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DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial: Rep�blica de Angola.
Nacionalidade: Angolana.
Data nacional: 11 de novembro (Independ�ncia).
Capital: Luanda.
Cidades principais: Luanda (2.081.000) (1988); Huambo (203.000), Benguela (155.000), Lobito (150.000) (1983); Lubango (105.000) (1984).
Idioma: portugu�s (oficial), l�nguas regionais (principais: umbundo, quimbundo, quicongo, ovimbundo, bacongo).
Religi�o: cristianismo 70,1% (cat�licos, protestantes), religi�es tribais 29,9% (1995).

GEOGRAFIA:
Localiza��o: sudoeste da �frica.
Hora local: + 4h.
�rea: 1.246.700 km2.
Clima: tropical (maior parte), �rido tropical (O).
�rea de floresta: 222 mil km2 (1995).

POPULA��O:
Total: 12,9 milh�es (2000), sendo grupos �tnicos aut�ctones 99% (ovimbundos 37%, umbundus 25%, congos 13%, luimb�s 5%, imb�s nianecas 5%, outros 14%), europeus ib�ricos 1% (1996).
Densidade: 10,35 hab./km2.
Popula��o urbana: 33% (1998).
Popula��o rural: 67% (1998).
Crescimento demogr�fico: 3,2% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 6,8 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 45/48 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 125 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 58,3% (1990).
IDH (0-1): 0,405 (1998).

POL�TICA:
Forma de governo: Rep�blica presidencialista.
Divis�o administrativa: 18 prov�ncias.
Principais partidos: Movimento Popular de Liberta��o de Angola (MPLA), Uni�o Nacional para a Independ�ncia Total de Angola (Unita).
Legislativo: unicameral - Assembl�ia Nacional, com 223 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constitui��o em vigor: 1975.

ECONOMIA:
Moeda: kuanza.
PIB: US$ 7,5 bilh�es (1998).
PIB agropecu�ria: 12% (1998).
PIB ind�stria: 51% (1998).
PIB servi�os: 37% (1998).
Crescimento do PIB: 0,1% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 380 (1998).
For�a de trabalho: 6 milh�es (1998).
Agricultura: caf�, cana-de-a��car, mandioca, banana, milho, batata-doce. Pecu�ria: bovinos, su�nos, caprinos, aves.
Pesca: 72,2 mil t (1997).
Minera��o: diamante, petr�leo.
Ind�stria: extra��o e refino de petr�leo.
Exporta��es: US$ 2,9 bilh�es (1998).
Importa��es: US$ 2,1 bilh�es (1998).
Parceiros comerciais: Portugal, �frica do Sul, China, EUA, B�lgica, Luxemburgo.

DEFESA:
Efetivo total: 114 mil (1998).
Gastos: US$ 936 milh�es (1998).

RELA��ES EXTERIORES:
Organiza��es: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, OUA, SADC.
Embaixada: Tel. (61) 3248-4489, fax (61) 3248-1567, e-mail: emb.angola@tba.com.br - Bras�lia, DF.


Angola, oficialmente Rep�blica de Angola, � um pa�s da costa ocidental de �frica, cujo territ�rio principal � limitado a norte e a nordeste pela Rep�blica Democr�tica do Congo, a leste pela Z�mbia, a sul pela Nam�bia e a oeste pelo Oceano Atl�ntico. Inclui tamb�m o enclave de Cabinda, atrav�s do qual faz fronteira com a Rep�blica do Congo, a norte. Para al�m dos vizinhos j� mencionados, Angola � o pa�s mais pr�ximo da col�nia brit�nica de Santa Helena (territ�rio). Angola foi uma antiga col�nia de Portugal, com o in�cio da presen�a portuguesa no s�culo XV, e permaneceu como col�nia portuguesa at� � independ�ncia em 1975. O primeiro europeu a chegar a Angola foi o explorador portugu�s Diogo C�o. A capital e a maior cidade de Angola � Luanda.
Angola � o segundo maior produtor de petr�leo e exportador de diamantes da �frica Subsariana. A sua economia tem vindo a crescer fortemente, mas o �ndice de corrup��o � um dos mais altos do mundo, e o seu Desenvolvimento Humano � muito baixo.
No ano de 2000 foi assinado um acordo de paz com a FLEC, uma frente de guerrilha que luta pela secess�o de Cabinda e que ainda se encontra activa. � da regi�o de Cabinda que sai aproximadamente 65% do petr�leo de Angola.
Os habitantes originais de Angola foram ca�adores-colectores Khoisan, dispersos e pouco numerosos. A expans�o dos povos Bantu, vindos do Norte a partir do s�culo X a.C, for�ou os Khoisan a recuar para o Sul onde grupos residuais existem at� hoje, em Angola (ver mapa �tnico), na Nam�bia e no Botsuana.
Os Bantu eram agricultores e ca�adores. Sua expans�o, a partir da �frica Centro-Ocidental, se deu em grupos menores, que se relocalizaram de acordo com as circunst�ncias pol�tico-econ�micas e ecol�gicas. Entre os s�culos XIV e XVII, uma s�rie de reinos foi estabelecida, sendo o principal o Reino do Congo que abrangeu o Noroeste da Angola de hoje e uma faixa adjacente da hoje Rep�blica Democr�tica do Congo, da Rep�blica do Congo e do Gab�o; a sua capital situava-se em M'Banza Kongo e o seu apogeu se deu durante os s�culos XIII e XIV. Outro reino importante foi o Reino do Ndongo, constitu�do naquela altura a Sul/Sudeste do Reino do Congo. No Nordeste da Angola actual, mas com o seu centro no Sul da actual Rep�blica Democr�tica do Congo, constituiu-se, sem contacto com os reinos atr�s referidos, o Reino da Lunda .
Em 1482 chegou na foz do Rio Congo uma frota portuguesa, comandada pelo navegador Diogo C�o que de imediato estabeleceu rela��es com o Reino do Congo. Este foi o primeiro contacto de europeus com habitantes do territ�rio hoje abrangido por Angola, contacto este que viria a ser determinante para o futuro deste territ�rio e das suas popula��es.
Angola situa-se na costa atl�ntica Sul da �frica Ocidental, entre a Nam�bia e o Congo. Tamb�m faz fronteira com a Rep�blica Democr�tica do Congo e a Z�mbia, a oriente. O pa�s est� dividido entre uma faixa costeira �rida, que se estende desde a Nam�bia chegando praticamente at� Luanda, um planalto interior h�mido, uma savana seca no interior sul e sudeste, e floresta tropical no norte e em Cabinda. O rio Zambeze e v�rios afluentes do rio Congo t�m as suas nascentes em Angola. A faixa costeira � temperada pela corrente fria de Benguela, originando um clima semelhante ao da costa do Peru ou da Baixa Calif�rnia. Existe uma esta��o das chuvas curta, que vai de Fevereiro a Abril. Os Ver�es s�o quentes e secos, os Invernos s�o temperados. As terras altas do interior t�m um clima suave com uma esta��o das chuvas de Novembro a Abril, seguida por uma esta��o seca, mais fria, de Maio a Outubro. As altitudes variam bastante, encontrando-se as zonas mais interiores entre os 1 000 e os 2 000 metros. As regi�es do norte e Cabinda t�m chuvas ao longo de quase todo o ano. A maioria dos rios de Angola nasce no planalto do Bi�, os principais s�o: o Kwanza, o Cuango, o Cuando, o Cubango e o Cunene.
Pontos extremos
� Norte: ponto sem nome na fronteira com a Rep�blica do Congo (a norte da localidade de Caio Bemba, prov�ncia de Cabinda)
� Norte (sem contar com Cabinda): ponto na fronteira com a Rep�blica Democr�tica do Congo a noroeste da localidade de Luvo, prov�ncia do Zaire
� Este: sec��o de rio na fronteira com a Z�mbia (a norte da localidade de Sapeta na Z�mbia), prov�ncia do Moxico
� Sul: ponto do rio Cunene na fronteira com a Nam�bia (imediatamente a norte da localidade de Andara, Caprivi, Nam�bia), prov�ncia do Cuando Cubango
� Oeste: ilha da Ba�a dos Tigres, prov�ncia do Namibe
� Oeste (continental): pen�nsula a oeste de T�mbua (Porto Alexandre), prov�ncia do Namibe
� Maior altitude: Morro de Moco (2 620 m)
� Menor altitude: Oceano Atl�ntico (0 m)
Clima


Angola, apesar de se localizar numa zona tropical, tem um clima que n�o � caracterizado para essa regi�o, devido � conflu�ncia de tr�s factores:
� A Corrente de Benguela, fria, ao longo da parte sul da costa
� O relevo no interior
� Influ�ncia do Deserto do Namibe, a sudeste
Em consequ�ncia, o clima de Angola � caracterizado por duas esta��es: a das chuvas, de Outubro a Abril e a seca, conhecida por Cacimbo, de Maio a Agosto, mais seca, como o nome indica e com temperaturas mais baixas. Por outro lado, enquanto a orla costeira apresenta elevados �ndices de pluviosidade, que v�o decrescendo de Norte para Sul e dos 800 mm para os 50 mm, com temperaturas m�dias anuais acima dos 23 �C, a zona do interior pode ser dividida em tr�s �reas:
� Norte, com grande pluviosidade e temperaturas altas
� Planalto Central, com uma esta��o seca e temperaturas m�dias da ordem dos 19 �C
� Sul com amplitudes t�rmicas bastante acentuadas devido � proximidade do Deserto do Kalahari e � influ�ncia de massas de ar tropical





Etimologia

O nome Angola � uma deriva��o portuguesa do termo bantu N�gola, t�tulo dos reis do Reino do Ndongo existente na altura em que os portugueses se estabeleceram em Luanda, no s�culo XVI.

Hist�ria



Os habitantes originais de Angola foram ca�adores-colectores Khoisan, dispersos e pouco numerosos. A expans�o dos povos Bantu, chegando do Norte a partir do segundo mil�nio, for�ou os Khoisan (quando n�o eram absorvidos) a recuar para o Sul onde grupos residuais existem at� hoje, em Angola (ver mapa �tnico), na Nam�bia e no Botsuana.

Os Bantu eram agricultores e ca�adores. Sua expans�o, a partir da �frica Centro-Ocidental, se deu em grupos menores, que se relocalizaram de acordo com as circunst�ncias pol�tico-econ�micas e ecol�gicas. Entre os s�culos XIV e XVII, uma s�rie de reinos foi estabelecida, sendo o principal o Reino do Congo que abrangeu o Noroeste da Angola de hoje e uma faixa adjacente da hoje Rep�blica Democr�tica do Congo, da Rep�blica do Congo e do Gab�o; a sua capital situava-se em M'Banza Kongo e o seu apogeu se deu durante os s�culos XIII e XIV. Outro reino importante foi o Reino do Ndongo, constitu�do naquela altura a Sul/Sudeste do Reino do Congo. No Nordeste da Angola actual, mas com o seu centro no Sul da actual Rep�blica Democr�tica do Congo, constituiu-se, sem contacto com os reinos atr�s referidos, o Reino da Lunda nota 1 .

Em 1482 chegou na foz do rio Congo uma frota portuguesa, comandada pelo navegador Diogo C�o que de imediato estabeleceu rela��es com o Reino do Congo. Este foi o primeiro contacto de europeus com habitantes do territ�rio hoje abrangido por Angola, contacto este que viria a ser determinante para o futuro deste territ�rio e das suas popula��es.

Presen�a colonial no litoral, s�c. XVI a XIX





Ilustra��o da rainha Nzinga em negocia��es de paz com o governador portugu�s em Luanda em 1657.
A partir do fim do s�culo XV, Portugal seguiu na regi�o uma dupla estrat�gia. Por um lado, marcou continuamente presen�a no Reino do Congo, por interm�dio de (sempre poucos, mas influentes) padres cultos (portugueses e italianos) que promoveram uma lenta cristianiza��o e introduziram elementos da cultura europeia. Por outro, estabeleceu em 1575 uma feitoria em Luanda, num ponto de f�cil acesso ao mar e � proximidade dos reinos do Congo e de Ndongo. Gradualmente tomaram o controle, atrav�s de uma s�rie de tratados e guerras, de uma faixa que se estendeu de Luanda em direc��o ao Reino do Ndongo. Este territ�rio, de uma dimens�o ainda bastante limitada, passou mais tarde a ser designado como Angola. Por interm�dio dos Reinos do Congo, do Ndongo e da Matamba, Luanda desenvolveu um tr�fico de escravos com destino a Portugal, ao Brasil e � Am�rica Central que passou a constituir a sua base econ�mica.

Os holandeses ocuparam Angola entre 1641 e 1648, procurando estabelecer alian�as com os estados africanos da regi�o. Em 1648, Portugal retomou Luanda e iniciou um processo de conquista militar dos estados do Congo e Ndongo que terminou com a vit�ria dos portugueses em 1671, redundando num controle sobre aqueles reinos .

Entretanto, Portugal tinha come�ado a estender a sua presen�a no litoral em direc��o ao Sul. Em 1657 estabeleceu uma povoa��o perto da actual cidade de Porto Amboim, transferida em 1617 para a actual Benguela que se tornou numa segunda feitoria, independente da de Luanda. Benguela assumiu aos poucos o controle sobre um pequeno territ�rio a norte e leste, e iniciou por sua vez um tr�fego de escravos, com a ajuda de intermedi�rios africanos radicados no Planalto Central da Angola de hoje.

Penetra��o colonial do interior, s�c. XVIII e XIX

Embora tenha, desde o in�cio da sua presen�a em Luanda e Benguela, havido ocasionais incurs�es dos portugueses para l� dos pequenos territ�rios sob o seu controle, esfor�os s�rios de penetra��o no interior apenas come�aram nas primeiras d�cadas do s�culo XIX, abrandado em meados daquele s�culo, mas recome�ando com mais vigor nas suas �ltimas d�cadas.8 Estes avan�os eram em parte militares, visando o estabelecimento de um dom�nio duradouro sobre determinadas regi�es, e tiveram geralmente que vencer, pelas armas, uma resist�ncia maior ou menor das respectivas popula��es . Em outros casos tratou-se, no entanto, apenas de criar postos avan�ados destinados a facilitar a extens�o de redes comerciais. Formas particulares de penetra��o econ�mica foram desenvolvidas no Sul, a partir de Mo��medes (hoje Namibe) . Finalmente, houve naquele s�culo a implanta��o das primeiras miss�es cat�licas para l� dos per�metros controlados por Luanda e Benguela . No momento em que se realizou em 1884/85 a Confer�ncia de Berlim, destinada a acertar a distribui��o de �frica entre as pot�ncias coloniais, Portugal pode portanto fazer valer uma presen�a secular em dois pontos do litoral, e uma presen�a mais recente (administrativa/militar, comercial, mission�ria) numa s�rie de pontos do interior, mas estava muito longe de uma "ocupa��o efectiva" do territ�rio hoje abrangido por Angola nota 2 .

Ocupa��o sistem�tica do territ�rio, s�c. XIX e XX

Perante a amea�a das outras pot�ncias coloniais, de se apropriarem de partes do territ�rio reclamada por Portugal, este pa�s iniciou finalmente, na sequ�ncia da Confer�ncia de Berlim, um esfor�o que visava a ocupa��o de todo o territ�rio da Angola actual. Dados os seus recursos limitados, os progressos neste sentido foram, no entanto, lentos: ainda em 1906, apenas 5% a 6% dos territ�rios podiam, com alguma raz�o, ser considerados "efectivamente ocupados" . S� depois do advento da Rep�blica em Portugal, em 1910, a expans�o do Estado colonial avan�ou de forma mais consequente. Em meados dos anos 1920 estava alcan�ado um dom�nio integral do territ�rio, muito embora houvesse ainda em 1941 um breve surto de "resist�ncia prim�ria", da parte da etnia Vakuval nota 3 . Embora lento, este esfor�o de ocupa��o n�o deixou, por�m, de provocar novas din�micas sociais, econ�micas e pol�ticas nota 4 .

Domina��o colonial e luta anticolonial, 1926 a 1974






Escudo de Armas (1951-1975)
Alcan�ada a desejada "ocupa��o efectiva", Portugal - melhor dito: o regime ditatorial entretanto instaurado naquele pa�s por Ant�nio de Oliveira Salazar - concentrou-se em Angola na consolida��o do Estado colonial. Esta meta foi atingida com alguma efic�cia. Num lapso de tempo relativamente curto foi edificada uma m�quina administrativa dotada de uma capacidade n�o sem falhas, mas sem d�vida significativa de controle e de gest�o. Esta garantiu o funcionamento de uma economia assente em dois pilares: o de uma imigra��o portuguesa que, em poucas d�cadas, fez subir a popula��o europeia para mais de 100,000, com uma forte componente empresarial, e o de uma popula��o africana sem direito � cidadania, na sua maioria - ou seja, com a excep��o dos povos (agro-)pastores do Sul - remetida para uma pequena agricultura orientada para os produtos exigidos pelo colonizador (caf�, milho, sisal), pagando impostos e taxas de v�ria ordem, e muitas vezes obrigada, por circunst�ncias econ�micas e/ou press�o administrativa, a aceitar trabalhos assalariados geralmente mal pagos nota 5 .

Nos anos 1950 come�ou a articular-se uma resist�ncia multifacetada contra a domina��o colonial, impulsionada pela descoloniza��o que se havia iniciado no continente africano, depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Esta resist�ncia, que visava a transforma��o da col�nia de Angola em pa�s independente, desembocou a partir de 1961 num combate armado contra Portugal que teve tr�s principais protagonistas:
o Movimento Popular de Liberta��o de Angola (MPLA), cuja principal base social eram os Ambundu e a popula��o mesti�a bem como partes da intelig�ncia branca, e que tinha la�os com partidos comunistas em Portugal e pa�ses pertencentes ao ent�o Pacto de Vars�via;
a Frente Nacional de Liberta��o de Angola (FNLA), com fortes ra�zes sociais entre os Bakongo e v�nculos com o governo dos Estados Unidos e ao regime de Mobutu Sese Seko no Zaire, entre outros;
a Uni�o Nacional para a Independ�ncia Total de Angola (UNITA), socialmente enraizada entre os Ovimbundu e benefici�ria de algum apoio por parte da China nota 6 .

Logo depois do in�cio do conflito armado, uma "ala liberal" no seio da pol�tica portuguesa imp�s uma reorienta��o incisiva da pol�tica colonial. Revogando j� em 1962 o Estatuto do Indigenato e outras disposi��es discriminat�rias, Portugal concedeu direitos de cidad�o a todos os habitantes de Angola nota 7 que de "col�nia" passou a "prov�ncia" e mais tarde a "Estado de Angola". Ao mesmo tempo expandiu enormemente o sistema de ensino, dando assim � popula��o negra possibilidades inteiramente novas de mobilidade social - pela escolariza��o e a seguir por empregos na fun��o p�blica e na economia privada nota 8 . A finalidade desta reorienta��o foi a de ganhar "mentes e cora��es" das popula��es angolanas para o modelo de uma Angola multi-racial que continuasse a fazer parte de Portugal, ou ficar estreitamente ligado � "Metr�pole".

Esta op��o foi, no entanto, rejeitada pelos tr�s movimentos de liberta��o que continuaram a sua luta. Nesta come�aram, por�m, a registar-se mais retrocessos do que progressos, e nos primeiros anos 1970 as hip�teses de conseguir a independ�ncia pelas armas tornaram-se muito fracas. Na maior parte do territ�rio a vida continuou com a normalidade colonial. � certo que houve uma s�rie de medidas de seguran�a, das quais algumas - como controles de circula��o, ou o estabelecimento de "aldeias concentradas" em zonas como o Planalto Central. no Kwanza-Norte e no Kwanza-Sul nota 9 - afectaram a popula��o em grau maior ou menor.

A situa��o alterou-se completamente quando em Abril de 1974 aconteceu em Portugal a Revolu��o dos Cravos, um golpe militar que p�s fim � ditadura em Portugal. Os novos detentores do poder proclamaram de imediato a sua inten��o de permitir sem demora o acesso das col�nias portuguesas � independ�ncia.

O processo de descoloniza��o (1974-1975)

A perspectiva da independ�ncia provocada pela Revolu��o dos Cravos em Portugal, em Abril de 1974, e a cessa��o imediata dos combates por parte das for�as militares portuguesas em Angola, levou a uma acirrada luta armada pelo poder entre os tr�s movimentos e os seus aliados: a FNLA entrou em Angola com um ex�rcito regular, treinado e equipado pelas for�as armadas do Zaire, com o apoio dos EUA; o MPLA conseguiu mobilizar rapidamente a interven��o de milhares de soldados cubanos, com o apoio log�stico da Uni�o Sovi�tica; a UNITA obteve o apoio das for�as armadas do regime de apartheid ent�o reinante na �frica do Sul. Esfor�os do novo regime portugu�s para que se constitu�sse um governo de unidade nacional n�o tiveram �xito.

O conflito armado levou � sa�da - com destino a Portugal, mas tamb�m � �frica do Sul e ao Brasil - da maior parte dos cerca de 350 000 portugueses que na altura estavam radicados em Angola.14 . Em consequ�ncia da pol�tica colonial, estes constitu�am a maior parte dos quadros do territ�rio, o que levou a que a administra��o p�blica, a ind�stria, a agricultura e o com�rcio ca�ssem em colapso. Por outro lado os Ovimbundu que tinham sido recrutados pela administra��o colonial para trabalhar nas planta��es de caf� e tabaco e nas minas de diamantes do Norte, tamb�m decidiram voltar �s suas terras de origem no planalto central. A outrora pr�spera economia angolana caiu assim em decad�ncia.15

No dia 11 de novembro de 1975 foi proclamada a independ�ncia de Angola16 , pelo MPLA em Luanda, e pela FNLA e UNITA, em conjunto no Huambo. As for�as armadas Portuguesas que ainda permaneciam no territ�rio regressaram a Portugal.

Angola independente (desde 1975)

Com a independ�ncia de Angola come�aram dois processos que se condicionaram mutuamente.

Por um lado, o MPLA - que em 1977 adoptou o marxismo-leninismo como doutrina - estabeleceu um regime pol�tico e econ�mico inspirado pelo modelo ent�o em vigor nos pa�ses do "bloco socialista", portanto monopartid�rio e baseado numa economia estatal, de planifica��o central. Enquanto a componente pol�tica deste regime chegou a funcionar dentro dos moldes postulados, embora com um rigor algo menor do que em certos pa�ses "socialistas" da Europa. A componente econ�mica foi fortemente prejudicada pela luta armada e no fundo s� se sustentou gra�as ao petr�leo cuja explora��o o regime confiou a companhias petrol�feras americanas.

Por outro lado, iniciou-se logo depois da declara��o da independ�ncia a Guerra Civil Angolana entre os tr�s movimentos, uma vez que a FNLA e, sobretudo, a UNITA n�o se conformaram nem com a sua derrota militar nem com a sua exclus�o do sistema pol�tico. Esta guerra durou at� 2002 e terminou com a morte, em combate, do l�der hist�rico da UNITA, Jonas Savimbi. Assumindo raramente o car�cter de uma guerra "regular", ela consistiu no essencial numa guerra de guerrilha que nos anos 1990 envolveu praticamente o pa�s inteiro nota 10 . Ela custou milhares de mortos e feridos e destrui��es de vulto em aldeias, cidades e infraestruturas (estradas, caminhos de ferro, pontes). Uma parte consider�vel da popula��o rural, especialmente a do Planalto Central e de algumas regi�es do Leste, fugiu para as cidades ou para outras regi�es, inclusive pa�ses vizinhos.

No fim dos anos 1990, o MPLA decidiu abandonar a doutrina marxista-leninista e mudar o regime para um sistema de democracia multipartid�ria e uma economia de mercado. UNITA e FNLA aceitaram participar no regime novo e concorreram �s primeiras elei��es realizadas em Angola, em 1992, das quais o MPLA saiu como vencedor. N�o aceitando os resultados destas elei��es, a UNITA retomou de imediato a guerra, mas participou ao mesmo tempo no sistema pol�tico.

Logo a seguir a morte do seu l�der hist�rico, a UNITA abandonou as armas, sendo os seus militares desmobilizados ou integrados nas For�as Armadas Angolanas. Tal como a FNLA, passou a concentrar-se na participa��o, como partido, no parlamento e outras inst�ncias pol�ticas. Na situa��o de paz, depois de quatro d�cadas de conflito armado, come�ou a reconstru��o do pa�s e, gra�as a um not�vel crescimento da economia, um desenvolvimento globalmente bastante acentuado, mas por enquanto com fortes disparidades regionais e desigualdades sociais. A paz est� tamb�m a favorecer a consolida��o de uma identidade social abrangente, "nacional", que come�ou a formar-se paulatinamente a partir dos anos 1950.

Politicamente, continua a haver um forte predom�nio do MPLA, que obteve claras maiorias parlamentares nas elei��es realizadas em 1992, 2008 e 2012, garantindo a perman�ncia nas fun��es de Presidente do Estado, desde 1979, do presidente do partido, Jos� Eduardo dos Santos. Enquanto a FNLA desapareceu praticamente da cena, a UNITA consolidou, nas elei��es de 2012, a sua posi��o como principal partido de oposi��o.

A n�vel econ�mico, Angola registou por um lado um forte crescimento, enfrentando, por outro lado, dificuldades que o obrigaram a solicitar o apoio do FMI, n�o conseguindo travar o surgimento de desigualdades econ�micas e sociais muito acentuadas.

Geografia



Imagem de sat�lite de Angola (The Map Library).
Angola situa-se na costa atl�ntica Sul da �frica Ocidental, entre a Nam�bia e o Congo. Tamb�m faz fronteira com a Rep�blica Democr�tica do Congo e a Z�mbia, a oriente. O pa�s est� dividido entre uma faixa costeira �rida, que se estende desde a Nam�bia chegando praticamente at� Luanda, um planalto interior h�mido, uma savana seca no interior sul e sudeste, e floresta tropical no norte e em Cabinda. O rio Zambeze e v�rios afluentes do rio Congo t�m as suas nascentes em Angola. A faixa costeira � temperada pela corrente fria de Benguela, originando um clima semelhante ao da costa do Peru ou da Baixa Calif�rnia. Existe uma esta��o das chuvas curta, que vai de Fevereiro a Abril. Os Ver�es s�o quentes e secos, os Invernos s�o temperados. As terras altas do interior t�m um clima suave com uma esta��o das chuvas de Novembro a Abril, seguida por uma esta��o seca, mais fria, de Maio a Outubro. As altitudes variam bastante, encontrando-se as zonas mais interiores entre os 1 000 e os 2 000 metros. As regi�es do norte e Cabinda t�m chuvas ao longo de quase todo o ano. A maioria dos rios de Angola nasce no planalto do Bi�, os principais s�o: o Kwanza, o Cuango, o Cuando, o Cubango e o Cunene .


Religi�o

Em Angola existem actualmente cerca de 1000 religi�es organizadas em igrejas ou formas an�logas . Dados fi�veis quanto aos n�meros dos fi�is n�o existem, mas a grande maioria dos angolanos adere a uma religi�o crist� ou inspirada pelo cristianismo . Cerca da metade da popula��o est� ligada � Igreja Cat�lica, cerca da quarta parte a uma das igrejas protestantes introduzidas durante o per�odo colonial: as baptistas, enraizadas principalmente entre os bakongo, as metodistas, concentradas na �rea dos ambundu, e as congregacionais, implantadas entre os ovimbundu, para al�m de comunidades mais reduzidas de protestantes reformados e luteranos. A estes h� de acrescentar os adventistas, os neo-apost�licos e um grande n�mero de igrejas pentecostais, algumas das quais com forte influ�ncia brasileira . H�, finalmente, duas igrejas do tipo sincr�tico, os kimbanguistas com origem no Congo-Kinshasa25 , e os tocoistas que se constitu�ram em Angola26 27 , ambas com comunidades de dimens�o bastante limitada. � significativa, mas n�o pass�vel de quantifica��o, a propor��o de pessoas sem religi�o. Os praticantes de religi�es tradicionais africanas constituem uma pequena minoria, de car�cter residual, mas entre os crist�os encontram-se com alguma frequ�ncia cren�as e costumes herdados daquelas religi�es. H� apenas 1 a 2% de mu�ulmanos, quase todos imigrados de outros pa�ses (p.ex. da �frica Ocidental), cuja diversidade n�o permite que constituam uma comunidade, apesar de serem todos sunitas nota 18 Uma parte crescente da popula��o urbana n�o tem ou n�o pratica qualquer religi�o, o que se deve menos � influ�ncia do Marxismo-Leninismo oficialmente professado nas primeira fase p�s-colonial, e mais � tend�ncia internacional no sentido de uma seculariza��o. Em contrapartida, a experi�ncia com a Guerra Civil Angolana e com a pobreza acentuada levaram muitas pessoas a uma maior intensidade da sua f� e pr�tica religiosa, ou ent�o a uma ades�o a igrejas novas onde o fervor religioso � maior. A Igreja Cat�lica, as igrejas protestantes tradicionais e uma ou outra das igrejas pentecostais t�m obras sociais de alguma import�ncia, destinadas a colmatar defici�ncias quer da sociedade, quer do Estado. Tanto a Igreja Cat�lica como as igrejas protestantes tradicionais pronunciam-se ocasionalmente sobre problemas de ordem pol�tica.

L�nguas



O portugu�s � a l�ngua oficial de Angola nota 20 . De entre as l�nguas africanas faladas no pa�s, algumas t�m o estatuto de l�nguas nacionais. Estas assim como as outras l�nguas africanas s�o faladas pelas respectivas etnias e t�m dialectos correspondentes aos subgrupos �tnicos30 .

A l�ngua nacional com mais falantes em Angola � o umbundu, falado pelos Ovimbundu na regi�o centro-sul de Angola e em muitos meios urbanos. � l�ngua materna de cerca de um ter�o dos angolanos31 .

O kimbundu (ou quimbundo) � a segunda l�ngua nacional mais falada - por cerca da quarta parte da popula��o31 , os Ambundu que vivem na zona centro-norte, no eixo Luanda-Malanje e no Kwanza Sul. � uma l�ngua com grande relev�ncia, por ser a l�ngua da capital e do antigo Reino do Ndongo. Foi esta l�ngua que deu muitos voc�bulos � l�ngua portuguesa e vice-versa.

O kikongo (ou quicongo) falado no norte, (U�ge e Zaire) tem diversos dialectos. Era a l�ngua do antigo Reino do Kongo, e com a migra��o p�s-colonial dos Bakongo para o Sul esta tem hoje uma presen�a significativa tamb�m em Luanda . Ainda nesta regi�o, na prov�ncia de Cabinda, fala-se o fiote ou ibinda. O chocu� (ou tchokwe) � a l�ngua do leste, por excel�ncia. Tem-se sobreposto a outras da zona leste e �, sem d�vida, a que teve maior expans�o pelo territ�rio da actual Angola, desde a Lunda Norte ao Cuando-Cubango. Kwanyama (Cuanhama ou oxikwanyama), nhaneca (ou nyaneca) e sobre tudo o umbundo s�o outras l�nguas de origem bantu faladas em Angola. No sul de Angola s�o ainda faladas outras l�nguas do grupo khoisan, faladas por pequenos grupos de san, tamb�m chamados bosqu�manos.

Embora as l�nguas nacionais sejam as l�nguas maternas da maioria da popula��o, o portugu�s � a primeira l�ngua de 30% da popula��o angolana � propor��o que se apresenta muito superior na capital do pa�s �, enquanto 60% dos angolanos afirmam us�-la como primeira ou segunda l�ngua .

Pol�tica


O actual Presidente de Angola, Jos� Eduardo dos Santos
O regime pol�tico vigente em Angola � o presidencialismo, em que o Presidente da Rep�blica � igualmente chefe do Governo, que tem ainda poderes legislativos. O ramo executivo do governo � composto pelo presidente (actualmente Jos� Eduardo dos Santos), pelo vice-presidente (Manuel Domingos Vicente, desde 2012, quando foi aprovada nova Constitui��o) e pelo Conselho de Ministros.

Os governadores das 18 prov�ncias s�o nomeados pelo presidente e executam as suas directivas. A Lei Constitucional de 1992 estabelece as linhas gerais da estrutura do governo e enquadra os direitos e deveres dos cidad�os. O sistema legal baseia-se no portugu�s e na lei do costume, mas � fraco e fragmentado. Existem tribunais s� em 12 dos mais de 140 munic�pios do pa�s. Um Supremo Tribunal serve como tribunal de apela��o. O Tribunal Constitucional � o �rg�o supremo da jurisdi��o constitucional, teve a sua Lei Org�nica aprovada pela Lei n.� 2/08, de 17 de Junho, e a sua primeira tarefa foi a valida��o das candidaturas dos partidos pol�ticos �s elei��es legislativas de 5 de Setembro de 2008.

A guerra civil de 27 anos causou grandes danos �s institui��es pol�ticas e sociais do pa�s. As Na��es Unidas estimam em 1,8 milh�es o n�mero de pessoas internamente deslocadas, enquanto que o n�mero mais aceite entre as pessoas afectadas pela guerra atinge os 4 milh�es. As condi��es de vida quotidiana em todo o pa�s e especialmente em Luanda (que tem uma popula��o de cerca de 4 milh�es, embora algumas estimativas n�o oficiais apontem para um n�mero muito superior) espelham o colapso das infra-estruturas administrativas bem como de muitas institui��es sociais. A grave situa��o econ�mica do pa�s inviabiliza um apoio governamental efectivo a muitas institui��es sociais. H� hospitais sem medicamentos ou equipamentos b�sicos, h� escolas que n�o t�m livros e � frequente que os funcion�rios p�blicos n�o tenham � disposi��o aquilo de que necessitam para o seu trabalho.

Em 5 e 6 de Setembro de 2008 foram realizadas elei��es legislativas, as primeiras elei��es desde 1992. As elei��es decorreram sem sobressaltos e foram consideradas v�lidas pela comunidade internacional, n�o sem antes diversas ONG e observadores internacionais terem denunciado algumas irregularidades. O MPLA obteve mais de 80% dos votos, a UNITA cerca de 10%, sendo os restantes votos distribu�dos por uma s�rie de pequenos partidos, dos quais apenas um (PRS, regional da Lunda) conseguiu eleger um deputado. O MPLA pode portanto neste momento governar com uma esmagadora maioria .

De acordo com a nova Constitui��o, aprovada em Janeiro de 2010,34 passam a n�o se realizar elei��es presidenciais, sendo o Presidente e o Vice-presidente os cabe�as-de-lista do partido que tiver a maioria nas elei��es legislativas35 36 . A nova constitui��o tem sido criticada por n�o consolidar a democracia e usar os s�mbolos do MPLA como s�mbolos nacionais.

Em Angola, e mais especialmente em Luanda, a estrutura e as praticas do regime pol�tico criaram um clima de descontentamento que at� � data teve pouca express�o p�blica, na somente e apenas por receio, mas tambem por falta de mecanismos de articulacao crediveis .Porem isso levou uma base de reformas estruturais nada cnvencionais que de certa forma houve aumento de inumeras revoltas populares.
Entretanto e somente, aparentemente inspirada pelas revoltas populares em diferentes pa�ses �rabes, correram em Fevereiro/Mar�o de 2011 iniciativas para organizar pela Internet, em Luanda, demonstra��es de protesto contra o regime. Uma nova manifesta��o, visando em particular a pessoa do Presidente, teve lugar em in�cios de Setembro de 2011.

Aspectos que merecem uma atencao especial sao os decorrentes das pol�ticas chamadas de descentraliza��o e desconcentracaoo, adoptadas nos �ltimos anos, e que remetem para a necessidade de analisar a realidade politica a nivel regional (sobe tudo provincial) e local .

Por outro lado, come�a a fazer sentir-se um certo peso internacional de Angola, particularmente a n�vel regional, devido � sua for�a econ�mica e ao seu poderia militar.

O regime angolano realizou as primeiras Elei��es Gerais a 31 de Agosto de 2012, um modelo constitucional novo, que surge na sequ�ncia da jun��o das elei��es legislativas com as presidenciais , respeitando pela primeira vez o prazo constitucional de 4 anos entre elei��es. Para al�m dos 5 partidos com assento na Assembleia Nacional - MPLA, UNITA, PRS (Partido da Renova��o Social), FNLA, ND (Nova Democracia) - existiam mais 67 partidos em princ�pio habilitados para concorrer44 . Jos� Eduardo dos Santos anunciou em dado momento a sua inten��o de n�o ser novamente candidato, mas acabou por encabe�ar a lista do seu partido. Como o MPLA ganhou novamente as elei��es, com cerca de 71% (175 deputados), ele foi automaticamente eleito Presidente, em conformidade com as regras constitucionais em vigor. A UNITA aumentou a sua cota para cerca de 18% (32 deputados), e a Converg�ncia Ampla para a Salva��o de Angola (CASA), recentemente fundada por Abel Epalanga Chivukuvuku, obteve 6% (8 deputados). Para al�m destes tr�s partidos, conseguiram ainda entrar no parlamento, com vota��es ligeiramente inferiores a 2%, o Partido da Renova��o Social (PRS, 3 deputados) e a FNLA (2 deputados).45 . S�o muito significativas as disparidades entre regi�es, especialmente quanto aos resultados dos partidos da oposi��o: nas prov�ncias de Cabinda e de Luanda, a oposi��o obteve p.ex. cerca de 40% dos votos, e a parte da UNITA foi de cerca de 30% no Huambo e em Luanda, e de 36% no Bi�.46 A taxa de absten��o foi a mais alta verificada desde o in�cio das elei��es multipartid�rias: 37.2%, contra 12.5% em 2008

Economia




O centro da capital de Angola, Luanda.
A economia de Angola caracterizava-se, at� � d�cada de 1970, por ser predominantemente agr�cola, sendo o caf� sua principal cultura. Seguiam-se-lhe cana-de-a��car, sisal, milho, �leo de coco e amendoim. Entre as culturas comerciais, destacavam-se o algod�o, o tabaco e a borracha. A produ��o de batata, arroz, cacau e banana era relativamente importante. Os maiores rebanhos eram de gado bovino, caprino e su�no.

Angola � rica em minerais, especialmente diamantes, petr�leo e min�rio de ferro; possui tamb�m jazidas de cobre, mangan�s, fosfatos, sal, mica, chumbo, estanho, ouro, prata e platina. As minas de diamante est�o localizadas perto de Dundo, no distrito de Luanda. Importantes jazidas de petr�leo foram descobertas em 1966, ao largo de Cabinda, e mais tarde ao largo da costa at� Luanda, tornando Angola num dos importantes pa�ses produtores de petr�leo, com um desenvolvimento econ�mico possibilitado e dominado por esta actividade. Em 1975 foram localizados dep�sitos de ur�nio perto da fronteira com a Nam�bia.

As principais ind�strias do territ�rio s�o as de beneficiamento de oleaginosas, cereais, carnes, algod�o e tabaco. Merece destaque, tamb�m, a produ��o de a��car, cerveja, cimento e madeira, al�m do refino de petr�leo. Entre as ind�strias destacam-se as de pneus, fertilizantes, celulose, vidro e a�o. O parque fabril � alimentado por cinco usinas hidroel�ctricas, que disp�em de um potencial energ�tico superior ao consumo.

O sistema ferrovi�rio de Angola comp�e-se de cinco linhas que ligam o litoral ao interior. A mais importante delas � a estrada de ferro de Benguela, que faz a conex�o com as linhas de Catanga, na fronteira com o Zaire. A rede rodovi�ria, em sua maioria constitu�da de estradas de segunda classe, liga as principais cidades. Os portos mais movimentados s�o os de Luanda, Lobito, Benguela, Namibe e Cabinda. O aeroporto de Luanda � o centro de linhas a�reas que p�em o pa�s em contacto com outras cidades africanas, europeias e americanas.

Um problema estrutural s�rio da economia angolana � a desigualdade muito marcada entre as diferentes regi�es, em parte causadas pela guerra civil prolongada. O dado mais eloquente � a concentra��o de cerca de um ter�o da actividade econ�mica em Luanda e na prov�ncia cont�gua do Bengo, enquanto em v�rias �reas do interior se verificam at� processos de regress�o.

Uma caracter�stica cada vez mais saliente da economia angolana � a de uma parte substancial dos investimentos privados, tornados poss�veis gra�as a uma acumula��o exorbitante na m�o de uma pequena franja da sociedade (ver em baixo), � canalizada para fora do pa�s. Por agora, Portugal � o alvo preferencial destes investimentos, que se verifica na banca, energia, telecomunica��es e comunica��o social, mas tamb�m na vinicultura e fruticultura, em im�veis bem como em empreendimentos tur�sticos.

Pobreza e desigualdade social

Os benef�cios do crescimento econ�mico de Angola chegam de maneira bastante desigual � popula��o. � vis�vel o r�pido enriquecimento de um segmento social ligado aos detentores do poder pol�tico, administrativo e militar nota 27 . Um leque de "classes m�dias" encontra-se em forma��o nas cidades onde se concentram mais de 50% da popula��o. No pa�s, grande parte da popula��o vive em condi��es de pobreza relativa, com grandes diferen�as entre as cidades e o campo: um inqu�rito realizado em 2008 pelo Instituto Nacional de Estat�stica indica que 37% da popula��o angolana vive abaixo da linha de pobreza, especialmente no meio rural (o �ndice de pobreza � de 58,3%, enquanto o do meio urbano � de apenas 19%) . Nas cidades grande parte das fam�lias, al�m dos classificados como pobres, est� remetida para estrat�gias de sobreviv�ncia . Nas �rea urbanas, tamb�m as desigualdades sociais s�o mais evidentes, especialmente em Luanda .

O advento da paz militar, em 2002, permitiu um balan�o diferenciado dos problemas econ�micos e sociais extremamente complexos que se colocavam ao pa�s, mas tamb�m do leque de possibilidades que se abriam . Os indicadores dispon�veis at� � data indicam que a l�gica da economia pol�tica, seguida desde os anos 1980 e de maneira mais manifesta na d�cada dos anos 2000, levou a um crescimento econ�mico not�vel, em termos globais, mas ao mesmo tempo manteve e acentuou distor��es graves, em termos sociais e tamb�m econ�micos.

Conv�m referir que, nas listas do �ndice de Desenvolvimento Humano elaboradas pela ONU, Angola ocupa sempre um lugar entre os pa�ses mais mal colocados.

Infraestrutura

Sa�de



Uma pesquisa em 2007 concluiu que ter uma quantidade pequena ou deficiente de Niacina era comum em Angola. A Sa�de de Angola � classificada entre as piores do mundo. Angola est� localizada na zona end�micas de febre amarela. A incid�ncia de c�lera � elevada. Apenas uma pequena fra��o da popula��o recebe aten��o m�dica ainda rudimentar. A partir de 2004, a rela��o dos m�dicos por popula��o foi estimada em 7.7 por 100 mil pessoas. Em 2005, a expectativa de vida foi estimada em apenas 43 anos, uma das mais baixas do mundo. A mortalidade infantil em 2005 foi estimada em 187 por 1000 nascidos vivos, as mais altas do mundo. A incid�ncia de tuberculose em 1999 foi 271 por 100000 pessoas. Taxas de imuniza��o de crian�as de um ano de idade em 1999 foram estimadas em 22% de t�tano, difteria e tosse convulsa e 46% para sarampo. Desnutri��o afetado cerca de 53% das crian�as abaixo de cinco anos de idade a partir de 1999. Desde 1975 e 1992, houve 300 mil mortes relacionadas com a guerra civil. A taxa global de morte foi estimada em 24 por 1000 em 2002. A preval�ncia de HIV/SIDA foi 3.90 por 100 adultos em 2003. A partir de 2004, havia aproximadamente 240000 pessoas que vivem com HIV/SIDA no pa�s. Estima-se que houve 21 000 mortes de SIDA em 2003. Em 2000, 38% da popula��o tiveram acesso � �gua pot�vel e 44% tinham saneamento adequado53 .

Educa��o






Crian�as estudando em uma sala de aula em Bi�, Angola.
Logo depois da independ�ncia do pa�s, uma das prioridades foi a de expandir o ensino e de incutir-lhe um novo esp�rito. Neste sentido, mobilizaram-se n�o apenas os recursos humanos e materiais existentes em Angola, mas concluiu-se um acordo com Cuba que previu uma intensa colabora��o deste pa�s no sector da educa��o (como, por sinal, tamb�m no da sa�de). Esta colabora��o, de uma not�vel efic�cia, durou 15 anos, e possibilitou avan�os significativos em termos n�o apenas de uma cobertura do territ�rio como tamb�m de um aperfei�oamento da qualidade dos professores e do seu ensino .

Apesar destes avan�os, a situa��o continua at� hoje pouco satisfat�ria. Enquanto na lei o ensino em Angola � compuls�rio e gratuito at� aos oito anos de idade, o governo reporta que uma percentagem significativa de crian�as n�o est� matriculada em escolas por causa da falta de estabelecimentos escolares e de professores . Os estudantes s�o normalmente respons�veis por pagar despesas adicionais relacionadas com a escola, incluindo livros e alimenta��o . Ainda continua a ser significante as disparidades na matr�cula de jovens entre as �reas rural e urbana. Em 1995, 71,2% das crian�as com idade entre 7 e 14 anos estavam matriculadas na escola55 . � reportado que uma percentagem maior de rapazes est� matriculada na escola em rela��o �s raparigas55 . Durante a Guerra Civil Angolana (1975-2002), aproximadamente metade de todas as escolas foi saqueada e destru�da, levando o pa�s aos actuais problemas com falta de escolas55 . O Ministro da Educa��o contratou 20 mil novos professores em 2005 e continua a implementar a forma��o de professores . Os professores tendem a receber um sal�rio baixo, sendo inadequadamente formados e sobrecarregados de trabalho (�s vezes ensinando durante dois ou tr�s turnos por dia) . Professores tamb�m reportaram suborno directamente dos seus estudantes . Outros factores, como a presen�a de minas terrestres, falta de recursos e documentos de identidade e a pobre sa�de tamb�m afastam as crian�as de frequentar regularmente a escola . Apesar dos recursos alocados para a educa��o terem crescido em 2004, o sistema educacional da Angola continua a receber recursos muito abaixo do necess�rio . A taxa de alfabetiza��o � muito baixa, com 67,4% da popula��o acima dos 15 anos que sabem ler e escrever portugu�s. Em 2001, 82,9% dos homens e 54,2% das mulheres estavam alfabetizados. Desde a independ�ncia de Portugal, em 1975, uma quantidade consider�veis de estudantes angolanos continuaram a ir todos os anos para escolas, institui��es polit�cnicas e universidades portuguesas, brasileiras, russas e cubanas atrav�s de acordos bilaterais.

Por outro lado, verificou-se no ensino superior um crescimento not�vel. A Universidade Agostinho Neto , p�blica, herdeira da embrion�ria "Universidade de Luanda" dos tempos coloniais, chegou a ter cerca de 40 faculdades espalhadas por todo o pa�s; em 2009 foi desmembrada, continuando a existir como tal apenas em Luanda e na Prov�ncia do Bengo, enquanto se constitu�ram, a partir das faculdades existentes, seis universidades aut�nomas, cada uma vocacionada para cobrir determinadas prov�ncias, inclusive pelo sistema dos p�los noutras cidades: em Benguela e Universidade Katyavala Bwila, em Cabinda a Universidade 11 de Novembro, no Huambo a Universidade Jos� Eduardo dos Santos, no Lubango a Universidade Mandume ya Ndemufayo, em Malanje (com Saurimo e Luena) a Universidade Lueij A'Nkonda. Al�m disto existe desde a independ�ncia a Universidade Cat�lica de Angola , em Luanda. A partir dos anos 1990, fundaram-se toda uma s�rie de universidades privadas, algumas ligadas a universidades portuguesas como a Universidade Jean Piaget de Angola, a Universidade Lus�fona de Angola, a Universidade Lus�ada de Angola58 , e a Angola Business School59 (todas em Luanda), outras resultantes de iniciativas angolanas: a Universidade Privada de Angola com campus em Luanda e no Lubango, e em Luanda ainda a Universidade Metodista de Angola e a Universidade T�cnica de Angola , a Universidade Independente de Angola , a Universidade Metropolitana de Angola , a Universidade Oscar Ribas , a Universidade Greg�rio Semedo a Universidade de Belas bem como o Instituto Superior de Ci�ncias Sociais e Rela��es Internacionais. Todos estes estabelecimentos lutam, em grau maior e menor, com problemas de qualidade, e em Luanda alguns come�am a ter problemas de procura.
A Universidade Agostinho Neto , p�blica, herdeira da embrion�ria "Universidade de Luanda" dos tempos coloniais, chegou a ter cerca de 40 faculdades espalhadas por todo o pa�s; em 2009 foi desmembrada, continuando a existir como tal apenas em Luanda e na Prov�ncia do Bengo, enquanto se constitu�ram, a partir das faculdades existentes, seis universidades aut�nomas, cada uma vocacionada para cobrir determinadas prov�ncias, inclusive pelo sistema dos p�los noutras cidades: em Benguela e Universidade Katyavala Bwila, em Cabinda a Universidade 11 de Novembro, no Huambo a Universidade Jos� Eduardo dos Santos, no Lubango a Universidade Mandume ya Ndemufayo, em Malanje (com Saurimo e Luena) a Universidade Lueij A'Nkonda. Al�m disto existe desde a independ�ncia a Universidade Cat�lica de Angola , em Luanda.

Cultura



Dan�a

Em Angola, a dan�a distingue diversos g�neros, significados, formas e contextos, equilibrando a vertente recreativa com a sua condi��o de ve�culo de comunica��o religiosa, curativa, ritual e mesmo de interven��o social. N�o se restringindo ao �mbito tradicional e popular, manifesta-se igualmente atrav�s de linguagens acad�micas e contempor�neas. A presen�a constante da dan�a no quotidiano, � produto de um contexto cultural apelativo para a interioriza��o de estruturas r�tmicas desde cedo. Iniciando-se pelo estreito contacto da crian�a com os movimentos da m�e (�s costas da qual � transportada), esta liga��o � fortalecida atrav�s da participa��o dos jovens nas diferentes celebra��es sociais (os jovens s�o os que mais se envolvem), onde a dan�a se revela determinante enquanto factor de integra��o e preserva��o da identidade e do sentimento comunit�rio.

Depois de v�rios s�culos de coloniza��o portuguesa, Angola acabou por tamb�m sofrer misturas com outras culturas actualmente presentes no Brasil, Mo�ambique e Cabo Verde. Com isto, Angola hoje destaca-se pelos mais diversos estilos musicais, tendo como principais: o Semba, o Kuduro e a Kizomba



Angola, officially the Republic of Angola (Portuguese: Rep�blica de Angola: ʁɛpublika de an'ɡɔla; Kikongo, Kimbundu, Umbundu: Repubilika ya Ngola), is a country in Southern Africa bordered by Namibia on the south, the Democratic Republic of the Congo on the north, and Zambia on the east; its west coast is on the Atlantic Ocean and Luanda is its capital city. The exclave province of Cabinda has borders with the Republic of the Congo and the Democratic Republic of the Congo.

The Portuguese were present in some � mostly coastal � points of the territory of what is now Angola, from the 16th to the 19th century, interacting in diverse ways with the peoples who lived there. In the 19th century, they slowly and hesitantly began to establish themselves in the interior. Angola as a Portuguese colony encompassing the present territory was not established before the end of the 19th century, and "effective occupation", as required by the Berlin Conference (1884) was achieved only by the 1920s after the Mbunda resistance and abduction of their King, Mwene Mbandu I Lyondthzi Kapova. Independence was achieved in 1975, after a protracted liberation war. After independence, Angola was the scene of an intense civil war from 1975 to 2002. Despite the civil war, areas such as Baixa de Cassanje continue a lineage of kings which have included the former King Kambamba Kulaxingo and current King Dianhenga Aspirante Mjinji Kulaxingo. The country has vast mineral and petroleum reserves, and its economy has on average grown at a double-digit pace since the 1990s, especially since the end of the civil war. In spite of this, standards of living remain low for the majority of the population, and life expectancy and infant mortality rates in Angola are among the worst in the world. Angola is considered to be economically disparate, with the majority of the nation's wealth concentrated in a disproportionately small sector of the population.

Angola is a member state of the African Union, the Community of Portuguese Language Countries, the Latin Union and the Southern African Development Community.


Etymology

The name Angola comes from the Portuguese colonial name Reino de Angola (Kingdom of Angola), appearing as early as Dias de Novais's 1571 charter. The toponym was derived by the Portuguese from the title ngola held by the kings of Ndongo. Ndongo was a kingdom in the highlands, between the Kwanza and Lukala Rivers, nominally tributary to the king of Kongo but which was seeking greater independence during the 16th century.

History


Khoisan hunter-gatherers are the earliest known modern human inhabitants of the area. They were largely absorbed and/or replaced by Bantu peoples during the Bantu migrations, though small numbers remain in parts of southern Angola to the present day. The Bantu came from the north, probably from somewhere near the present-day Republic of Cameroon and Sudan. The establishment of the Bantu took many centuries and gave rise to various groups who took on different ethnic characteristics.

During this time, the Bantu established a number of political units ("kingdoms", "empires") in most parts of what today is Angola. The best known of these is the Kingdom of the Kongo that had its centre in the northwest of contemporary Angola, but included important regions in the west of present day Democratic Republic of the Congo and Republic of Congo, and in southern Gabon. It established trade routes with other trading cities and civilizations up and down the coast of southwestern and West Africa and even with the Great Zimbabwe Mutapa Empire, but engaged in little or no transoceanic trade.

Others include the Mbunda, whose Kingdom was established in the fifteenth century at the confluence of Kwilu and Kasai rivers, in the south of present day Democratic Republic of the Congo, after a misunderstanding in Kola, also known as the origin of the Lunda and the Luba Kingdoms. The Mbunda trace their origin from Sudan, trekking southwards through Kola where they came in contact with the Luba and Ruund Kingdoms. They reached what is now Angola in the sixteenth century, where they encountered the Khoisan, Bushmen and other groups considerably less technologically advanced than themselves, whom they easily dominated with their superior knowledge of metal-working, ceramics and agriculture. The Mbunda Kingdom in Mbundaland, southeast of the now Angola endured until late nineteenth century, one of the oldest and biggest ethnic grouping in Southern Africa.


History




Territory comprising Kingdom of Ndongo, present-day Angola
Khoi and San hunter-gatherers are the earliest known modern human inhabitants of the area. They were largely absorbed or replaced by Bantu peoples during the Bantu migrations, though small numbers remain in parts of southern Angola to the present day. The Bantu came from the north, probably from somewhere near the present-day Republic of Cameroon.

During this time, the Bantu established a number of political units ("kingdoms", "empires") in most parts of what today is Angola. The best known of these is the Kingdom of the Kongo that had its centre in the northwest of contemporary Angola, but included important regions in the west of present day Democratic Republic and Republic of Congo and in southern Gabon. It established trade routes with other trading cities and civilisations up and down the coast of southwestern and West Africa and even with the Great Zimbabwe Mutapa Empire, but engaged in little or no transoceanic trade. To its south lay the Kingdom of Ndongo, from which the area of the later Portuguese colony was sometimes known as Dongo.

The region now known as Angola was reached by the Portuguese explorer Diogo C�o in 1484. The year before, the Portuguese had established relations with the Kingdom of Kongo, which stretched at the time from modern Gabon in the north to the Kwanza River in the south. The Portuguese established their principal early trading post at Soyo, which now forms the northernmost city in Angola apart from the Cabinda enclave. Paulo Dias de Novais founded S�o Paulo de Loanda (Luanda) in 1575 with a hundred families of settlers and four hundred soldiers. Benguela was fortified in 1587 and elevated to a township in 1617.

The Portuguese established other several settlements, forts, and trading posts along the Angolan coast, principally trading in Angolan slaves for Brazilian plantations. Local slave dealers provided a large number of slaves for the Portuguese Empire, usually sold in exchange for manufactured goods from Europe.[citation needed] This part of the Atlantic slave trade continued until after Brazil's independence in the 1820s.

Despite Portugal's nominal claims, as late as the 19th century, their control over the interior country of Angola was minimal, but the 16th century saw them gain control of the coast through a series of treaties and wars. Life for European colonists was difficult and progress slow. Iliffe notes that "Portuguese records of Angola from the 16th century show that a great famine occurred on average every seventy years; accompanied by epidemic disease, it might kill one-third or one-half of the population, destroying the demographic growth of a generation and forcing colonists back into the river valleys".

Amid the Portuguese Restoration War, the Dutch occupied Luanda in 1641, using alliances with local peoples against Portuguese holdings elsewhere. A fleet under Salvador de S� retook Luanda for Portugal in 1648; reconquest of the rest of the territory was completed by 1650. New treaties with Kongo were signed in 1649; others with Njinga's Kingdom of Matamba and Ndongo followed in 1656. The conquest of Pungo Andongo in 1671 was the last major Portuguese expansion from Luanda, as attempts to invade Kongo in 1670 and Matamba in 1681 failed. Portugal also expanded inward from Benguela, but until the late 19th century the inroads from Luanda and Benguela were very limited.[8] Portugal had neither the intention nor the means to carry out a large scale territorial occupation and colonization.





Portuguese troops heading for Angola during World War I.
Development of the hinterland began after the Berlin Conference in 1885 fixed the colony's borders, and British and Portuguese investment fostered mining, railways, and agriculture based on various forced-labour and voluntary labour systems. Full Portuguese administrative control of the hinterland did not establish itself until the beginning of the 20th century. Portugal had a minimalist presence in Angola for nearly five hundred years, and early calls for independence provoked little reaction amongst the population whose had no social identity related to the territory as a whole.[citation needed] More overtly political and "nationalist" organisations first appeared in the 1950s and began to make demands for self-determination, especially in international forums such as the Non-Aligned Movement.

The Portuguese regime, meanwhile, refused to accede to the demands for independence, provoking an armed conflict that started in 1961 when freedom fighters attacked both white and black civilians in cross-border operations in northeastern Angola. The war came to be known as the Colonial War. In this struggle, the principal protagonists included, the People's Movement for the Liberation of Angola (MPLA), founded in 1956, the National Front for the Liberation of Angola (FNLA), which appeared in 1961 and the National Union for the Total Independence of Angola (UNITA), founded in 1966.

After many years of conflict that led to the weakening of all the insurgent parties, Angola gained its independence on 11 November 1975, after the 1974 coup d'�tat in Lisbon, Portugal, which overthrew the Portuguese regime headed by Marcelo Caetano.

Portugal's new revolutionary leaders began in 1974 a process of political change at home and accepted independence for its former colonies abroad. In Angola a fight for dominance broke out immediately between the three nationalist movements. The events prompted a mass exodus of Portuguese citizens, creating up to 300 000 destitute Portuguese refugees�the retornados. The new Portuguese government tried to mediate an understanding between the three competing movements, and succeeded in getting them to agree, on paper, to form a common government. But in the end none of the African parties respected the commitments made, and military force resolved the issue.


Referência para busca:
Angola portugu�s �frica angolana
Fotos de Angola.

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