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DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial: República do Chade (République du Tchad / Jumhuriyat Tashad).
Nacionalidade: Chadiana.
Data nacional: 11 de agosto (Independência).
Capital: Ndjamena.
Cidades principais: Ndjamena (530.965), Mondou (282.103), Bongor (196.713), Sarh (193.753), Abéché (187.936) (1993).
Idioma: árabe e francês (oficiais).
Religião: islamismo 54%, cristianismo 34,7% (católicos 20,3%, protestantes 14,4%), crenças tradicionais 7,3%, outras 4% (1993).

GEOGRAFIA:
Localização: centro-norte da África.
Hora local: + 4h.
Área: 1.284.000 km2.
Clima: tropical (S) e árido tropical (N).
Área de floresta: 110 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO:
Total: 7,7 milhões (2000), sendo afro-árabes 87%, tubus 13% (tuaregues berberes) (1996).
Densidade: 6 hab./km2.
População urbana: 23% (1998).
População rural: 77% (1998).
Crescimento demográfico: 2,6% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 6,07 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 46/49 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 112 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 46,4% (2000).
IDH (0-1): 0,367 (1998).

POLÍTICA:
Forma de governo: República com forma mista de governo.
Divisão administrativa: 14 prefeituras.
Principais partidos: Movimento Patriótico de Salvação (MPS), União pela Renovação e pela Democracia (URD), União Nacional pelo Desenvolvimento e pela Renovação (UNDR).
Legislativo: bicameral - Assembléia Nacional, com 125 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos; Senado (até 1999 ainda não havia sido estabelecido). Constituição em vigor: 1996

ECONOMIA:
Moeda: franco CFA.
PIB: US$ 1,7 bilhão (1998).
PIB agropecuária: 40% (1998).
PIB indústria: 14% (1998).
PIB serviços: 46% (1998).
Crescimento do PIB: 2,2% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 230 (1998).
Força de trabalho: 3 milhões (1998).
Agricultura: algodão em pluma, milhete, sorgo, amendoim.
Pecuária: bovinos, caprinos, ovinos, aves.
Pesca: 85 mil t (1997).
Mineração: carbonato de sódio, argila, cascalhos, sal.
Indústria: beneficiamento de algodão.
Exportações: US$ 270 milhões (1998).
Importações: US$ 255 milhões (1998).
Parceiros comerciais: França, Camarões, EUA, Nigéria.

DEFESA:
Efetivo total: 25,4 mil (1998).
Gastos: US$ 61 milhões (1998).

RELAÇÕES EXTERIORES:
Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, OUA.
Embaixada: Tel. (202) 462-4009, fax (202) 265-1937, e-mail: info@chadembassy.org - Washington D.C., EUA. - Não há embaixada no Brasil.



Chade, também chamado de Tchade ou Tchad (em árabe: تشاد, transl.: Tshād; em francês: Tchad), oficialmente República do Chade (em árabe: جمهوريّة تشاد, transl.: Jumhūriyyat Tshād; em francês: République du Tchad) é um país sem acesso ao mar, localizado no centro-norte da África. Faz fronteira com a Líbia a norte, com o Sudão a leste, com a República Centro-Africana a sul, com Camarões e Nigéria a sudoeste e com o Níger a oeste. Encontra-se dividido em três grandes regiões geográficas: a zona desértica no norte, o cinturão árido do Sahel no centro e a savana sudanesa fértil no sul. O Lago Chade, do qual o país obteve o seu nome, é o segundo maior corpo de água da África e o maior do país. O ponto mais alto do Chade é o Emi Koussi no Deserto do Saara. Sua capital e cidade mais populosa é N'Djamena. O país abriga mais de duzentas etnias. Os idiomas oficiais são o árabe e o francês, enquanto as religiões oficiais são o islã e o cristianismo.

A princípios do sétimo milênio antes do nascimento de Cristo, populações numerosas ocuparam o território chadiano. Em finais do primeiro milênio antes de Cristo, vários estados e impérios desapareceram na zona central do país, todos eles dedicados a controlar as rotas do comércio transaariano que cruzavam a região. No século XIX, com a Conferência de Berlim, a França conquistou e colonizou este território e o incorporou à África Equatorial Francesa. Em 11 de agosto de 1960, a independência foi proclamada, pela liderança de François Tombalbaye. Em 1965, revoltas contra a política do país fizeram com que os muçulmanos da região norte entrassem em uma guerra civil. Assim, em 1979, rebeldes tomam a capital do país e puseram fim à hegemonia dos cristãos da região sul. Entretanto, comandantes rebeldes permaneceram em conflito constante até Hissène Habré se impor ante seus riviais, mas em 1990 Idriss Déby derrotou-o. Recentemente, o conflito de Darfur no Sudão atravessou a fronteira e gerou o conflito entre Chade e Sudão, com centenas e milhares de refugiados vivendo em acampamentos no leste do país.

Enquanto existem vários partidos políticos ativos no país, o poder recai firmemente nas mãos do presidente Déby e seu partido, o Movimento Patriótico de Salvação. No Chade ainda ocorre violência política e frequentes golpes de estado. Atualmente, o Chade é um dos países mais pobres e com maior índice de corrupção no mundo. A maioria de sua população vive abaixo da linha de pobreza. Desde 2009, o petróleo passou a ser a maior fonte exportações no país, sobrepassando a tradicional indústria de algodão


História





Ao derrotar e assassinar Rabih az-Zubayr em 22 de abril de 1900, na Batalha de Kousséri, a França liberou o maior obstáculo que tinha para a colonização do Chade.




Mais de quinze mil soldados chadianos serviram o exército francês durante a Segunda Guerra Mundial.
A partir do sétimo milênio antes de Cristo, as condições ecológicas em parte do território chadiano favoreceram os assentamentos humanos e a região apresentou um alto crescimento demográfico. Alguns dos sítios arqueológicos mais importantes se encontram no Chade, entre eles destaca-se a região do Borkou-Ennedi-Tibesti. Por mais de dois mil anos, o Chade estava sendo povoado por grupos agrícolas sedentários e várias civilizações foram assentadas na região. A primeira delas foi a civilização Sao, conhecido por seus simples artefatos e tradições orais. Os sao caíram ante o Império de Kanem, o primeiro mais duradouro dos impérios que se assentaram na região que corresponde atualmente ao Sahel chadiano durante o primeiro milênio depois de Cristo. O período do império Kanem e de seus sucessores foi baseado no controle de rotas do comércio transaariano que cruzava a região. Esses estados nunca estenderam seu domínio até os vales férteis do sul, exceto para o comércio de escravos.

A partir de 1900, o Império Colonial Francês deu passo para a criação do Territoire Militaire des Pays et Protectorats du Tchad. Em 1920, a França havia assegurado o controle absoluto da colônia e incorporou o território do Chade à África Equatorial Francesa. O domínio francês no Chade foi caracterizado pela ausência de políticas para unificar o território e retardar a modernização. Os franceses viam a colônia como uma importante fonte de mão de obra barata e algodão, onde em 1929 a França introduziu a produção de grande escala desta matéria prima. Durante a administração colonial do Chade, os governadores se apoiavam de elementos do serviço militar francês. Apenas a parte sul do país era governada de maneira efetiva, já que no norte e no leste do país a presença francesa era escassa, o que levou a um sistema educacional deficiente. Após a Segunda Guerra Mundial, o Chade passou a ser um departamento ultramarino francês, para que seus habitantes tivessem o direito de eleger os representantes na Assembleia Nacional Francesa e a criação de uma assembleia chadiana. O maior partido político da época era o Partido Progressista Chadiano, com bases localizadas na parte sul do país. O Chade obteve sua independência em 11 de agosto de 1960, com o líder do partido, François Tombalbaye, que se tornou o primeiro presidente.

Dois anos depois, Tombalbaye dissolveu os partidos de oposição e estabeleceu o unipartidarismo. O governo autocrático e Tombalbaye e sua má administração geraram tensões entre as distintas etnias do país e em 1975 os muçulmanos iniciaram uma guerra civil. Tombalbaye foi assassinado em 1975, mas o conflito continuou. Em 1979 as facções rebeldes tomaram a capital e todas as autoridades civis sofreram um colapso e o poder do país passou para os rebeldes armados, a maioria provenientes do norte do país. A desintegração do Chade provocou o colapso da presença francesa no país. A Líbia tentou tomar o controle do país e se envolveu na guerra civil. Em 1987, a aventura líbia terminou em desastre, quando o presidente Hissène Habré, apoiado pela França, invocou que os chadianos se unissem em apenas um grupo como nunca havia se visto antes, e assim obrigaro exército líbio a se retirar.

Habré consolidou sua ditadura atrabés de um sistema de corrupção e violência. Ao redor de quatrocentas mil pessoas foram assassinadas durante seu mandato. O presidente favoreceu sua tribo de origem, a daza, e discriminou os membros de sua tribo inimiga, os zaghawa. Em 1990, o general Idriss Déby o derrubou.

Déby tentou reconciliar os rebeldes e reintroduziu o unipartidarismo. Por meio de um referendo os chadianos aprovaram uma nova constituição e, em 1996, Déby genhou as eleições presidenciais. Em 2001, começou no país a atividade da exploração do petróleo, que trouxe consigo esperanças que o Chade teria de alcançar a paz e a prosperidade. Entretanto, conflitos internos empenharam e se instalou uma nova guerra civil. Uniliteralmente, Déby modificou a constituição para manter o máximo de dois períodos para cada presidente, o que ocasionou controvérsia entre civis e partidos de oposição. Desta forma, em 2006 Déby ganhou pela terceira vez as eleições presidenciais. Em 2006 e 2008, os rebeldes tentaram tomar novamente a capital do país, mas sem êxito. No leste do Chade, a violência étnica tem aumentado. Os membros do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados advertem um genocídio similar, tal como ocorre em Darfur, pode estar presente no Chade.

Geografia





Chade vista de satélite.
Com 1,284 milhões de quilômetros quadrados, o Chade é o vigésimo primeiro maior país do mundo, sendo um pouco menor que o Peru e a África do Sul. O Chade está localizado no norte da África Central, entre os paralelos 8º e 24º norte e os meridianos 14º e 24º leste. Limita-se a norte com a Líbia, a leste com o Sudão, a oeste com Níger, Nigéria e Camarões e ao sul com a República Centro-Africana. A capital do país está a 1 060 quilômetros do ponto mais próximo (Duala em Camarões). Devido à distância ao mar e ao clima predominantemente desértico no país, o Chade é muitas vezes referido como o "coração morto da África".

As fronteiras do Chade não coincidem com nenhuma fronteira natural, herança de seu período colonial. A estrutura física predominante é uma bacia ampla limitada no norte e leste, e ao sul por cadeias montanhosas. O Lago Chade, do qual o país obteve seu nome, são restos de um imenso lago que já ocupou mais de 330 000 quilômetros quadrados da bacia chadiana há mais de setecentos mil anos.

Ainda que atualmente apenas 1 500 quilômetros quadrados de sua superfície esteja a fortes flutuações estacionárias,29 sendo o segundo maior corpo de água da África.30 O Emi Koussi, vulcão inativo no monte Tibesti, alcança 3 415 metros de altitude, sendo o ponto mais alto localizado na fronteira do Chade no Deserto do Saara.




A cada ano, um sistema climático tropical, conhecido como zona de convergência intertropical, atravessa o Chade de sul a norte, trazendo consigo a estação das chuvas que dura de maio a outubro no sul e de junho a setembro na região do Sahel. As variações nas precipitações locais criam três importantes zonas geográficas. O Saara se localiza na parte norte do país, onde as precipitações anuais não chegam a quinhentos milímetros anuais. Borkou é a região mais árida do Saara. A vegetação desta zona é escassa; ocasionalmente sobrevivem algumas palmeiras, que são os únicos que crescem a sul do Trópico de Câncer. O Saara atravessa o centro do Chade, onde as precipitações estão entre trezentos e seiscentos milímetros anualmente. A região do Sahel ocupa uma estepe de arbustos espinhosos (em sua maioria acácias) e gradualmente se converte em uma savana na parte sul do Chade. Nesta parte do país, as precipitações chegam a novecentos milímetros anualmente. Os pastos altos e os extensos pântanos da região a convertem em um habitat ideal a algumas aves, répteis e grandes mamíferos. Os principais rios do Chade são o Logone, o Chari e seus afluentes, que percorrem savanas desde o sul desde o sudeste do lago Chade.

Demografia





Estudos de 2005 calculam a população do Chade em 10 146 000 habitantes: 25,8% vivem em áreas urbanas e 74,8% em rurais. A população do país é jovem. Estima-se que 47,3% tenha menos de 15 anos. A taxa de natalidade é de cerca de 42,35 nascimentos por 1 000 pessoas, a taxa de mortalidade é de 16,69. A esperança média de vida alcança de 47,2 anos.

A população do Chade é distribuída de forma desigual. A densidade populacional é de 0,1/km² (extremamente baixa) na região do Saharan Borkou-Ennedi-Tibesti, enquanto na região do Logone Ocidental chega a 52,4/km². Na capital, ainda é mais elevada: aproximadamente metade da população deste estado vive no sul deste território, que o converte na região mais densamente povoada. A vida urbana se encontra restrigida virtualmente na capital, onde a população se dedica principalmente no comércio. As outras principais cidades são Sarh, Moundou, Abéché e Doba, onde, ainda que sejam menos urbanizadas, estão crescendo rapidamente e se unem à capital como centros decisivos para o crescimento de sua economia.Desde 2003, 230 000 refugiados sudaneses têm deslocado para o leste do Chade fugindo da região de Darfur. Com os 172 000 chadianos deslocados pela guerra civil no leste,35 este acontecimento tem gerado tensões crescentes entre as comunidades da região.






A poligamia é comum no país e mais de 39% de mulheres vivem nesse tipo de união. Ela é apoiada por lei, que permite automaticamente a poligamia, exceto quando as cônjuges especifiquem que tal será inaceitável no casamento. Apesar de a violência contra mulheres ser proibida, a violência doméstica é comum. A mutilação genital feminina é proibida, mas a prática está espalhada e profundamente enraízada na tradição: 45% das mulheres do Chade se submetem ao procedimento, com as taxas mais altas entre os árabes, hadjarai e ouaddaianos (90% ou mais). São registradas porcentagens inferiores entre os saras (38%) e os toubous (2%). As mulheres carecem de uma igualidade de oportunidade na educação e formação, com poucos postos de trabalho formal no setor. Ainda que as leis proprietárias e a herança baseadas no código francês não discriminem a mulher, os líderes locais julgam a maioria dos casos de herança nos homens, segundo a política tradicional.

O Chade tem mais de 200 grupos étnicos distintos.39 A administração colonial e os sucessivos governos nacionais têm tentado impor uma sociedade nacional, mas para a maioria dos chadianos a sociedade local ou regional mantém-se como a mais importante influência fora da família mais próxima. Os povos do Chade tendem a ser, no entanto, classificados de acordo com a região geográfica onde vivem. No sul vivem povos sedentários, tais como os saras, o maior grupo etnico do país, cuja unidade social essencial é a linhagem (ou descendência). Na região do Sahel, povos sedentários vivem lado a lado com povos nômades, como os toubous. As línguas oficiais do país são o francês e o árabe, porém, mais de cem idiomas e dialetos são falados pelo país. Devido ao importante papel desempenhado por comerciantes árabes itinerantes e mercadores estabelecidos em comunidades locais, o árabe chadiano foi convertido lingua franca.

Religião





O Chade é um país religiosamente diverso. O censo de 1993 mostrou que 54% dos chadianos eram muçulmanos, 20% católicos romanos, 14% protestantes, 10% animistas e 3% ateus. O animismo inclui uma variedade de religiões ancestrais. O islã, que é caracterizado por um conjunto ortodoxo de crenças e celebrações, expressa-se de diversas formas. O cristianismo chegou ao Chade através dos franceses; como também o islã foi mesclado por meio de vários aspectos das crenças dos antigos povos que habitaram o território. A maior parte dos muçulmanos se concentra no norte e leste do Chade, enquanto cristãos e animistas vivem na parte sul. A constituição estabelece um estado laico e garante a liberdade religiosa; geralmente, as diferentes comunidades religiosas coexistem sem problemas.

A maior parte dos muçulmanos seguem um ramo do islã místico (sufismo), conhecida em território local como Tijaniyah, que incorpora alguns dos elementos religiosos locais. Uma pequena minoria de muçulmanos do país mantém práticas mais fundamentalistas, que, em alguns casos, podem estar associadas com sistemas de crenças sauditas, como o wahhabismo e o salafismo.

Os católicos representam a maior denominação cristã no país. A maioria dos protestantes está afiliada a diversos grupos cristãos evangélicos. Os membros da Fé Bahá'í e as testemunhas de Jeová são outras comunidades religiosas presentes no Chade. Ambos foram introduzidos depois da independência (1960), sendo consideradas como religiões "novas" no país.

O Chade é o lugar de missionários estrangeiros que representam diversos grupos cristãos. Também existem pregadores muçulmanos provenientes do Sudão, Paquistão e Arábia Saudita, este último financiando projetos socioeducativos e a construção de grandes mesquitas


Política



A constituição estabelece um forte poder executivo encabeçado pelo presidente, que domina o sistema político. O presidente tem o poder de nomear o primeiro-ministro e exerce uma influência considerável sobre a nomeação de juízes, generais, funcionários provinciais e chefes de empresas paraestatais. Em caso de ameaças graves ou imediatas, há a consulta da assembleia nacional, que declara estado de emergência. O presidente é eleito por meio do voto direto e popular para um mandato de cinco anos; em 2005 o tempo de mandato foi abolida na constituição. Desta forma, foi e ainda é permitido ao presidente permanecer no poder por mais de cinco anos. A maioria dos principais conselheiros do presidente Idriss Déby são membros da tribo zaghawa, ainda que personalidades de oposição no sul também estejam representados no governo. No Chade a corrupção abrange todos os níveis; no Índice de Percepção da Corrupção de 2005 divulgado pela Transparência Internacional, o Chade foi classificado como o país mais corrupto do mundo, encontrando-se na parte final da lista nos anos seguintes. Em 2007, alcançou apenas 1,8 dos dez pontos possíveis no índice de percepção da corrupção, onde apenas Tonga, Uzbequistão, Haiti, Iraque, Mianmar e Somália obtiveram uma pontuação mais baixa que o Chade. Ainda existem muitas críticas contra o presidente Déby, que é acusado de endogamia e tribalismo.

O sistema legal do Chade é baseado no direito civil francês e no direito alfandegário, onde este último interfere na ordem pública ou em garantias constitucionais de igualdade. Apesar de a garantia da constituição da independência do poder judiciário, é o presidente que nomeia a maioria dos funcionários judiciais. As jurisdições mais altas do sistema jurídico, a Suprema Corte de Justiça e o Conselho Constitucional, têm voltado plenamente operativos. A Suprema Corte é formada pelo chefe da justiça, nomeado pelo presidente e quinze vereadores, designados vitalícios pelo presidente e assembleia nacional. O tribunal está encabeçado por nove juízes eleitos para um período de nove anos. Este tribunal se encarrega de examinar a legislação, os tratados e acordos internacionais antes de sua adoção.






A assembleia nacional representa o poder legislativo. Encontra-se formada por 155 membros, eleitos para um período de quatro anos, que se reúnem anualmente em três ocasiões. A assembleia contém apenas duas sessões ordinárias ao ano, a partir de março e outubro e pode celebrar sessões especiais apenas quando o primeiro-ministro o convocar. O presidente da assembleia é eleito pelos deputados a cada dois anos, que tem a tarefa de firmar ou retardar as leis recém-aprovadas dentro de um prazo de quinze dias. A assembleia nacional deve aprovar um projeto de lei do primeiro-ministro e ainda pode obrigar a demiti-lo através de um voto de maioria não confiante. Entretanto, a assembleia nacional retarda um projeto de lei do poder executivo mais de duas vezes ao ano, o presidente pode dissolver a assembleia e exigir novas eleições legislativas. Na prática, o presidente exerce uma influência considerável na assembleia nacional por meio de seu partido, o Movimento Patriótico de Salvação (MPS), que possui a grande maioria dos assentos.

Até a legalização dos partidos políticos de oposição em 1992, o MPS foi o único partido legal no Chade. Desde então, 78 partidos políticos ativos foram registrados. Em 2005, partidos de oposição e organizações de direitos humanos aprovam o boicote por meio de um referendo constitucional que permitia a Déby ser eleito para um terceiro mandato, em meio a informes irregularesno registro de votantes e à censura dos meios de comunicação por parte do governo durante as campanhas. Foi realizado um julgamento correspondente às eleições presidenciais de 2006 como uma conformidade, já que a oposição considerava que as eleições fossem fraudadas e haviam sido boicoteadas.

Atualmente, Déby enfrenta a oposição de grupos armados que se encontram profundamente divididos por enfrentamentos de liderança, unidos com a intenção de derrotá-lo. Estas forças romperam a capital em 13 de abril de 2006, porém foram paradas em última estância. A influência estrangeira de maior peso no Chade é da França, que mantém mil tropas no país. Déby apoia os franceses para reprimir os rebeldes, enquanto a França brinda o apoio do exército chadiano, por temor a um colapso completo da estabilidade regional. Porém, as relações entre França e Chade se empenharam por trás da concessão de direitos à empresa de petróleo estadunidense Exxon em 1999.

A educação enfrenta restos consideráveis devido à dispersão da população do país e a um certo grau de renúncia por parte dos pais a enviar seus filhos à escola. Ainda que a assistência seja obrigatória, apenas 68% das crianças frequentam o ensino primário e mais da metade da população é analfabeta. A educação superior é distribuída na Universidade de N'Djamena


Chad (Arabic: تشاد‎ Tšād; French: Tchad i/ˈtʃæd/), officially the Republic of Chad, is a landlocked country in Central Africa. It is bordered by Libya to the north, Sudan to the east, the Central African Republic to the south, Cameroon and Nigeria to the southwest, and Niger to the west.

Chad is divided into multiple regions: a desert zone in the north, an arid Sahelian belt in the centre and a more fertile Sudanese savanna zone in the south. Lake Chad, after which the country is named, is the largest wetland in Chad and the second largest in Africa. Chad's highest peak is the Emi Koussi in the Sahara, and N'Djamena, (formerly Fort-Lamy), the capital, is the largest city. Chad is home to over 200 different ethnic and linguistic groups. Arabic and French are the official languages. Islam and Christianity are the most widely practiced religions.

Beginning in the 7th millennium BC, human populations moved into the Chadian basin in great numbers. By the end of the 1st millennium BC, a series of states and empires rose and fell in Chad's Sahelian strip, each focused on controlling the trans-Saharan trade routes that passed through the region. France conquered the territory by 1920 and incorporated it as part of French Equatorial Africa. In 1960, Chad obtained independence under the leadership of François Tombalbaye. Resentment towards his policies in the Muslim north culminated in the eruption of a long-lasting civil war in 1965. In 1978, the rebels conquered the capital and put an end to the south's hegemony. However, the rebel commanders fought amongst themselves until Hissène Habré defeated his rivals. He was overthrown in 1990 by his general Idriss Déby. Since 2003, the Darfur crisis in Sudan has spilt over the border and destabilised the nation, with hundreds of thousands of Sudanese refugees living in and around camps in eastern Chad.

Chad remains plagued by political violence and recurrent attempted coups d'état (see Battle of N'Djamena (2006) and Battle of N'Djamena (2008)). Chad is one of the poorest and most corrupt countries in the world; most inhabitants live in poverty as subsistence herders and farmers. Since 2003, crude oil has become the country's primary source of export earnings, superseding the traditional cotton industry. Chad is considered a failed state by the Fund for Peace.




History


In the 7th millennium BC, ecological conditions in the northern half of Chadian territory favored human settlement, and the region experienced a strong population increase. Some of the most important African archaeological sites are found in Chad, mainly in the Borkou-Ennedi-Tibesti Region; some date to earlier than 2000 BC.

For more than 2000 years, the Chadian Basin has been inhabited by agricultural and sedentary people. The region became a crossroads of civilizations. The earliest of these were the legendary Sao, known from artifacts and oral histories. The Sao fell to the Kanem Empire, the first and longest-lasting of the empires that developed in Chad's Sahelian strip by the end of the 1st millennium AD. The power of Kanem and its successors was based on control of the trans-Saharan trade routes that passed through the region. These states, at least tacitly Muslim, never extended their control to the southern grasslands except to raid for slaves. In Kanem, about a third of the population were slaves.





Group of Kanem-Bu warriors. The Kanem-Bornu Empire controlled almost all of what is today Chad.




A Chadian soldier fighting for Free France during World War II. The Free French Forces included 15,000 soldiers from Chad, among them François Tombalbaye, later the 1st President of Chad.
French colonial expansion led to the creation of the Territoire Militaire des Pays et Protectorats du Tchad in 1900. By 1920, France had secured full control of the colony and incorporated it as part of French Equatorial Africa. French rule in Chad was characterised by an absence of policies to unify the territory and sluggish modernisation. The French primarily viewed the colony as an unimportant source of untrained labour and raw cotton; France introduced large-scale cotton production in 1929. The colonial administration in Chad was critically understaffed and had to rely on the dregs of the French civil service. Only the south was governed effectively; French presence in the north and east was nominal. The educational system suffered from this neglect.

After World War II, France granted Chad the status of overseas territory and its inhabitants the right to elect representatives to the French National Assembly and a Chadian assembly. The largest political party was the Chadian Progressive Party (PPT), based in the southern half of the colony. Chad was granted independence on August 11, 1960 with the PPT's leader, François Tombalbaye, as its first president.

Two years later, Tombalbaye banned opposition parties and established a one-party system. Tombalbaye's autocratic rule and insensitive mismanagement exacerbated interethnic tensions. In 1965 Muslims began a civil war. Tombalbaye was overthrown and killed in 1975, but the insurgency continued. In 1979 the rebel factions conquered the capital, and all central authority in the country collapsed. Armed factions, many from the north's rebellion, contended for power.

The disintegration of Chad caused the collapse of France's position in the country. Libya moved to fill the power vacuum and became involved in Chad's civil war. Libya's adventure ended in disaster in 1987; the French-supported president, Hissène Habré, evoked a united response from Chadians of a kind never seen before and forced the Libyan army off Chadian soil.

Habré consolidated his dictatorship through a power system that relied on corruption and violence; an estimated 40,000 people were killed under his rule. The president favoured his own Daza ethnic group and discriminated against his former allies, the Zaghawa. His general, Idriss Déby, overthrew him in 1990. Attempts to prosecute Habré led to his placement under house arrest in Senegal in 2005; in 2013, Habré was formally charged with war crimes committed during his rule.

Déby attempted to reconcile the rebel groups and reintroduced multiparty politics. Chadians approved a new constitution by referendum, and in 1996, Déby easily won a competitive presidential election. He won a second term five years later. Oil exploitation began in Chad in 2003, bringing with it hopes that Chad would at last have some chances of peace and prosperity. Instead, internal dissent worsened, and a new civil war broke out. Déby unilaterally modified the constitution to remove the two-term limit on the presidency; this caused an uproar among the civil society and opposition parties. In 2006 Déby won a third mandate in elections that the opposition boycotted. Ethnic violence in eastern Chad has increased; the United Nations High Commissioner for Refugees has warned that a genocide like that in Darfur may yet occur in Chad. In 2006 and in 2008 rebel forces have attempted to take the capital by force, but have on both occasions failed. An agreement for the restoration of harmony between Chad and Sudan, signed January 15, 2010, marked the end of a five-year war. The fix in relations led to the Chadian rebels from Sudan returning home, the opening of the border between the two countries after seven years of closure, and the deployment of a joint force to secure the border. In May 2013, security forces in Chad foiled a coup against the President Idriss Deby that had been in preparation for several months


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Chade áfrica islamismo árabe
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