throughout Guatemala, although the largest concentration is in Petén. This period is characterized by heavy city-building, the development of independent city-states, and contact with other Mesoamerican cultures.

This lasted until around 900 AD, when the Classic Maya civilization collapsed. The Maya abandoned many of the cities of the central lowlands or were killed off by a drought-induced famine. Scientists debate the cause of the Classic Maya Collapse, but gaining currency is the Drought Theory discovered by physical scientists studying lakebeds, ancient pollen, and other tangible evidence. A series of prolonged droughts, among other reasons (such as overpopulation), in what is otherwise a seasonal desert is thought to have decimated the Maya, who were primarily reliant upon regular rainfall.

The Post-Classic period is represented by regional kingdoms, such as the Itza, Ko'woj, Yalain and Kejache in Petén, and the Mam, Ki'che', Kackchiquel, Chajoma, Tz'utujil, Poqomchi', Q'eqchi' and Ch'orti' in the Highlands. Their cities preserved many aspects of Mayan culture, but would never equal the size or power of the Classic cities.

The Maya civilization shares many features with other Mesoamerican civilizations due to the high degree of interaction and cultural diffusion that characterized the region. Advances such as writing, epigraphy, and the calendar did not originate with the Maya; however, their civilization fully developed them. Maya influence can be detected from Honduras, Guatemala, Northern El Salvador and to as far as central Mexico, more than 1,000 km (620 mi) from the Maya area. Many outside influences are found in Maya art and architecture, which are thought to result from trade and cultural exchange rather than direct external conquest.



Referência para busca:
Guatemala espanhol américa
Fotos de Guatemala.

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