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Itália



DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial: Republica Italiana
Nacionalidade: italiana
Data nacional: 25 de abril (Dia da Libertação).
Capital: Roma.
Cidades principais: Roma, Milão, Turim, Nápoles, Florença, Gênova e Palermo.
Idioma: italiano (oficial), dialetos italianos, alemão, rético, francês, grego, albanês, sardo.
Religião: cristianismo 83,2% (católicos), sem filiação e outras 16,8% (1980).




RELAÇÕES EXTERIORES:
Organizações: Banco Mundial, FMI, G-7, OCDE, OMC, ONU, Otan, EU.
Embaixada: SES, Quadra 807, lote 30 - Brasília (DF) - Tel. (61) 3442-9900 / 3329-6026 e fax (61) 3443-1231, e-mail: embitcons@embitalia.org.br - Site: http://www.embitalia.org.br


Conhecendo um pouco mais sobre a ITALIA:



A Itália , oficialmente República Italiana ( italiano: Repubblica Italiana ), é um país situado na Península Itálica, na Europa meridional, e em duas ilhas no mar Mediterrâneo, Sicília e Sardenha. A Itália divide suas fronteiras alpinas no norte com a França, Suíça, Áustria e Eslovênia. Os estados independentes de San Marino e do Vaticano são enclaves no interior da Península Itálica e Campione d'Italia é um exclave italiano na Suíça.
O terreno conhecido hoje como Itália foi o berço de várias culturas e povos europeus, como os Etruscos e os Romanos.
A capital da Itália, Roma, foi durante séculos o centro da civilização ocidental. Mais tarde, tornou-se o berço do Renascimento e também desempenhou um papel importante no desenvolvimento da ciência e da astronomia moderna, especialmente o heliocentrismo, bem como a Universidade e a ópera. Durante a Idade Média, a Itália foi dividida em vários reinos e cidades-estados (como o Reino da Sardenha, o Reino das Duas Sicílias e o ducado de Milão), mas foi unificada em 1861, um período da história conhecido como o "Risorgimento". Do final do século XIX até a Segunda Guerra Mundial, a Itália possuía um império colonial, que estendia seu domínio a Líbia, Eritréia, Somália Italiana, Etiópia, Albânia, Rodes, Dodecaneso e Tianjin, parte da China. Hoje, o significado cultural da Itália se reflete no fato do país ter o maior número de Patrimônios Mundiais da UNESCO (44) em todo o mundo e na sua riqueza nas artes, cultura e literatura de vários períodos. O país se vangloria por ter pessoas de excelência em todas as artes e ciências, polímatas, artistas e gênios, como Dante, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Enrico Fermi.
A Itália possui forte influência global na política, cultura, ciência, educação, moda, arte, arqueologia, religião, gastronomia, negócios, saúde, esporte, arquitetura, design, cinema, finanças e música. Milão, centro financeiro e industrial da Itália, é considerada a capital mundial da moda, de acordo com o Global Language Monitor de 2009. A Itália é o quinto país que mais recebe turistas no mundo e Roma é a terceira cidade mais visitada da União Europeia, sendo constantemente considerada como uma das mais belas cidades antigas do mundo. Veneza também é considerada a cidade mais bonita do mundo, segundo o New York Times, que descreve a cidade como "sem dúvida a mais bela cidade construída pelo homem" O país também foi classificado com tendo a sexta melhor reputação internacional de 2009.
A Itália Moderna é uma república democrática e um país desenvolvido, com a oitava melhor classificação no índice de qualidade de vida. O país goza de um alto padrão de vida, sendo o 18º país mais desenvolvido do mundo. É um membro fundador do que hoje é a União Europeia, tendo assinado o Tratado de Roma, em 1957, além de ser também um membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). É membro do G8 e do G20 (com a sétima maior economia PIB nominal), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Conselho da Europa, da União da Europa Ocidental e da Iniciativa Centro-Europeia. A Itália é um Estado membro do Acordo de Schengen. O país possui o oitavo maior orçamento militar do mundo e é uma das nações que compartilha armas nucleares com a OTAN. A Itália, especialmente Roma, tem um grande impacto global na política e na cultura, sediando organizações mundiais como a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Global Forum, Programa Alimentar Mundial (PAM) e o Colégio de Defesa da OTAN. A influência política, social e militar do país na Europa faz dele uma grande potência regional, ao lado do Reino Unido, da França, da Alemanha e da Rússia. O país possui uma educação pública de alto nível, força de trabalho elevada, índice de caridade alto, além de ser um país globalizado. A Itália também tem a 19ª expectativa de vida mais alta do mundo, atrás da Nova Zelândia e de Bermudas.

Etimologia
Quando a hegemonia etrusca ia chegando a seu ocaso com a expansão dos latinos, os povos do Sul, em particular os oscos, úmbrios e outros povos do centro e Sul da Península Itálica possuíam um numeroso rebanho bovino. Na língua dos oscos, o acusativo ‘vitluf’ (aos bezerros) deu lugar em latim a ‘vitellus’ (bezerrinho), palavra proveniente de vitulos (bezerro de entre um e dois anos). Estas palavras se derivaram do indo-europeu ‘wet-olo’ (de um ano cumprido), formada por sua vez a partir de ‘wet-‘ (ano), também presente em veterano e veterinário.
O gado vacum era tão importante para esses povos que adotaram como emblema a imagem de um touro jovem, que aparece em algumas moedas da época, com o nome de vitalos, que em pouco tempo converteu-se em ‘italos’, nome com que se denominou as tribos do Sul e que com o tempo incluiu também os latinos.
Até meados do século I, Itália era usado em latim para designar a Península, e ‘itali – orum’ para seus habitantes.
História
A história da Itália influenciou fortemente a cultura e o desenvolvimento social, tanto na Europa como no resto do mundo.
A população da Itália remonta aos tempos pré-históricos, época da qual foram encontrados importantes vestígios arqueológicos.
Entre os diversos povos da Antiguidade são dignos de menção, em particular, os Lígures, os Vênetos e os Celtas no norte, os latinos e os etruscos Samnitas no centro, enquanto no sul prosperaram colônias Gregas (Magna Grécia), e na Sardenha desde o segundo milênio a.C. floresceu a antiga civilização dos Sardenhos.
Uma das mais importantes culturas antigas desenvolvidas em solo italiano foi a Etrusca (a partir do século VIII a.C.), que influenciou profundamente Roma e sua civilização, na qual muitas tradições importantes de origem Mediterrânea e Eurasiática encontraram a mais original e duradoura síntese política, econômica e cultural. Nascida na Península Itálica, desde sempre terra de origem e de encontro entre diversos povos e culturas, a civilização romana foi capaz de explorar as contribuições provenientes dos etruscos e de outros povos itálicos, da Grécia e de outras regiões do Mediterrâneo Oriental (Palestina - o berço do Cristianismo - Síria, Fenícia e Egito). Graças ao seu império, Roma difundiu a cultura Heleno-romana pela Europa e pelo Norte de África que foram os limites de sua civilização.
Após a queda do Império Romano do Ocidente, o território da península se dividiu em vários estados, alguns independentes, alguns parte de estados maiores (inclusive fora da península Itálica). O mais duradouro entre eles foram os Estados Pontifícios, que resistiram até a tomada italiana de Roma em 1870 e que foi mais tarde reconstituído como o Vaticano, no coração da capital italiana. Depois da queda do último imperador romano do Ocidente, seguiu-se a o domínio dos Hérulos e, em seguida, dos Ostrogodos. A reanexação da Itália ao Império Romano do Oriente realizado por Justiniano, em virtude das Guerras Góticas, na metade do século VI d.C., foi curta, uma vez que, já entre 568 e 570, os lombardos, povos germânicos provenientes da Hungria, ocuparam parte do país, mas representaram uma formidável continuidade política e cultural e a garantia da prosperidade económica da península e de toda a Europa por muitos anos.
Depois a área sob domínio romano-bizantino foi sujeita a fragmentações territoriais, mas conseguiu resistir até o final do século XI, enquanto os lombardos tiveram que se submeter aos Francos comandados por Carlos Magno a partir da segunda metade do século VIII. No ano 800, a Itália central tornou-se parte do Sacro Império Romano-Germânico, embora pouco depois a Sicília tenha passado ao domínio árabe. O desenvolvimento de cidades-estado (a partir do século XI) deu novo impulso à vida econômica e cultural do norte e centro da Itália, enquanto no Sul, com a invasão normanda, formou o Reino da Sicília um dos mais modernos, tolerantes e mais bem administrados da Europa naquela época. Dos municípios formaram-se as repúblicas marítimas e mais tarde, as signorias.
Durante a época das cidades-estado começou o Humanismo e o Renascimento, caracterizado por um grande renascimento das artes, que teve grande influência no resto da Europa. A ocupação estrangeira e as diversas transformações dos estados que tinham se formado continuaram até a primeira metade do século XIX, quando se desenvolveu, influenciados pela Revolução Francesa e as Guerras Napoleônicas, uma série de movimentos a favor da criação de uma Itália independente e unificada; este período é chamado de Risorgimento.
A Itália contemporânea nasceu como um estado unitário, quando em 17 de março de 1861, a maioria dos estados da península e as duas principais ilhas foram unidas sob o comando do Rei da Sardenha Vittorio Emanuele II da casa de Sabóia. O arquiteto da unificação da Itália era o primeiro-ministro da Sardenha, conde Camillo Benso de Cavour, que apoiou (embora não reconhecendo diretamente) Giuseppe Garibaldi, permitindo a anexação do Reino das Duas Sicílias ao Reino da Sardenha-Piemonte.
O processo de unificação teve a ajuda da França, que - juntamente com o Reino Unido - tinha um interesse em criar um estado anti-Habsburgo comandado por uma dinastia amiga (Sabóia) e capaz de impedir o surgimento de um estado republicano e democrático na Itália (desejada por alguns "patriotas", como Mazzini e como já tinha acontecido em parte, em Roma, Milão, Florença e Veneza durante o movimento revolucionário de 1848).
A primeira capital foi Turim, a antiga capital do Reino de Sardenha e ponto de partida do processo de unificação da Itália. Depois da Convenção de setembro (1864), a capital foi transferida para Florença.
Em 1866, a Itália adquiriu do Império Austríaco, o Vêneto, após a guerra, na qual a Itália era aliada à Prússia de Bismarck. Na unificação, permaneceram excluídos a Córsega e a região de Nice, cidade natal de Garibaldi, assim como Roma e os territórios vizinhos que estavam sob o controle do Papa e protegido por Napoleão III. Graças à derrota da França pelos Prussianos, após uma rápida ação militar em 20 de setembro de 1870, também fora anexada Roma e proclamada a capital do reino. Mais tarde, com o Tratado de Latrão em 1929, o Papa obteve a soberania da Cidade do Vaticano. Outra entidade autônoma dentro das fronteiras italianas é a República de San Marino.
Mas mesmo após a conquista de Roma em 1870, a Unificação da Itália ainda não estava completa, pois faltavam ainda as chamadas "terras irredentas": O Trentino, Trieste, a Ístria e a Dalmácia que os nacionalistas clamavam como pertencentes à Itália. O Trentino, Trieste, a Ístria e Fiume foram anexados depois dos tratados de paz, após a Primeira Guerra Mundial, impostos pela França, Inglaterra e Estados Unidos aos Impérios Centrais, perdedores da guerra.
Após a Primeira Guerra Mundial, instalou-se a ditadura fascista, que envolveu a perda da liberdade política por mais de vinte anos e a desastrosa participação do país na Segunda Guerra Mundial junto com a Alemanha. Após o fim da guerra, em 2 de junho de 1946, um referendo estabeleceu o abandono da monarquia como uma forma de governo e a adoção de uma república parlamentar. No mesmo dia os cidadãos italianos foram convidados a votar para a eleição de uma Assembleia Constituinte, que em dezembro de 1946, começou a trabalhar na elaboração de uma Constituição. A nova Constituição entrou em vigor em 1° de Janeiro de 1948.
A Itália é um membro fundador da OTAN e da União Europeia, tendo criado junto com Bélgica, França, Alemanha Ocidental, Luxemburgo, Países Baixos em 18 de abril de 1951 (através do Tratado de Paris), a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e tem participado de todos os principais tratados de unificação da Europa, incluindo a entrada na zona do euro em 1999, quando substituiu a antiga lira italiana.
Geografia
A maior parte da Itália está localizada na Península Itálica, no continente europeu, e onde dois enclaves independentes estão localizados: a República de San Marino e o Vaticano. As ilhas de Sicília, Sardenha e Elba também fazem parte da Itália. A Itália limita-se ao norte com Suíça e com Áustria, a leste com a Eslovénia, com o Mar Adriático (através do qual contacta também com a Croácia, Montenegro, Albânia), e com o Mar Jónico, que a separa da Grécia. A Itália limita-se a sul com o Mar Mediterrâneo (incluindo o Canal de Malta que separa a Sicília de Malta), com o Mar Tirreno e com o Mar da Ligúria (ambos separando o território peninsular das ilhas da Sicília e Sardenha e da ilha francesa da Córsega). Finalmente, a Itália limita-se ao oeste com a França. O terreno italiano é bastante acidentado, com os Apeninos formando o esqueleto central da península. O ponto mais alto do Itália é o Monte Branco, com seus 4810 metros, mas dois vulcões estão mais associados com o país: o Monte Etna, na Sicília, e o Monte Vesúvio, perto de Nápoles. Na cultura popular é comum associar o formato político-geográfico da Itália a uma bota (em italiano "stivale").
Clima
O clima da Itália varia de região para região. O norte da Itália (Milão, Turim e Bolonha) tem um clima continental, quando ao sul de Florença apresenta o clima mediterrânico, com verões tipicamente secos e ensolarados. O clima das áreas litorâneas da península é muito diferente do interior, particularmente nos meses de inverno. As áreas mais elevadas são frias, úmidas e frequentemente recebem a precipitação de neve. As regiões litorâneas têm um clima mediterrâneo típico com invernos amenos e verões quentes, geralmente secos. Há diferenças notáveis nas temperaturas, sobretudo durante o inverno: em certos dias em Dezembro ou Janeiro pode nevar em Milão a -2 °C, enquanto em Nápoles as temperaturas estão em +12 °C. Certas manhãs, em Turim pode amanhecer com -12 °C, quando ao mesmo tempo Roma se encontra com +6 °C e Reggio Calabria +10 °C. No verão a diferença é mais clara, a costa leste não está tão úmida como a costa ocidental, mas no inverno está geralmente mais fria.
Também a altitude influencia fortemente o clima e as temperaturas médias. Cidades meridionais como Potenza (na Basilicata), Campobasso (no Molise) ou Enna (na Sicília) têm invernos rigorosos e temperaturas médias bastante inferiores a outras localidades costeiras das mesmas regiões. Nos Apeninos neva regularmente durante o inverno. Geralmente o mês mais quente é agosto no sul, e julho no norte. Nesses meses os termômetros podem marcar 42 °C no sul e 33 °C no norte. O mês mais frio é janeiro, com médias no Vale do Rio Pó de 0 °C, Florença 5 °C, Roma 8 °C. Mas as mínimas podem chegar a -14 °C no Vale do Rio Pó, -5 °C em Florença, -4 °C em Roma, -2° em Nápoles e em Palermo +1 °C.
Demografia
Em Janeiro de 2009, a população italiana passou de 60 milhões, a quarta maior da União Europeia, e a 23ª maior do mundo. A densidade populacional é de 199,3 habitantes por km², o quinto maior da União Europeia, sendo o norte a parte mais densa; um terço do país contém quase a metade da população. Depois da II Guerra Mundial, a Itália passou por um grande crescimento econômico que levou a população rural a mover-se para as cidades, e ao mesmo tempo passou de uma nação caracterizada por massiva emigração a um país receptor de imigrantes. A alta fertilidade persistiu até a década de 1970, e depois passou para abaixo da taxa de reposição como em 2007, um em cada cinco italianos é aposentado. Apesar disso, graças principalmente a imigração das décadas de 80 e 90, nos anos 2000 a Itália viu um acréscimo populacional natural pela primeira vez em anos.
Cidades
As maiores regiões metropolitanas da Itália são:
• Grande Milão - 7,4 milhões de pessoas
• Grande Roma - 3,8 milhões de pessoas
• Grande Nápoles - 3,1 milhões de pessoas
• Grande Turim - 2,4 milhões de pessoas
Migração e Etnicidade
Cerca de 95% da população italiana tem origem na península. Os italianos são descendentes de uma grande quantidade de povos que se estabeleceram na península itálica durante os séculos. Os italianos são uma mistura de povos que já viviam na região, incluindo, dentre vários, os povos latinos (a Oeste), os sabinos (no vale superior do Tibre), os úmbrios (no centro), os samnitas (no Sul), oscanos, entre outros, com os etruscos que se estabeleceram no centro do país, os gregos no Sul e os celtas no Norte. Posteriormente, estabeleceram-se no Norte povos germânicos (ostrogodos, visigodos, lombardos) e, no Sul, os sarracenos (de origem árabe) e os normandos (de origem escandinava). Esses últimos deixaram uma menor influência na etnia italiana.
Depois da unificação italiana, o feudalismo que controlava por séculos as terras do país ruiu, e muitos italianos passaram por severas situações de pobreza. O norte foi o primeiro afetado, e grandes levas de imigrantes saíram do país principalmente em direção ao Brasil e à Argentina, a partir da década de 1870. Anos depois, a região sul também sentiu os efeitos da mudança política na agricultura, e a imigração dobrou de número em 1900 e o destino principal agora era os Estados Unidos. O pico foi em 1913, quando 872.598 pessoas deixaram a Itália. O fenômeno só diminuiu devido à eclosão da I Guerra Mundial, quando a Itália precisou da população para reconstruir o país e a instalação do regime fascista, que restringiu a imigração na década de 1920.
O primeiro grande movimento migratório de italianos em direção ao Brasil ocorreu logo após a unificação, em 1875, pioneiramente para o sul do país, embora a maior massa de imigrantes tenha se instalado em São Paulo, para trabalhar na colheita do café. A imigração italiana foi massiva até o começo do século XX, mas depois das constantes notícias de trabalho semi-escravo no Brasil, a Itália decretou o "decreto Prinetti" que proibia a imigração subsidiada em direção ao país, direcionando o fluxo imigratório italiano para os Estados Unidos e a Argentina. As maiores comunidades italianas se encontram em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde profundamente fazem parte da cultura local.
Depois da II Guerra Mundial, o país que era uma das maiores fontes de imigrantes do mundo, passou a receber imigrantes vindos do mundo todo, intensificado principalmente depois da década de 1970. No fim de 2006, estrangeiros compreendiam 5% da população ou quase 3 milhões de pessoas, um aumento de 270.000 desde o ano antecedente. Em algumas cidades italianas, como Brescia, Milão e Pádua, o total de imigrantes é maior que 10% da população.
A mais recente onda de migração tem vindo principalmente das nações europeias (47,75%), particularmente da Europa oriental, substituindo o Norte da África (17,43%) como a maior fonte de imigrantes. Por volta de 500.000 romenos estão oficialmente registrados como habitantes da Itália, mas estimativas não-oficiais afirmam que o número atual pode ser duas vezes maior, ou ainda mais. Em 2006, os outros imigrantes vinham da Ásia (17,43%) e América Latina (8,90%). Pequenos grupos vinham da África subsaariana e América do Norte.
Idioma
O idioma oficial é o italiano, falado por quase toda a população. O italiano padrão é uma língua derivada do dialeto da Toscana, sobretudo aquele falado na região de Florença. Existem diversas línguas e dialetos falados no dia-a-dia pela população italiana, como o sardo (na Sardenha), napolitano (em Campânia), vêneto (no Vêneto), friulano (em Friuli-Venezia Giulia), francês (no Valle d'Aosta), alemão (em Trentino-Alto Ádige), esloveno (em Trieste).
Religião
O Catolicismo Romano é de longe a maior religião do país, embora a Igreja Católica não seja mais a religião oficial do estado. 87,8% dos italianos identificam-se catolicos romanos, embora apenas um terço descrevem-se como membros ativos (36,8%). A sede mundial da Igreja Católica Romana situa-se no Vaticano, um Estado religioso independente, encravado em território Italiano, e que tem por representante a figura do Papa. Outros grupos cristãos na Itália incluem mais de 700.000 cristãos ortodoxos, incluindo 470.000 imigrantes, e por volta de 180.000 Gregos ortodoxos, 550.000 Pentecostais e Evangélicos (0,8%) (dos quais 400.000 são membros da Assembleia de Deus), 235.685 Testemunhas de Jeová (0,4%), e 104.000 de outras religiões. A minoria religiosa mais antiga do país é comunidade judaica, que compreende por volta de 45.000 pessoas, mas não é mais o maior grupo não-cristão da Itália. Como resultado da significante imigração de outras partes do mundo, 825.000 Muçulmanos (1.4% da população total) moram no país, mas apenas 50.000 são cidadãos italianos. Ainda, tem 110.000 budistas (0,2%), 70.000 Sikhs, e 70.000 Hindus (0.1%) na Itália.
Política

A Constituição italiana de 1948 estabeleceu um parlamento bicameral, que é formado por uma Câmara dos Deputados (Camera dei Deputati) e de um Senado (Senato della Repubblica) além de um sistema judiciário; e um sistema executivo composto de um Conselho de Ministros (Consiglio dei ministri), encabeçado pelo primeiro-ministro (Presidente del consiglio dei ministri). O presidente da república (Presidente della Repubblica) tem direito a um mandato de 7 anos. O presidente escolhe o primeiro-ministro, e este propõe os outros ministros, que são aprovados pelo presidente. O Conselho de Ministros precisa ter apoio (fiducia - confiança) de ambas as casas do parlamento.
Os deputados que são eleitos para o parlamento são eleitos diretamente pela população. De acordo com a legislação italiana de 1993, a Itália tem membros únicos de cada distrito do país, para 75% dos postos no parlamento. Os outros 25% dos postos parlamentares são distribuídos regularmente. A Câmara dos Deputados possui oficialmente 630 membros (mas de fato, são apenas 619 depois das eleições italianas de 2001). O Senado é composto por 315 senadores, eleitos pelo voto popular, bem como ex-presidentes e outras pessoas (não mais que cinco), indicadas pelo presidente da república, de acordo com provisões constitucionais especiais. Ambos, a Câmara de Deputados e o Senado, são eleitos para um mandato de no máximo cinco anos de duração, mas eles podem ser dissolvidos antes do término do mandato. Leis podem ser criadas na Câmara de deputados ou no Senado, e para serem aprovadas, precisam da maioria em ambas as Câmaras.
O sistema judiciário italiano é baseado nas leis romanas, modificadas pelo Código Napoleônico e outros estatutos adicionados posteriormente. Há também uma corte constitucional (Corte Costituzionale), uma inovação pós-segunda guerra mundial.
Relações Exteriores
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A Itália foi um membro fundador da Comunidade Europeia - agora União Europeia (UE). A Itália foi aceita nas Nações Unidas em 1955 e é um membro e um forte braço da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio/Organização Mundial do Comércio (GATT/OMC), a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), e o Conselho da Europa. Sua última vez como Presidente rotativa de organizações internacionais incluem a CSCE (a precursora da OSCE) em 1994, a UE duas vezes, em 2001 e de julho a dezembro de 2003.
A Itália apoia as Nações Unidas e as suas atividades internacionais de segurança. O país já forneceu tropas de apoio a missões de paz da ONU na Somália, Moçambique, e no Timor-Leste e dá suporte para operações da OTAN e da ONU na Bósnia, Kosovo e Albânia. A Itália mobilizou também mais de 2000 soldados para o Afeganistão, em apoio à Operação Liberdade Duradoura (OEF, do inglês Operation Enduring Freedom) em fevereiro de 2003 e apoia ainda os esforços internacionais para reconstruir e estabilizar o Iraque, mas o país retirou o seu contingente militar de cerca de 3.200 soldados em novembro de 2006, mantendo apenas trabalhadores humanitários e pessoal civil. Em agosto de 2006, a Itália enviou cerca de 2.450 soldados para o Líbano a serviço das Nações Unidas em uma missão de paz, a FINUL..
Divisões administrativas
As vinte regiões da Itália são a primeira subdivisão do país, tendo sido instituídas com a Constituição de 1948 com o objetivo de reconhecer, proteger e promover a autonomia local.
Cinco regiões possuem um estatuto especial (Friuli-Venezia Giulia, Sardenha, Sicília, Trentino-Alto Ádige, e Vale de Aosta), o que lhes garante mais ampla autonomia para legislar sobre diversas matérias independentes do governo central. Estas cinco regiões são autônomas por fatores culturais, linguísticos e geográficos. Cada região tem um conselho (consiglio regionale, na Sicília assemblea regionale) eleito e uma junta (giunta regionale) encabeçada por um presidente.
As quinze regiões de estatuto ordinário foram estabelecidas nos anos 1970 e elas serviam prioritariamente para descentralizar a máquina de governo do estado. Depois duma reforma da constituição em 2001, as competências legislativas das regiões de estatuto ordinário foram ampliadas e os controlos estatais foram significativamente reduzidos senão completamente apagados, como o comissário do governo central. Mas a autonomia financeira é ainda muito limitada.
Além da capital, Roma, três outras cidades têm mais de um milhão de habitantes: Milão, a mais rica do país, Nápoles e Turim. Outras cidades importantes são Gênova, Veneza, Florença e Bolonha.
Economia
Segundo o PIB, a Itália foi a sétima maior economia do mundo em 2006 e a quarto maior da Europa. Segundo a OCDE, em 2004, a Itália foi a sexta maior exportadora de produtos manufaturados do mundo. Essa economia permanece dividida em um norte industrialmente desenvolvido, dominado por empresas privadas, e um menos desenvolvido e agrícola sul. No Índice de Liberdade Econômica de 2008 o país foi classificado em 64° de 162 países, ou 29° de 41 países europeus, a mais baixa qualificação do UE-15 e atrás de muitos países europeus ex-socialistas. De acordo com esses dados do Banco Mundial, a Itália tem elevados níveis de liberdade de investir, fazer negócios, e comércio. Por outro lado, nesse país há uma burocracia ineficiente, direitos de propriedade relativamente baixos e altos níveis de corrupção (comparado com outros países europeus), altos impostos, e grande consumo público de cerca de metade do PIB.
A maioria das matérias-primas necessárias às indústrias italianas, e mais de 75% das necessidades energéticas, são importadas. Ao longo da última década, a Itália tem prosseguido uma política fiscal apertada, a fim de satisfazer as exigências da União Econômica e Monetária e tem sido beneficiada com baixas de taxas de juro e inflação. A Itália aderiu ao euro a partir da sua introdução no bloco em 1999.
O desempenho econômico da Itália foi, em algumas vezes, mais atrasado do que o dos seus parceiros da UE, e o atual governo tem adotado numerosas reformas de curto prazo destinadas a melhorar a competitividade e o crescimento a longo prazo. Apesar disso, ela tem andado devagar na execução de certas reformas estruturais aconselhada por economistas, tais como a diminuição da carga fiscal, a flexibilização das leis trabalhistas e a revisão do caro sistema de pensão, devido ao abrandamento econômico e da oposição de sindicatos trabalhistas.
A Itália tem um número menor de corporações multinacionais do que outras economias de mesma dimensão. Em vez disso, a principal força econômica do país tem sido a sua grande base de pequenas e médias empresas. Algumas destas empresas fabricam produtos que são tecnologicamente avançados e, por isso, fazem frente à crescente concorrência da China e outras economias emergentes da Ásia, que são capazes de oferecer um produto mais barato devido aos baixos custos trabalhistas. Estas empresas italianas reagem à concorrência asiática concentrando-se em produtos mais avançados tecnologicamente, enquanto deslocam manufaturas de menor nível tecnológico para fábricas instaladas em países onde a mão-de-obra é mais barata. As empresas italianas serem, em média, de pequeno porte, permanece como um fator limitante à economia, e o governo vem trabalhando para incentivar integrações e fusões e para reformar as rígidas regulamentações que tradicionalmente têm sido um obstáculo ao desenvolvimento de grandes corporações no país.
As principais exportações da Itália são automóveis (Grupo Fiat, Aprilia, Ducati, Piaggio), produtos químicos, petroquímicos (Eni), eletricidade (Enel, Edison), eletrodomésticos (Merloni, Candy), tecnologia aeroespacial e de defesa (Alenia, Agusta, Finmeccanica), armas de fogo (Beretta); mas os produtos exportados mais famosos do país estão nos campos da moda (Armani, Valentino, Versace, Dolce & Gabbana, Roberto Cavalli, Benetton, Prada, Luxottica ), alimentos (Ferrero, Barilla, Martini & Rossi, Campari, Parmalat), veículos de luxo ( Ferrari, Maserati, Lamborghini, Pagani) e iates (Ferretti, Azimut).
O Turismo também é muito importante para a economia italiana: com mais de 37 milhões de turistas por ano, a Itália é classificada como o quinto principal destino turístico do mundo.
Infra-estrutura
As linhas férreas na Itália totalizam 16.627 km, a 17ª maior do mundo, e são operadas pela Ferrovie dello Stato. Trens de alta velocidade incluem os trens classe ETR, dos quais o ETR 500 viaja a 300 km/h. Em 1991, a Treno Alta Velocità SpA foi criada, uma sociedade de propósito específico pertencente à RFI (controlada pela Ferrovie dello Stato) para o planejamento e construção de linhas para trem de alta velocidade ao longo das linhas mais importantes e saturadas da Itália. O objetivo da construção do TAV é de melhorar a viagem ao longo das linhas ferroviárias mais saturadas da Itália e adicionar novos trilhos a estas linhas, notadamente Milão-Nápoles e Turim-Milão-Veneza. Uma dos focos do projeto é tornar a rede ferroviária da Itália um sistema ferroviário de passageiros moderno e de alta tecnologia, de acordo com os atuais padrões ferroviários. Um propósito secundário era de introduzir os trens de alta velocidade ao país e aos seus corredores principais. Quando a demanda das linhas regulares for reduzida com a abertura de linhas de alta velocidade dedicadas, as linhas regulares serão utilizadas prioritariamente para trens regionais de baixa velocidade e trens de carga. Com estas ideias concretizadas, a rede ferroviária italiana poderá ser integrada a outras redes ferroviárias europeias, particularmente o TGV francês, o ICE alemão e o espanhol AVE.
Existem cerca de 654.676 km de rodovias utilizáveis na Itália, incluindo os 6.957 km de autoestradas. Existem cerca de 133 aeroportos na Itália, incluindo os dois hubs de Malpensa Internacional (perto de Milão) e o Internacional Leonardo Da Vinci-Fiumicino (perto de Roma). O país tem 27 grandes portos, sendo o maior em Gênova, que também é o segundo maior do Mar Mediterrâneo, depois de Marselha. 2.400 km de hidrovias passam pela Itália.
Cultura
A Itália é um dos países que mais influência teve e tem na cultura europeia e mundial, em todas as áreas da arte e cultura. Enquanto país, não existia antes da unificação das Cidades-Estado. A unificação só se concluiu em 1870. Em função disto, muitas tradições culturais que hoje reconhecemos como italianas são mais associadas a regiões específicas do país. A Itália é o local de nascimento de diversos movimentos artísticos e intelectuais que se espalharam pela Europa e pelo mundo, como o Renascimento e o Barroco. A contribuição italiana para a arte e cultura surge das obras de :
Michelangelo,Leonardo da Vinci,Donatello, Botticelli,Fra Angelico,Tintoretto,
Caravaggio,Bernini,Ticiano e Rafael, entre outros. Além da pintura, escultura e arquitetura, as contribuições da Itália para a literatura, ciência e música são indiscutíveis. A base da moderna língua italiana foi estabelecida pelo poeta florentino Dante Alighieri, cuja obra A Divina Comédia é considerada a mais importante do período medieval. Em italiano escreveram Boccaccio, Castiglione e Pirandello, além dos poetas Tasso, Ariosto, Leopardi, e Petrarca, cujo mais famoso estilo é o soneto, uma invenção italiana. Grandes filósofos são Bruno, Ficino, Maquiavel, Vico, Gentile, e Eco. Na atividade científica destacam-se os nomes de:
Galileu Galilei, Leonardo da Vinci, Fermi, Cassini, Volta, Lagrange, Fibonacci e Marconi.
Da música popular à clássica, a expressão dos sons tem um papel importatíssimo na cultura italiana. A Itália é o local onde nasceu a ópera, por Claudio Monteverdi. Instrumentos inventados em Itália como o piano e violino permitem executar formas artísticas como a sinfonia, concerto, e sonata. Alguns dos compositores italianos mais célebres são Palestrina e Monteverdi, ambos da época da Renascença, os compositores do Barroco Corelli e Vivaldi, os clássicos Paganini e Rossini, os românticos Verdi e Puccini e os contemporâneos Berio e Nono. O cinema italiano também exerceu decisiva influência com o movimento do neorealismo, movimento nascido no país e que revelou grandes diretores como Roberto Rossellini, Vittorio De Sica e Luchino Visconti. Outros diretores se incluem no panteão dos maiores mestres da sétima arte, como Michelangelo Antonioni, Federico Fellini, Sergio Leone, Pier Paolo Pasolini, Ettore Scola, Bernardo Bertolucci, Mario Monicelli, Dino Risi, Marco Bellochio, e mais recentemente, Nanni Moretti. Todos eles, de estilos diversos e fascinantes, possuem ao menos um ponto em comum: são alguns dos mais polêmicos, criativos e mordazes investigadores e críticos da sociedade contemporânea, isso nas artes em geral. Atores como Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Vittorio Gassman, Anna Magnani e Monica Vitti são alguns dos mais conhecidos de todos os tempos.


Roma
Roma é a capital da Itália e sede da comuna e da província com o mesmo nome, na região do Lácio. Conhecida internacionalmente como A Cidade Eterna pela sua história milenar, Roma espalha-se pelas margens rio Tibre, compreendendo o seu centro histórico com as suas sete colinas: Palatino, Aventino, Campidoglio, Quirinale, Viminale, Esquilino, e Celio. Segundo o mito romano, a cidade foi fundada a cerca de 753 a.C.. (data convencionada) por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, que são atualmente símbolos da cidade. Desde então tornou-se no centro da Roma Antiga (Reino de Roma, República Romana, Império Romano) e, mais tarde, dos Estados Pontifícios, Reino de Itália e, por fim, da República Italiana.
No interior da cidade encontra-se o estado do Vaticano, residência do Papa. É uma das cidades com maior importância na História mundial, sendo um dos símbolos da civilização europeia. Conserva inúmeras ruínas e monumentos na parte antiga da cidade, especialmente da época do Império Romano, e do Renascimento, o movimento cultural que nasceu na Itália.
A área metropolitana tem cerca de 2.546.804 habitantes (2001), e estende-se por uma área de 1.285 km², tendo uma densidade populacional de 1.981 hab/km², o que a torna na maior cidade da Itália e também na capital européia de maiores dimensões. O presidente da câmara (Sindaco) em 2008 é Gianni Alemanno.
História
Segundo a tradição, Roma teria sido fundada no ano de 753 a.C. por Rómulo e o seu irmão Remo.
Rómulo e Remo envolvem se numa luta onde Rómulo acaba por assassinar o seu irmão Remo. No começo foi governada por reis mas, novamente de acordo com a tradição, tornou-se uma República em 509 a.C.. A cidade cresceu e, no final da República, Roma era a capital de um vasto império em volta do Mar Mediterrâneo. No seu auge, durante o século II, a cidade chegou a ter cerca de 45 000 prédios de apartamentos, e uma população de 1 600 000 pessoas. Seus aquedutos transportavam mais de um milhão de metros cúbicos de água, mais água do que chega à Roma moderna.
Com o fortalecimento do Cristianismo na cidade, no século III d.C., o Bispo de Roma (que mais tarde passaria a ser chamado de Papa) tornou-se a maior autoridade religiosa na Europa Ocidental.
A partir de meados do século III, com o começo das migrações dos povos bárbaros para o interior das fronteiras do Império, e que eventualmente invadiriam por várias vezes a cidade, registrou-se um fluxo de habitantes da cidade para o campo; quando o Império entrou em colapso (476), pouco mais de 50 mil habitantes ainda moravam na cidade. A cidade de Roma estaria em mãos bárbaras (e apoiada economicamente e politicamente pelos Impérios Bizantinos) por pelo menos mais quatro séculos até que, em 756, Pepino III, o Breve, derrotou os Lombardos, devolvendo a Roma sua autonomia. Roma passaria a ser capital dos Estados Pontifícios até 1870, onde o Papa era a autoridade máxima do Estado.
Numa série de acontecimentos sem precedentes em toda a península itálica, Roma tornou-se a capital da nova Itália unificada de Giuseppe Garibaldi, em 1871. Em 11 de fevereiro de 1929, Benito Mussolini estabeleceu, numa série de acordos com o Papado, o Estado independente do Vaticano, cedendo um pedaço de 0,44 km² no seio da cidade a este novo país.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Roma sofreu pesados bombardeamentos e foi também o palco de várias batalhas, embora tenha sofrido menos danos que outras cidades controladas pelo Eixo (como Berlim ou Varsóvia); foi capturada pelos Aliados em 4 de junho de 1944, tornando-se a primeira capital de uma potência central do Eixo a cair.
Nos anos que se seguiram à Guerra, a cidade foi palco de crescimento acelerado. Com cerca de 240 mil habitantes à época da unificação do país, a cidade cresceu para 692 mil em 1921 e 1,6 milhão em 1962.
Em 1960, Roma sediou as Olimpíadas de Verão.
Geografia
O núcleo do sistema urbano desenvolve-se ao longo do rio Tibre, em pequenos relevos no meio dos quais se encontra a ilha Tiberina. Tanto à esquerda como à direita do rio encontram-se relevos de pouca expressão, restos do antigo aparelho vulcânico designado de Vulcão Lacial, como os montes Tiburtinos e os montes Prenestrinos. Em termos de altitude, a zona varia entre os 13 m ao nível médio do mar da Piazza del Popolo e os 120 m do monte Mario. Roma é atravessada ainda por outro rio, o Aniene, que conflui no Tibre ainda em território urbano. As margens do Aniene estão protegidas sob estatuto de parque natural.
No inverno, mas principalmente em janeiro, as temperaturas são geladas, média de somente 7 °C, costuma chover muito nessa época, o sol nasce as 7:40 e se põe as 16:50. No verão, mas principalmente em julho, a média é de 24 °C, sendo que a quantidade de chuva é baixa, pois Roma tem um verão de pouca umidade, o sol nasce as 5:40 e se põe somente as 20:50. Novembro é o mês mais chuvoso da cidade, chove cerca de 112 mm, enquanto julho é o mais seco, chove somente 15 mm.
Ao nível administrativo, Roma faz fronteira com as comunas de Albano Laziale, Anguillara Sabazia, Ardea, Campagnano di Roma, Castel Gandolfo, Castel San Pietro Romano, Ciampino, Colonna, Fiumicino, Fonte Nuova, Formello, Frascati, Gallicano nel Lazio, Grottaferrata, Guidonia Montecelio, Marino, Mentana, Monte Porzio Catone, Monte Compatri, Monterotondo, Palestrina, Poli, Pomezia, Riano, Sacrofano, San Gregorio da Sassola, Tivoli, Trevignano Romano, Zagarolo.


A história de Roma iniciou-se a 800 a.C. com a aliança de várias povoações de centenas a milhares de habitantes. Desde então, o crescimento da cidade nos séculos seguintes foi contínuo, até se tornar numa megacidade no século I a.C., que contabilizou mais de um milhão de habitantes. Apenas já na Idade Média se deu um grande colapso demográfico que, em poucos anos, até 530 d.C., reduziu a população para pouco mais de 50.000 habitantes. Assim, no início da Idade Média, Roma comparava-se a uma vila atual. Seria apenas com a ascensão do Estado Pontifício que Roma floresceria novamente, tornando-se um destino de muitos viajantes já no século XIX, aumentando a sua população para 230.000; no entanto, seria no século seguinte que Roma se tornaria novamente numa cidade de milhões de habitantes, em apenas cerca de 100 anos. O gráfico demonstra estimativas até 1858 e, entre 1651 e 2001, baseia-se nos censos respectivos, com dados de 2004 extraídos do instituto nacional de estatística (ISTAT).
Política

Subdivisões
A subdivisão administrativa de Roma consiste na divisão do território da comuna de Roma em 19 sub-comunas, designados municípios (anteriormente designados como "circunscrições"), numerados de 1 a 20. O 14º município foi dissolvido, enquanto, mediante votação popular, Fiumicino adquiriu o estatuto de comuna autónoma.

Economia

O turismo possui um papel vital na economia de Roma, dado o status da cidade como um dos mais famosos e mais conhecidos destinos turísticos do mundo. A cidade é também um centro bancário e financeiro, embora já ultrapassado por Milão. Outras atividades de destaque são o marketing e a moda (roupas de griffe).
Atualmente, Roma dispõe de uma economia diversa e dinâmica concentrada, sobretudo, em inovações, tecnologias, comunicações, e no setor de serviços. A capital produz cerca de 6,5% do PIB (mais do que qualquer outra cidade no país) e mantém o seu crescimento a uma taxa superior às restantes. A cidade é também um importante centro financeiro, editorial, de seguradoras, moda, indústria de alta tecnologia, cinema (particularmente nos estúdios da Cinecittà — cidade do cinema — jocosamente chamada de "Hollywood do Tibre") e tecnologia aerospacial.
Muitas empresas escolheram Roma para fixar a sua sede internacional, bem como para sediar vários ministérios do governo, centros de conferências, eventos desportivos, museus, geralmente em zonas projetadas para isso mesmo: a E.U.R., projetada para dar lugar à Exposição Universal de Roma; em Torrino, mais a Sul da E.U.R., a Magliana, o Parco de' Medici-Laurentina, e o conhecido vale Tiburtina, ao longo da antiga Via Tiburtina.
Infra-estrutura
Transportes
Roma é circundada por uma auto-estrada circular de cerca de 60 km de perímetro, designada de Grande Raccordo Anulare (grande cordão circular), que intersecta todas as estradas consulares que datam da Roma Antiga, como a Via Salaria, a Nomentana, a Flaminia, Cassia, Aurelia, Portuense, Appia, Tuscolana, etc. — todas elas partindo do Capitólio e ligando Roma a todo o antigo Império. O ponto de partida, o quilómetro 0 físico, designava-se o miliarium, a coluna outrora dourada e colocada no Fórum, agora de mármore e colocada acima da Cordonata, a escadaria do Capitólio.
Ao nível do transporte aéreo, Roma é servida por três aeroportos: Leonardo da Vinci, civil, situado entre Roma e Fiumicino; Giovan Battista Pastine, ao longo da Via Appia e da vila de Ciampino, civil low-cost e militar, e o aeroporto da Urbe, a 6 km do centro, ao longo da Via Salaria, que atualmente se encontra fechado à aviação civil. Existiu um quarto aeroporto na parte oriental da cidade, entre a Via Prenestina e a Via Casilina, abandonado já há alguns anos, e se tornará num dos maiores parques da cidade.

O coração da cidade é servido por uma rede de metropolitanos, a Metropolitana di Roma. A construção do primeiro ramo teve lugar na década de 1930 e estava planeada para ligar rapidamente a estação de comboios (Termini) com a então recente área nos subúrbios a sul, a E42, onde se planeava dar lugar à Exposição Universal de 1942, que nunca chegou a ser realizada por causa da Segunda Guerra Mundial. A área foi então parcialmente redesenhada e renomeada para E.U.R. durante a década de 1950 para servir como um quarteirão moderno dedicado a escritórios. A linha seria finalmente inaugurada em 1955 e é atualmente parte da Linha B. A linha A foi inaugurada em 1980 entre as estações de Ottaviano e Anagnina, e mais tarde expandida em etapas (1999-2000) até Battistini. Durante a década de 1990 foi inaugurada uma extensão à Linha B de Termini a Rebibbia e encontra-se em construção uma ramificação da mesma.
Os achados arqueológicos da Cidade Eterna atrasam, naturalmente, os trabalhos e escavações. A rede subterrânea, relativamente reduzida, é geralmente bastante prática, embora se torne muito congestionada nas horas de ponta e durante eventos, especialmente a Linha A. Em 2005 a total extensão era de 38 km. As duas linhas existentes intersectam-se na Estação Termini, a principal estação de comboios em Roma, que é também a maior estação em toda a Europa, em baixo da qual (e em redor) existe um centro comercial conhecido como o Forum Termini com mais de 100 lojas de variados sectores. Outras estações: Tiburtina (a segunda maior, atualmente em remodelação e expansão para se tornar o principal entroncamente de comboios de alta velocidade na cidade, Ostiense, Trastevere, Tuscolana, San Pietro, Casilina e Torricola.
Note-se, no entanto, que o Metro de Roma é uma parte de uma extensa rede de transportes onde se incluem redes de elétricos, várias linhas urbanas e suburbanas dentro e em redor da cidade, mais uma linha expresso para o Aeroporto de Fiumicino. Enquanto que as linhas regionais da Trenitalia disponibilizam um serviço suburbano em mais de 20 estações espalhadas pela cidade, linhas como a Roma-Lido (com início na estação Ostiense), a Roma-Pantano (estação Termini) e Roma-Nord (estação Flaminio) disponibilizam um serviço metropolitano.
Roma dispõe também de um flexível sistema de autocarros. O bilhete único, de duração de 75 minutos (em 2005), permite aos utentes viajar por toda a cidade utilizando qualquer companhia e qualquer meio de transporte.
Entretanto, devido ao congestionamento crónico verificado durante as décadas de 1970 e 1980, o centro histórico de Roma condiciona o tráfego numa zona designada de ZTL, Zona de Tráfego Limitada: apenas se pode circular com a viatura dentro da ZTL em horários específicos; em 2005, o horário restritivo ia das 6 às 18 horas. O tráfego intenso verificado durante a vida noturna em algumas zonas da cidade levou também à criação de novas ZTLs durante a noite nos distritos de Trastevere e San Lorenzo e a título experimental no centro da cidade. Encontra-se em fase de planeamento a possibilidade de levar esta medida ao distrito de Testaccio. Durante os últimos anos procedeu-se à conversão dos parques de estacionamento ao longo das ruas em áreas espaçosa para parques pagos, enquanto proliferaram os parques subterrâneos; no entanto, encontrar estacionamento em Roma continua um problema, como vai sendo típico nas grandes cidades.

Cultura
Roma perdeu o Império, mas não a majestade. Com a sua imensa bagagem cultural, é um dos grandes pólos de atração turística internacional. Mas não somente do passado vive a Cidade Eterna. É, ainda, um grande centro de referência que se estende da moda à culinária. Assim, não somente pelo fato de ter constituído um grande império se orgulha o romano de sua cidade, assim como não somente para se embevecer com a Roma Antiga afluem para lá cidadãos de todo o mundo (como se, ainda hoje, todos os caminhos para lá convergissem), mas também pela dinâmica programação de eventos[nota 2]. Em certos períodos do ano, são realizados grandes festivais que atraem milhares de pessoas, principalmente jovens.
Pontos turísticos
Roma está repleta de remanescências do seu passado milenar. No decurso da sua História de mais de dois mil anos, Roma acumulou inúmeros e notáveis tesouros de arte e um património arqueológico sem igual no resto do mundo. Esta característica desta cidade pode ser separada em duas componentes histórica e culturalmente distintas:
• A Roma Antiga, ou clássica;
• A Roma Papal.
Foi esta abundância de vestígios históricos que permitiu aos analistas reconstruir a história, costumes e algumas preocupações dos habitantes e governantes de Roma. Durante o período régio, nomeadamente no século VI a.C., período de grande prosperidade para a cidade sob influência etrusca, realizaram-se importantes obras públicas: o Templo de Júpiter no Capitólio, o santuário arcaico da área de San Omobono, e a construção da Cloaca Massima (um dos primeiros sistemas de esgotos alguma vez construídos) que iria permitir a bonificação da área do Fórum Romano e a sua primeira pavimentação.
Durante a Invasão Gálica (390 a.C.) é construída uma grande cinta muralhada, algumas partes da qual conservam-se ainda em alguns troços, conhecida erroneamente como Muralha Serviana. A cidade seria rapidamente reconstruída, e foi à tamanha rapidez que os históricos romanos atribuíram o aspecto urbanístico desorganizado da cidade; com efeito, tal deveu-se possivelmente ao seu contínuo crescimento, não previsto nem planeado previamente, com edifícios e estradas simplesmente adaptados à geografia do terreno. Na idade Republicana, assiste-se à fundação de vários edifícios públicos e templos, sobretudo na área do Fórum Romano, cujas referências aparecem nas suas fases sucessivas. Criam-se as primeiras estradas consulares e as suas pontes sobre o rio Tibre, bem como os primeiros aquedutos.
Seria apenas a partir do século II a.C. que se assistiria às primeiras transformações monumentais, inseridas num plano urbanístico coerente (por exemplo, os templos republicanos da área sacra do Largo di Torre Argentina, construídos separadamente e unificados através de um grande pórtico. Nasceram tipos arquitectónicos como a basílica civil e o Arco do Triunfo. Pela primeira vez foi aplicada a técnica edificadora do cementizio, um material característico das construções da Roma Antiga, que dotou a arquitetura romana com um desenvolvimento particular e original, e que iniciou a importação de mármore e sua utilização como ornamento nos edifícios. O primeiro templo inteiramente em mármore foi o templo redondo do Fórum Boário. Os autores destas obras, que entretanto ganharam prestígio, iniciaram projectos urbanístico cada vez mais ambiciosos, a partir dos grandes pórticos da zona do Circo Flaminio ao Tabularium de Sulla, que se estende do Fórum Romano ao Capitólio, bem como o restauro ao templo capitolino. Pompeu deixa-nos o seu legado na cidade com a construção de um grande Teatro. Júlio César cria também uma nova praça com o seu nome, o Fórum de César, ao mesmo tempo que se dá o restauro da Cúria, sede do Senado.
No entanto, o maior desenvolvimento urbanístico deu-se na época Imperial. Com Augusto, a cidade é dividida em 14 regiões. Completam-se as intervenções de César e iniciam-se novos grandes projectos urbanísticos ao lado da praça do Fórum Romano, como a construção da Basílica Júlia e a remodelação da basílica Emília. Augusto, com a ajuda indispensável de Agripa, seu amigo e conselheiro, ocupar-se-ia da sistematização do Campo Marzio, que já vinha sido enriquecida de edifícios públicos e monumentos. Na zona periférica da cidade, é construído o seu mausoléu, e é erigido um grande relógio solar que usa um obelisco como gnomon e a Ara Pacis. Na área do Circo Flaminio surge o Teatro dedicado a Marcelo e, mais lentamente, o Templo de Apolo Sosiano.
O processo de monumentalização da cidade prosseguiu com os sucessores de Augusto. Em 64 d.C., durante o reinado de Nero, um grande incêndio quase destrói a cidade inteira. Para favorecer uma reconstrução ordenada e corrigir as condições que favoreceram o alastrar do incêndio foi criado um novo plano regulamentar, colocado em prática apenas parcialmente. Nero construirá, assim, a sua Domus Aurea e ocupará os espaços compreendidos entre os montes Celio, Esquilino e Palatino com uma enorme villa.
Após a morte de Nero, os imperadores Flavianos restituíram para uso público parte dos espaços ocupados para a sua residência, construindo as Termas de Tito na colina de Oppio e o Coliseu. Ainda durante esta dinastia, são erigidos o Arco de Tito, o Templo da Paz, o Fórum de Nerva e o Palácio imperial no Palatino ("Domus Flavia" e "Domus Augustana" e o estádio de Domiciano, a atual Piazza Navona.
Com Trajano completa-se a série de fóruns imperiais com a grande praça do Fórum de Trajano e a célebre coluna e o complexo contíguo de mercados. Além disso, surgem as termas na colina Oppio. Deve-se a Adriano a construção do Panteão com o seu aspecto actual e a construção de um mausoléu, transformado entretanto no atual Castelo de Santo Ângelo, embora a atividade edificadora diminuísse. Assiste-se ainda à construção do Templo de Adriano, inserido no posterior Palácio da Bolsa, o Templo de Antonino e Faustina, no Fórum Romano e a coluna Antonina, dedicada a Marco Aurélio. Durante a dinastia dos Severos são alçados o Arco de Septímio Severo e as termas de Caracala.
No decurso do século III, em que os imperadores passavam pouco tempo na cidade, a actividade edificadora quase pára por completo. É, no entanto, neste período que é erigida a Muralha Aureliana, atribuída ao imperador Aureliano, a partir de 272 d.C.: alguns séculos depois teme-se novamente pela segurança da cidade. As muralhas seriam sucessivamente reforçadas até adquirirem o aspecto monumental actual.
Com a Tetrarquia retoma-se a atividade edificadora com a construção das termas de Diocleciano, da Basilica de Massenzio e da grande vila de Massenzio, na via Appia, e do Arco de Constantino. A partir de Constantino I dá-se início à construção das primeiras grandes igrejas cristãs: as basílicas de São João de Latrão e de Santa Cruz de Jerusalém, e as basílicas cemiteriais nas tumbas dos mártires contíguas ao mausoléu da família imperial e, ainda durante os anos sucessivos, Santa Maria Maior e São Paulo Fora de Muros. Nos finais do século continuou-se, todavia, a restaurar os edifícios públicos e templos pagãos.
O poder temporal do Papado iria interferir, posteriormente, no território citadino e nas igrejas. São também incontáveis os vestígios arquitectónicos na periferia da cidade.
Por uma questão de conveniência, os monumentos foram separados em listas temáticas:
Desporto

No que diz respeito ao desporto e infrastruturas, Roma dispõe do Estádio Olímpico, do Estádio Flaminio e da Lottomatica, um complexo desportivo da década de 1950.
No futebol, Roma é a cidade do Associazione Sportiva Roma (AS Roma), a Società Sportiva Lazio (SS Lazio), ambos na Serie A, a primeira divisão do campeonato italiano, e ainda a Associazione Sportiva Cisco Roma e a equipa feminina S.S. Lazio Calcio.
No ciclismo, esta cidade já foi meta de prova no Giro d'Italia, em 1989 (27 de Maio), 7ª etapa, vencida pelo suíço Urs Freuler, e em 2000 (13 de Maio), na prova de contra-relógio, vencida pelo checo Jan Hruška.
Roma ainda se faz representar em provas de basquete (Virtus Pallacanestro Roma), andebol (S.S. Lazio), pólo aquático (A.S. Roma e S.S. Lazio), voleibol (Virtus Roma, Linea Medica Siram Roma) e râguebi (Rugby Roma e S.S. Lazio).
A cidade já foi anfitriã dos Jogos Olímpicos de 1960 e foi candidata ao Jogos Olímpicos de 2016, porém retirou a candidatura.
Símbolos e curiosidades

Devido à sua história milenar, são associados vários símbolos a Roma: o Coliseu, a Lupa Capitolina, os símbolos do cristianismo, e o famoso acrónimo S.P.Q.R., utilizado durante a expansão imperial para designar as terras como sendo d' O Senado e (d)o Povo Romano.
As cores da cidade são o dourado e vermelho, representando, respectivamente, o cristianismo e o Império Romano.
Feriados municipais:
• 21 de Abril: fundação (aniversário) da cidade
• 29 de Junho: festa dos padroeiros da cidade
Também devido à sua longa história, e dada a sua importância, Roma sempre teve uma população diversa, caracterizada pelos diversos fluxos migratórios. Assim, costuma-se dizer que um verdadeiro romano é aquele cuja família viveu em Roma pelo menos durante sete gerações.



Milão
Milão (em italiano: Milano, em latim: Mediolanum e em milanês Milan) é uma comuna italiana, capital da região da Lombardia, província de Milão, com cerca de 1 308 735 habitantes. A área urbana de Milão é a quinta maior da União Européia, com uma população estimada em 4 300 000 habitantes. A Região metropolitana de Milão é a maior e mais populosa da Itália, com uma população estimada em 7.400.000 habitantes de acordo com as estimativas da OCDE.
Em termos europeus, a área metropolitana de Milão cobre uma área territorial equivalente à de Paris com uma população de mais de sete milhões de habitantes. Esta área encontra-se com os critérios das áreas estatísticas combinadas (CSAs) dos Estados Unidos. Pela população, Milão é a segunda maior cidade italiana e a terceira maior área metropolitana da União Européia.
A cidade foi fundada sob o nome de Mediolanum pelos Insubres, um povo celta. Posteriormente, foi capturado pelos romanos em 222 a.C, tornando-se assim muito bem sucedida sob o Império Romano. Mais tarde, Milão foi governada por Visconti, Sforza, os espanhóis em 1500 e os austríacos em 1700. Em 1796, Milão foi conquistada por Napoleão I, que fez dela a capital do seu Reino de Itália em 1805. Durante o período romântico, Milão foi um importante centro cultural na Europa, atraindo vários artistas, compositores e importantes figuras literárias. Mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi gravemente afetada pelos bombardeios dos Aliados, e após a ocupação alemã em 1943, Milão tornou-se o principal centro da resistência italiana. Apesar disso, Milão viu um pós-guerra, o crescimento econômico, atraindo milhares de imigrantes do sul da Itália e do exterior.
Uma cidade internacional e cosmopolita, 13,9% da população de Milão é ade origem estrangeira. A cidade continua sendo um dos principais centros transportacionais e industriais da Europa e é um dos mais importantes centros da União Européia para negócios e finanças, com a sua economia sendo uma das mais ricas do mundo, tendo um PIB de US$ 115 bilhões. A área metropolitana de Milão tem o PIB mais elevado da Europa: US$ 241.2 bilhões (estimativas de 2004). Milão também tem um dos maiores PIBs da Itália (per capita), cerca de € 35.137, que representa 161,6% da média do PIB per capita da UE. Além disso, Milão é a 11ª cidade mais cara do mundo para funcionários expatriados. A cidade também tem sido classificada como sendo uma das mais poderosas e influentes do mundo.
Milão é conhecida mundialmente como a capital do design, com maior influência global no comércio, na indústria, música, desporto, literatura, arte e mídia, tornando-se uma das cidades principais do mundo. A metrópole é especialmente famosa por suas casas e lojas de moda (como a Via Montenapoleone) e a Galleria Vittorio Emanuele na Piazza Duomo (o shopping mais antigo do mundo). A cidade tem um rico patrimônio cultural e possui uma culinária riquíssima em pratos variados (é o lar de inúmeros pratos famosos, como o bolo de Natal e Panetone). A cidade tem um musical particularmente famoso, principalmente operística, por tradição, é a casa de vários compositores importantes (como Giuseppe Verdi) e teatros (como o Teatro alla Scala). Milão é também conhecida por conter vários museus importantes, universidades, academias, palácios, igrejas e bibliotecas (tais como a Academia de Brera e o Castello Sforzesco) e dois clubes de futebol mundialmente conhecidos: Associazione Calcio Milan e Football Club Internazionale Milano. Isso faz de Milão um dos mais populares destinos turísticos da Europa, com mais de 1,914 milhão de turistas estrangeiros na cidade em 2008. A cidade sediou a Exposição Universal de 1906 e será a sede da Exposição Universal de 2015.
Os habitantes de Milão são referidos como "milanesi" (italiano: Milanesi ou informalmente Meneghini ou Ambrosiani).

História
Época dos celtas e romanos
Por volta de 400 a.C., os celtas insubres habitavam Milão e seus arredores. Em 222 a.C., os romanos conquistaram este assentamento, e impuseram o nome Mediolanum, ainda que o nome utilizado pela população local era Milàn, do celta Medhlan.[12] Depois de vários séculos de domínio romano, Milão foi declarada capital do Império Romano do Ocidente pelo imperador Diocleciano em 293 d.C.. Diocleciano preferiu ficar no Império Romano do Oriente (capital Nicomédia), e seu colega Maximiano ficou no Império Romano do Ocidente. Imediatamente Maximiano construiu diversos monumentos gigantescos, como um grande circo de 470 m x 85 m , a termas Erculee (Thermae Erculee), um grande complexo de palácios imperiais e vvários outros edifícios.
No Édito de Milão de 313, o Imperador Constantino I garantiu a liberdade religiosa para os cristãos. A cidade foi sitiada pelos visigodos em 402 d.C., e a residência imperial foi transferida para Ravena. Cinquenta anos mais tarde (em 452 d.C.), os hunos invadiram a cidade. Em 539, os ostrogodos conquistaram e destruiram Milão, no transcorrer das chamadas Guerras Góticas contra o imperador bizantino Justiniano I. No verão de 569, os Lombardos (daonde deriva o nome da região italiana da Lombardia) conquistaram Milão, dominando o pequeno exército bizantino que estava em sua defesa. Algumas estruturas romanas permaneceram em uso em Milão sob o domínio lombardo. Milão se rendeu aos francos em 774, quando Carlos Magno, em uma decisão totalmente fora do comum, assumiu também o título de "rei dos lombardos" (até então os reinos germânicos frequentemente conquistavam uns aos outros, mas nenhum havia adotado o título de Rei de outro povo). A Coroa de Ferro da Lombardia data desse período. Posteriormente Milão faria parte do Sacro Império Romano.
Idade Média
Durante a Idade Média, Milão prosperou como um centro de comércio devido ao seu domínio da rica planície do Pó e das rotas da Itália através dos Alpes. A guerra da conquista por Frederico Barba-roxa contra as cidades lombardas trouxe a destruição de grande parte de Milão em 1162. Após a fundação da Liga Lombarda em 1167, Milão assumiu o papel de liderança nesta aliança. Como consequência da independência que as cidades lombardas ganharam na Paz de Constança, em 1183, Milão se tornou um ducado. Em 1208, Rambertino Buvalelli exerceu por um tempo o cargo de Podestà da cidade, em 1242 Luca Grimaldi, e em 1282 Luchetto Gattilusio. Esta posição podia ser cheia de perigos pessoais na vida política violenta da comuna medieval: em 1252, hereges milaneses assassinaram o inquisidor da Igreja, mais tarde conhecido como Martir São Pedro.Em 1256, o arcebispo e os nobres influentes foram expulsos da cidade. Em 1259, Martino della Torre foi eleito Capitano del Popolo por membros das guildas; ele tomou a cidade a força, expulsou seus inimigos, e governou com poderes ditatoriais, pavimentando de ruas, escavando canais, taxando com sucesso as propriedades rurais, etc. Sua política, entretanto, levou o tesouro milanês ao colapso, a utilização frequente de unidades mercenárias imprudentes irritou demais a população, conferindo um apoio crescente aos inimigos tradicionais de Della Torre, os Viscontis.
Em 22 de julho de 1262, Ottone Visconti foi nomeado arcebispo de Milão pelo Papa Urbano IV, em oposição ao candidato dos Della Torre, Raimondo della Torre, bispo de Como. Este último então passou a divulgar alegações da proximidade dos Viscontis com os cátaros hereges, acusando-os de alta traição: os Viscontis, que acusaram os Della Torre dos mesmos crimes, foram então banidos de Milão e suas propriedades confiscadas. A guerra civil que se seguiu causou mais danos à população e economia de Milão, durando por mais de uma década.
Ottone Visconti liderou sem sucesso um grupo de exilados contra a cidade em 1263, mas depois de anos de violência crescente de todos os lados, finalmente, após a vitória na batalha de Desio (1277), ele conquistou a cidade para sua família. Os Viscontis conseguiram expulsar os Della Torre para sempre, governando a cidade até o século XV.
Grande parte da história anterior de Milão reflete a luta entre duas facções políticas, os Guelfos e Gibelinos. Na maioria das vezes os Guelfos foram bem sucedidos na cidade de Milão. No entanto, a família Visconti foi capaz de tomar o poder (signoria) em Milão, baseada em sua amizade "guibelina" com os imperadores alemães. Em 1395, um desses imperadores, Wenceslas (1378-1400), elevou os milaneses à condição de ducado. Ainda em 1395, Gian Galeazzo Visconti tornou-se duque de Milão. A família guibelina dos Viscontis manteve-se no poder em Milão por um século e meio do início do século XIV até meados do século XV.[17]
O Renascimento e a Casa de Sforza

Em 1447, Filippo Maria Visconti, duque de Milão, morreu sem um herdeiro do sexo masculino; com o fim da linhagem dos Visconti, a República Ambrosiana foi promulgada. O nome da República Ambrosiana provém de Santo Ambrósio, santo padroeiro popular da cidade de Milão. As facções Guelfos e Gibelinos trabalharam juntos para criar a República Ambrosiana em Milão. No entanto, a República desmoronou quando em 1450, Milão foi conquistada por Francesco Sforza, da Casa de Sforza, que fez de Milão uma das cidades mais importantes do Renascimento italiano.
Períodos de domínio francês, espanhol e austríaco
O rei francês Luís XII reividicou pela primeira vez o ducado em 1492. Naquela época, Milão era defendida por mercenários suíços. Após a vitória do sucessor de Luís, Francisco I, sobre os suíços na Batalha de Marignano, o ducado foi prometido ao rei francês Francisco I. Quando o Habsgurgo Carlos V derrotou Francis I na Batalha de Pavia, em 1525, o norte da Itália, incluindo Milão, passou para a Casa de Habsburgo.
Em 1556, Carlos V abdicou em favor de seu filho Filipe II e seu irmão Fernando I. As possessões italianas de Carlos V, incluindo Milão, passaram para Filipe II e para a linhagem espanhola dos Habsburgos, enquanto que a linhagem austríaca dos Habsburgos de Fernando I, governou o Sacro Império Romano. A Grande Peste de Milão em 1629-31 matou um número estimado de 60.000 pessoas de uma população total de 130.000. Este episódio é considerado um dos últimos surtos da longa pandemia de peste que começou com a peste negra.
Em 1700, a linhagem espanhola dos Habsburgo foi extinta com a morte de Carlos II. Após sua morte, a Guerra da Sucessão Espanhola começou em 1701 com a ocupação de todas as possessões espanholas pelas tropas francesas que apoiavam a reivindicação do francês Filipe de Anjou ao trono espanhol. Em 1706, os franceses foram derrotados nas batalhas de Ramillies e Turim e foram forçados a ceder o norte da Itália aos Habsburgos austríacos. Em 1713, o Tratado de Utrecht, confirmou formalmente a soberania da Áustria sobre a maioria das possessões da Espanha na Itália, incluindo a Lombardia e sua capital, Milão.
Século XIX
Napoleão conquistou a Lombardia em 1796 e Milão foi declarada capital da República Cisalpina. Mais tarde, Napoleão declarou Milão capital do Reino da Itália e foi coroado na Catedral de Milão (Duomo). Após o término da ocupação de Napoleão, o Congresso de Viena devolveu, em 1815, a Lombardia e Milão, junto com o Veneto, para o controle austríaco em 1815. Durante este período, Milão tornou-se um centro de ópera lírica. Na década de 1770, Mozart estreou três óperas no Teatro Regio Ducal. Mais tarde, o Teatro alla Scala tornou-se um teatro de referência no mundo, com suas premières de Bellini, Donizetti, Rossini e Verdi. O próprio Verdi está enterrado na "Casa di riposo per Musicisti", um presente seu para Milão. No século XIX, outros teatros importantes foram La Cannobiana e o Teatro Carcano.
Em 18 de março de 1848, os milaneses se rebelaram contra o governo austríaco durante o chamado "Cinco Dias" (em italiano: Le Cinque Giornate), e o marechal de campo Radetzky foi forçado a retirar-se temporariamente da cidade. No entanto, depois de derrotar as forças italianas em Custoza, em 24 de julho, Radetzky pode retomar o controle da Áustria sobre Milão e o norte da Itália. No entanto, os nacionalistas italiano, interessados na unificação italiana e apoiados pelo Reino da Sardenha, exigiram a retirada da Áustria. Sardenha e França formaram uma aliança e derrotaram a Áustria na Batalha de Solferino em 1859. Após esta batalha, Milão e o resto da Lombardia foram incorporados ao Reino da Sardenha, que logo ganhou o controle da maior parte da Itália e, em 1861, foi rebatizado como Reino da Itália.
A unificação política da Itália consolidou o domínio comercial de Milão sobre o norte da Itália. Isto também levou a uma enxurrada de construção de ferrovias que fez de Milão a central ferroviária do norte da Itália. A rápida industrialização colocou Milão no centro da principal região industrial da Itália, embora, na década de 1890, a cidade tenha sido abalada pelo massacre de Bava Beccaris, um tumulto relacionado a elevada taxa de inflação. Entretanto, como os bancos milaneses dominavam a esfera financeira da Itália, a cidade tornou-se o principal centro financeiro do país. O crescimento econômico de Milão trouxe uma rápida expansão da área e população da cidade entre o final do século XIX e início do século XX.
Século XX

Em 1919, Benito Mussolini organizou em Milão os camisas negras, que formavam o núcleo do movimento fascista da Itália, e, em 1922, a Marcha sobre Roma começou a partir da cidade.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Milão sofreu graves danos devido a bombardeios britânicos e americanos. Apesar da Itália ter saído da guerra em 1943, os alemães ocuparam a maior parte do norte da Itália até 1945. Em 1943, a resistência antialemã na Itália ocupada aumentou e houve muitas lutas em Milão. Alguns dos piores bombardeios dos aliados em Milão ocorreu em 1944, e grande parte deles estavam focados em torno da principal estação ferrovião de Milão.
Enquanto a guerra seguia para o fim, a 1ª Divisão Blindada Americana avançou sobre Milão como parte da campanha do Vale do Pó. Mas mesmo antes dela chegar, membros da resistência italiana levantaram-se em revolta aberta em Milão, e liberaram a cidade. Perto dali, Mussolini e vários membros de sua República Social Italiana (Repubblica Sociale Italiana, ou RSI) foram capturados pela resistência em Dongo e executados. Em 29 de abril de 1945, os corpos dos fascistas foram levados para Milão e pendurado de cabeça para baixo sem a menor cerimônia na Piazzale Loreto, a maior praça pública.
Após a guerra, a cidade foi o local de um campo de refugiados para judeus que fugiam da Áustria. Durante o milagre econômico dos anos 1950 e 1960, uma grande onda de imigração interna, principalmente do sul da Itália, se dirigiu para Milão e a população chegou a 1.723.000 em 1971. A população de Milão começou a diminuir no final da década de 1970, assim nos últimos 30 anos, quase um terço da população total da cidade mudou-se para o cinturão externo de novos subúrbios e pequenas cidades que cresceram em torno de Milão. Ao mesmo tempo, a cidade começou a atrair também fluxos crescentes de imigração estrangeira. Um símbolo deste fenômeno foi o rápido e grande crescimento da Chinatown Milanesa, um distrito localizado na área em torno da "Via Paolo Sarpi", "Via Bramante", "Via Messina" e "Via Rosmini", povoado por imigrantes chineses de Zhejiang, atualmente um dos bairros mais pitorescos da cidade. Milão é também o lar de um terço de todos os filipinos na Itália, abrigando uma considerável e crescente população que ultrapassa os 33.000, com uma taxa de natalidade média de 1.000 nascimentos por ano. No geral, a população de Milão parece ter se estabilizado nos últimos anos, ocorrendo apenas um ligeiro aumento da população da cidade desde 2001.
Geografia
A cidade ocupa uma zona na parte ocidental da região de Lombardia, na planície Padana. Geograficamente é limitada pelos rios Ticino, Adda e Pó a oeste, este e sul, respectivamente, e pelo lago de Como e a fronteira suíça, a norte.
Clima
O clima de Milão é temperado subcontinental (Cfa). A temperatura média diária no inverno em Milão é de cerca de 6 °C, ocasionalmente alcançando -5/-10 °C, e recebe aproximadamente 40 cm de neve todos os anos. Durante o verão, a temperatura máxima ronda os 28 °C e pode alcançar os 35/37 °C. A umidade é bastante elevada durante o ano inteiro e as médias anuais da chuva são de aproximadamente 1000 milímetros.
Divisões administrativas
A cidade de Milão está subdividida em nove zone (plural de zona). Até 1999 contavam-se 21 zone; nesse ano foi decidida a redução do número de divisoes administrativas para nove. Cada zone está ainda dividida em quartiere; esta última divisão não é oficial, servindo apenas de referência para os habitantes
• Zona 1: Centro hitórico (Centro storico) (coincide com os limites da cidade durante o domínio espanhol)
• Zona 2: Stazione Centrale, Gorla, Turro, Precotto, Greco, Crescenzago
• Zona 3: Città Studi, Lambrate, Venezia
• Zona 4: Vittoria, Forlanini
• Zona 5: Vigentino, Chiaravalle, Gratosoglio
• Zona 6: Barona, Lorenteggio
• Zona 7: Baggio, De Angeli, San Siro
• Zona 8: Fiera, Gallaratese, Quarto Oggiaro
• Zona 9: Stazione Garibaldi, Niguarda
Demografia
Economia
Milão é um dos principais centros financeiros e de negócios da Europa. A cidade é a sede da Bolsa de Valores Italiana (o Piazza Affari) e sua área metropolitana é uma zona industrial de vanguarda. A Fiera Milano é um centro de exposições e feira de comércio notável. Este complexo moderno, no subúrbio noroeste de Milão é o maior projeto de construção aberto da Europa, fazendo da Fiera Milano o maior complexo de feiras e exposições do mundo. Milão, em conjunto com Paris, é uma das capitais mundiais da moda. A cidade é também uma das cidades mais ricas na união européia.
Arquitetura e pontos turísticos
Há poucos vestígios da antiga colônia romana, que mais tarde se tornou a capital do Império Romano do Ocidente. Durante a segunda metade do século IV, Santo Ambrósio, como bispo de Milão, teve uma forte influência sobre a disposição da cidade, redesenhando a cidade e construindo grandes basílicas, às portas da cidade: Santo Ambrósio, em San Nazaro Brolos, San Simpliciano e Sant'Eustorgio, ainda estão em bom estado, remodelados ao longo dos séculos, como algumas das igrejas mais importantes em Milão.
O maior e mais importante exemplo da arquitetura gótica da Itália, a Catedral de Milão, é a quarta maior catedral do mundo depois da Basílica de São Pedro, em Roma, a Catedral de Sevilha e de uma nova catedral na Costa do Marfim. Construído entre 1386 e 1577, abriga a maior coleção do mundo de estátuas de mármore com a estátua de ouro amplamente visível no topo da torre, apelidado pelo povo de Milão como Madunina (Madonna), tornando-se assim um dos símbolos da cidade.
Durante o domínio da família Sforza, entre os séculos XIV e XV, a fortaleza Visconti foi ampliada e embelezada para se tornar o Castello Sforzesco: a sede de uma corte renascentista elegante rodeada por um parque de caça murado abastecido com jogo capturado em torno do Seprio e Lago de Como. Notáveis arquitetos envolvidos no projeto incluiu a Filarete florentino, que foi contratada para construir a torre de entrada central elevada, e os militares especializados Bartolomeo Gadio. A aliança política entre Francesco Sforza e Cosimo de 'Medici deu frutos de arquitetura, como a construção de prédios arquitetônicos sob a influência de modelos brunelleschiano da arquitetura renascentista. Os primeiros edifícios notáveis para mostrar essa influência toscana foi um palácio construído para abrigar o Banco Medici (dos quais apenas a entrada principal foi mantida até os dias atuais), e a Capela Portinari, anexa ao San Lorenzo e construída para o primeiro gerente da filial do banco Milão. Filarete também foi o responsável pelo grande hospital público conhecido como o Ospedale Maggiore. Leonardo da Vinci, que estava em Milão a partir de cerca de 1482 até a queda da cidade para o francês em 1499, ficou responsável, em 1487, de projetar um Tiburio, ou passagem para a torre da catedral, embora não tenha sido escolhido para construí-lo. No entanto, o entusiasmo que ele dividia com Filarete para a construção de planeamento central deu origem a este período a vários desenhos arquitetônicos, que tiveram grande influência na obra de Donato Bramante e outros. Bramante realizou trabalhos na cidade, sendo o mais conhecido Santa Maria presso San Satiro (uma reconstrução de uma igreja do século IX), da bela tribuna luminosa de Santa Maria delle Grazie e três claustros de Santo Ambrósio.
A Contra-Reforma foi também o período do Império Espanhol e foi marcado por duas figuras poderosas: Charles Borromeo e seu primo, o Cardeal Federico Borromeo. Não só eles se impõem como guia moral para o povo de Milão, mas também deram um grande impulso à cultura, com a criação da Biblioteca Ambrosiana, em um prédio projetado por Francesco Maria Ricchino e a vizinha Pinacoteca Ambrosiana. Muitas belas igrejas e casas em estilo barroco foram construídas na cidade durante este período pelos arquitetos, Pellegrino Tibaldi, Galeazzo Alessi e Ricchino.
Maria Teresa da Áustria foi a responsável pela renovação significativa realizada em Milão, durante o século XVIII. Ela promoveu profundas reformas sociais e civis, bem como a construção de muitos dos edifícios que ainda hoje constituem o orgulho da cidade, como o Teatro alla Scala, inaugurado no dia 3 de agosto de 1778 e hoje uma das casas de ópera do mundo mais famosas. O anexo Museo Teatrale alla Scala contém uma coleção de pinturas, rascunhos, estátuas, trajes, e outros documentos sobre a história da ópera e do La Scala. La Scala também abriga a Escola de Bailado do Teatro alla Scala. A cultura austríaca soberana também promoveu, em Milão, através de projetos como a transformação do antigo Colégio dos Jesuítas, no bairro de Brera, em um centro científico e cultural com uma biblioteca, um observatório astronômico e os jardins botânicos, em que a Galeria de Arte da Academia de Belas Artes estão hoje, situados lado a lado.
Milão também foi bastante afetada pelo movimento neoclássico no final dos século XVII e início do século XIX, transformando seu estilo arquitetônico. A estadia de Napoleão Bonaparte na cidade, no início dos anos 1800, produziu vários edifícios neoclássicos e palácios, incluindo a Villa Reale, ou muitas vezes chamado de Villa del Belgiojoso (não relacionados com a Begiojoso Palazzo). Ele está situado na Via Palestro, perto do Giardini Pubblici e foi construído por Leopoldo Pollak em 1790. Abrigou a família Bonaparte, principalmente Josephine Bonaparte, mas também de vários outros, como o Conde Joseph Radetzky von Radetz e Eugênio de Beauharnais. É frequentemente considerado como um dos melhores tipos de arquitetura neoclássica em Milão e Lombardia, e está rodeado por um jardim de paisagem inglesa. Hoje, abriga a Galleria d'Arte Contemporanea (português: Galeria de Arte Contemporânea), e é ricamente decorado em seu interior ornamentado com colunas clássicas, vastos salões, estátuas de mármore e lustres de cristal. O Belgiojoso Palazzo também foi uma grande residência napoleônica e um dos melhores exemplos da arquitetura neoclássica Milanese. Há também vários outros importantes monumentos neoclássicos da cidade, como o Arco della Pace (em português: Arco da Paz, às vezes chamado de Sempione Arco) e está situado na Piazza Sempione no final do Parco Sempione. É muitas vezes comparado a uma versão em miniatura do Arco do Triunfo em Paris. O trabalho sobre o arco começou em 1806 sob Napoleão I e foi desenhado por Luigi Cagnola.
Parques
Apesar do fato de Milão ter uma quantidade muito pequena de áreas verdes, em comparação com outras cidades de seu porte, a cidade possui uma grande variedade de parques e jardins. Os primeiros parques públicos foram criados entre 1857 e 1862, e foram projetados por Giuseppe Balzaretto. Eles estavam situados em um bairro central, encontrada nas áreas de Piazzale Oberdan (Porta Venezia), Corso Venezia, Palestro Via e Via Manin. A maioria deles foi ajardinado em um estilo neoclássico, muitas vezes cheia de riqueza botânica. Os parques mais importantes de Milão são: Parco Sempione (perto de Castello Sforzesco), Parco Forlani, Giardini Pubblici, Giardino della Villa Comunale, Giardini della Guastalla e Parco Lambro. Parco Sempione é um grande parque público, situado entre o Castello Sforzesco e o Arco da Paz. Foi construído por Emilio Alemagna, e contém uma Arena napoleônica, o Civico Acquario di Milano (Aquário Civico de Milão), uma torre, um centro de exposições de arte, algumas lagoas e uma biblioteca. Depois, há Parco Forlani, que, com um tamanho de 235 hectares é o maior parque de Milão e contém um monte e uma lagoa. Giardini Pubblici está entre as mais antigas remanescentes de Milão, fundado em 29 de Novembro de 1783 e concluída por volta de 1790.
Cultura e sociedade
Arte figurativa
Milão foi um grande centro artístico ao longo dos séculos. Vários institutos de arte, academias e galerias (como a Accademia di Brera e a Pinacoteca Ambrosiana) existem na cidade.
A arte de Milão floresceu na Idade Média, e com a família Visconti a ser grandes patronos das artes, a cidade se tornou um importante centro de arte gótica e Arquitetura (sendo a Catedral de Milão o trabalho mais formidável da cidade de arquitetura gótica). Além disso, a família Sforza, entre os século XIV e XV, foi outro período em que flore sceu a arte ea arquitetura. O Castelo Sforza tornou-se sede de uma corte renascentista elegante, enquanto grandes obras, como o Ospedale Maggiore, o hospital público projetado por Filarete foram construídos, e os artistas do calibre de Leonardo da Vinci vieram para trabalhar em Milão, deixando obras de valor inestimável , como o afresco da Última Ceia e o Codex Atlanticus. Bramante também chegou a Milão para trabalhar na construção de algumas das mais belas igrejas da cidade, em Santa Maria delle Grazie a bela tribuna luminada foi feita por Bramante, como a igreja de Santa Maria presso San Satiro.
A cidade foi afetada pela Barroco nos séculos XVII e XVIII, e apresentou inúmeros grandes artistas, arquitetos e pintores desse período, como Caravaggio. A obra-prima barroca de Caravaggio "Cesta de Frutas" foi realizada em Milão, na Biblioteca Ambrosiana e sua "Ceia de Emaús" é realizada na Accademia di Brera. Milão se tornou um grande centro artístico europeu durante o período romântico, quando o romantismo milanês foi influenciado pelos austríacos, que governavam Milão no momento. Provavelmente a mais notável de todas as obras de arte romântica realizada em Milão, é "The Kiss", por Francesco Hayez, que foi realizada na Accademia di Brera.
Milão e toda a Itália, foi mais tarde, no século XX, influenciada pelo Futurismo. Filippo Marinetti, fundador do futurismo italiano, escreveu em seu "Manifesto Futurista" (em italiano, Manifesto del futurismo) de 1909, que Milão foi " Grande … tradizionale e futurista" ("grande … tradicional e futurística", em português). Umberto Boccioni foi também um artista futurista importante da cidade. Hoje, Milão é um importante sede internacional de arte moderna e contemporânea, com inúmeras exposições modernas.
Design
Milão é uma das capitais internacionais de design moderno e industrial, e é considerada uma das cidades mais influentes do mundo nesta área. A cidade é particularmente bem conhecida por seu mobiliário antigo e moderno de alta qualidade e bens industriais. Milão organiza a FieraMilano, a maior da Europa, e um dos mais conceituados design mobiliário do mundo. Milão acolhe também os mais conceituados eventos relacionados a arquitetura e design, tais como o "Fuori Salone" e o "Salone del Mobile".
Na década de 1950 e 60, sendo o principal centro industrial de Itália e uma das cidades mais progressistas e dinâmicas da Europa continental, Milão tornou-se, juntamente com Turim, capital italiana de design e arquitetura no pós-guerra. Arranha-céus, como o Pirellone e a Torre Velasca foram construídas, e arquitetos como Bruno Munari, Lucio Fontana, Enrico Castellani e Piero Manzoni, para citar alguns, viviam ou trabalhavam na cidade.
Literatura
No final do século XVIII, e durante todo o século XIX, Milão foi um importante centro de discussão intelectual e criatividade literária. O Iluminismo encontrou aqui um terreno fértil. Cesare Beccaria, com sua famosa Dei delitti e delle pene, Pietro Verri, com o jornal Il Caffè eram capazes de exercer um influência considerável sobre cultura na nova classe média, graças também a uma mente aberta da administração austríaca. Nos primeiros anos do século XIX, os ideais do Romantismo fez o seu impacto na vida cultural da cidade e seus principais escritores debateram a poesia do Clássico contra a poesia do Romantismo. Aqui, também, Giuseppe Parini e Ugo Foscolo publicaram suas obras mais importantes, e fotam admirados por jovens poetas como mestres da ética, bem como da habilidade literária. O poema Dei sepolcri de Foscolo foi inspirado por uma lei napoleônica que contra a vontade de muitos de seus habitantes, foi sendo estendida para a cidade.
Na terceira década do século XIX, Alessandro Manzoni escreveu seu romance I Promessi Sposi, considerado o manifesto do romantismo italiano, que encontrou em seu centro de Milão . A revista Il conciliatore publicou artigos de Silvio Pellico, Giovanni Berchet, Ludovico di Breme, que estavam todos românticos na poesia e patrióticos na política.
Após o Unificação da Itália em 1861, Milão perdeu sua importância política, apesar disso, manteve uma espécie de posição central nos debates culturais. Novas idéias e movimentos de outros países da Europa foram aceites e discutidas: assim Realismo e Naturalismo deu à luz a um movimento italiano, Verismo . O maior verista romancista, Giovanni Verga, nasceu na Sicília, mas escreveu seus livros mais importantes em Milão.
Música e Artes
Milão é mais importante centro das artes do espectáculo do país e um dos maiores do mundo, principalmente Ópera. O teatro La Scala de Milão, considerado um dos teatros de ópera de maior prestígio no mundo, e ao longo da história tem acolhido as estreias de várias óperas, tais como Nabucco de Giuseppe Verdi em 1842, La Gioconda por Amilcare Ponchielli, Madama Butterfly por Giacomo Puccini em 1904, Turandot por Giacomo Puccini em 1926 e, mais recentementeTeneke, de Fabio Vacchi em 2007, para citar apenas alguas. Outros principais teatros de Milão incluem o Teatro degli Arcimboldi, Teatro Dal Verme, Teatro Lirico (Milão) e o Teatro Regio Ducal. A cidade também tem uma renomada orquestra sinfônica e um conservatório musical, e tem sido, ao longo da história, um importante centro para a composição musical: vários compositores e músicos famosos, como Gioseppe Caimo, Simon Boyleau, Hoste da Reggio, Verdi, Giulio Gatti-Casazza, Paolo Cherici e Alice Edun são ou foram de, ou chamaram de Milão a sua casa. A cidade também formou inúmeros conjuntos modernos e bandas, como o Dynamis Ensemble, Stormy Six e o Camerata Mediolanense.
Moda
Milão é considerada uma das capitais da moda do mundo, junto com Nova Iorque, Paris, Roma e Londres. A maioria das grandes marcas italianas de moda, tais como Valentino, Gucci, Versace, Prada, Armani e Dolce & Gabbana, atualmente com sede na cidade. Numerosas marcas de moda internacionais também operam lojas em Milão, incluindo a Abercrombie & Fitch uma emblemática loja que se tornou uma atração principal ao consumidor. Milão acolhe também uma semana de moda duas vezes por ano, assim como outros centros internacionais, como Paris, Londres, Tóquio e Nova Iorque. O principal bairro da moda de Milão é a principal upscale "Quadrilatero della moda" (literalmente, "quadrilátero da moda"), onde as ruas comerciais da cidade de maior prestígio (Via Montenapoleone, Via della Spiga, Via Sant'Andrea, Via Manzoni e Corso Venezia) estão ali. A Galleria Vittorio Emanuele II, a Piazza del Duomo, Via Dante e Corso Buenos Aires são outras ruas e praças comerciais importantes. Mario Prada, fundador da Prada nasceu em Milão, ajudando a cidade a cultivar a sua posição como capital da moda mundial.
Feriados
• 18 março - 22 março: Comemoração da revolução de 1848 ou o cinco dias de Milão.
• 25 de abril: a libertação de Milão, da ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial.
• 7 de dezembro: Festa de Santo Ambrósio (Festa di Sant'Ambrogio).
• 12 de dezembro: Comemoração dos atentados a Piazza Navona.
Língua
Além do italiano, cerca de um terço da população do oeste da Lombardia pode falar o dialeto lombardo ocidental, também conhecido como Insúbrico. Em Milão, alguns nativos da cidade podem falar o tradicional Milanese linguagem que seja a variedade urbana do lombardo ocidental, que não deve ser confundida com a variedade regional da língua italiana influenciada pelo Milanese.
Religião
A população de Milão, como o da Itália como um todo, é predominantemente católica. É a sede da Arquidiocese de Milão. Outras religiões praticadas são: Igrejas Ortodoxas, budismo, judaísmo, Islão e Protestantismo.
Milão tem o seu próprio rito católico histórico conhecido como o Rito Ambrosiano. Ele varia ligeiramente do rito católico típico (o romano, usado em todas as outras regiões ocidentais), com algumas diferenças na liturgia e celebrações em massa, e no calendário (por exemplo, a data para a início da Quaresma é comemorada alguns dias após a data comum, assim que o Carnaval tem datas diferentes). O rito Ambrosiano também é praticado em outros locais em torno de Lombardia e no cantão suíço de Lugano.
Outra importante diferença diz respeito a música litúrgica. O canto gregoriano foi totalmente utilizado em Milão e em áreas adjacentes, porque o oficial era o seu próprio canto ambrosiano, definitivamente estabelecido pelo Concílio de Trento (1545-1563) e mais cedo do que o gregoriano. Para preservar esta música em Milão, foi desenvolvida a schola cantorum, uma faculdade, e um "Instituto em parceria com a Pontifíce Instituto Ambrosiano de Música Sacra (PIAMS)" em Roma.
Cinema
Vários filmes (especialmente italianos) foram gravados em Milão, incluindo"Calmi Cuori Appassionati"',"The International", "La mala ordina", "Milano calibro 9", "Milagre em Milão", "La notte" e "Rocco e Seus Irmãos".
Gastronomia
Como a maioria das cidades da Itália, Milão e sua área adjacente tem sua própria culinária regional, que, como é típico das cozinhas lombardas, utiliza com mais freqüência arroz do que massa, e quase não há tomate. A cozinha milanesa inclui a "cotoletta alla milanese", um bovino à milanesa (carne de porco e de peru pode ser usada) chuleta frita na manteiga (que alguns afirmam ser de origem austríaca, que é semelhante à vienense "Wienerschnitzel", enquanto outros afirmam que a " Wienerschnitzel" é derivada da "cotoletta alla milanese").
Outros pratos típicos são cassoeula (costela de porco e lingüiça com Couve), Ossobuco (pernil bovino cozido com um molho chamadoGremolata), risotto alla milanese (com açafrão e carne de medula), busecca (dobradinha com feijão), e Brasato (carne bovina ou de porco estufado com vinho e batatas). comidas de temporadas relacionadas com pastelaria incluem chiacchiere (fritos e polvilhado scom açúcar) e tortelli (bolinhos fritos esféricos) de carnaval, colomba (bolo em forma de pomba) para Páscoa,pane dei morti ("pão do dia dos mortos", biscoitos aromatizados com canela) para o Dia de Finados e o panetone para o Natal.
O salame milano, um salame com um grão muito fino, é difundido em toda a Itália. O queijo milanês mais conhecido é o gorgonzola da cidade homônima nas proximidades, embora hoje os principais produtores de gorgonzola operam no Piemonte.
Em adição a uma cozinha única, Milão tem vários restaurantes e cafés renomados pelo mundo. A maioria dos restaurantes mais finos e de alta-classe são encontradas no centro histórico, enquanto os mais populares e tradicionais estão localizados principalmente nos distritos de Brera e Navigli. Hoje, há também um restaurante Nobu japonês em Milão, que está localizado no Armani World em Via Manzoni e é considerado como sendo um dos mais elegantes restaurantes da cidade. Um dos cafés ou pasticcerie mais chiques da cidade é o Cova Caffé, um café milanês antigo fundad em 1817 perto do Teatro alla Scala, que também abriu franquias em Hong Kong. O Caffè Biffi e o Zucca no Galleria são também famosos e históricos "caffes", que estão situados em Milão. Outros restaurantes de Milão incluem o Hotel Four Seasons restaurante, "La Briciola", o Marino alla Scala e o Chandelier. Hoje, há também um restaurante fast-food da McDonald's na Galleria Vittorio Emanuele II, e alguns novos boutique cafés, como o Just Cavalli Café em Via della Spiga, de propriedade da marca de artigos de moda de luxo Roberto Cavalli.
Ciência e tecnologia

Milão foi durante muito tempo foi um importante centro científicos nacional e europeu. Como uma das primeiras cidades industrializadas italianas, a ciência moderna em Milão desenvolvida no final dos anos 1800 e início dos anos 1900, quando a cidade se tornou uma das chamadas "cidades" laboratório, juntamente com Bruxelas, Londres, Paris e outros grandes centros económicos e industriais no continente. Após uma concorrência séria com o vizinho Ateneu científico de de Pavia (onde Albert Einstein passou alguns de seus anos de estudo), Milão começou a desenvolver um sector de tecnologia e ciência de ponta e começou a fundar diversas academias e instituições. Acontecimentos relacionados à ciência, que também ocorreu em Milão foi o Concurso Europeu para Jovens Cientistas, realizada na cidade em 13 de Setembro de 1997, na Feira de Ciências na Stelline Fondazione. Provavelmente o observatório mais importante e antigo de Milão é o Observatório Astronómico de Brera, que foi fundado pelos Jesuítas em 1764, e foi executado pelo governo desde uma lei foi aprovada em 1773.
Esportes
A cidade sediou, entre outros eventos, a Copa do Mundo da FIFA em 1938 e 1990 e a a final do Campeonato Europeu da UEFA em 1980(atual Liga dos Campeões).
Milão possui duas grandes equipes de futebol e ambas jogam no Estádio Giuseppe Meazza, popularmente conhecido como estádio San Siro, por estar localizado na zona urbana de mesmo nome. São elas:
• A. C. Milan "Milan".
• Internazionale "Inter".
Muitos jogadores de futebol italiano famosos nasceram em Milão e em sua região metropolitana, alguns deles são: Valentino Mazzola, Paolo Maldini, Giuseppe Meazza, Giacinto Facchetti, Luigi Riva, Gaetano Scirea, Giuseppe Bergomi, Walter Zenga, Antonio Cabrini, Roberto Donadoni, Gianluca Vialli, Silvio Piola, Gabriele Oriali e Giovanni Trapattoni.

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Veneza
Veneza (em italiano: Venezia, em vêneto: Venezsia) é uma cidade e comuna italiana da região do Vêneto, província de Veneza no nordeste de Itália. Tem cerca de 266 181 habitantes e é conhecida pela sua história, canais, museus e monumentos. A comuna de Veneza estende-se por uma área de 412 km2, incluindo as ilhas de Murano, Burano e outras na lagoa de Veneza, tendo uma densidade populacional de 646 hab/km2. Faz fronteira com Campagna Lupia, Cavallino-Treporti, Chioggia, Jesolo, Marcon, Martellago, Mira, Mogliano Veneto (TV), Musile di Piave, Quarto d'Altino, Scorzè, Spinea. A parte de Veneza em terra firme é a fracção comunal de Mestre.
A cidade foi formada num arquipélago da laguna de Veneza, no golfo de Veneza, no noroeste do mar Adriático. Tornou-se uma potência comercial a partir do século X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa. Foi uma das cidades mais importantes da Europa, com uma história rica e complexa e um império de influência mundial comandado pelos doges, os líderes da cidade. Como cidade comercial, tinha várias feitorias e controlava várias rotas comerciais no Levante. Eram suas feitorias cidades como Negroponto e Dyrrhachium (atual Durrës), assim como ilhas inteiras: Creta, Rodes, Cefalônia e Zante, por exemplo. O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo.
O patrono da cidade é São Marcos (festa em 25 de abril). A festa do povo do Véneto é celebrada em 25 de março, data da fundação da cidade.
É classificada como Património da Humanidade pela UNESCO. Dos muitos monumentos e locais turísticos existentes, destacam-se a imponente Basílica de São Marcos, na adjacente Praça de São Marcos, a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal, construída em 1588 segundo projeto de Antonio da Ponte, a Ca' d'Oro e numerosas igrejas e museus.
Veneza é ainda famosa pelos seus certames internacionais, como o Festival de Cinema e a Bienal de Artes, pela Regata Histórica, que ocorre no primeiro domingo de setembro, pelo fabrico de vidro, pelo Carnaval de Veneza, pelos casinos e pelos seus passeios românticos, levando muitos casais a passarem suas luas-de-mel.
Nesta cidade nasceram os Papas Gregório XII, Eugênio IV, Paulo II, Alexandre VIII, Clemente XIII e Pio X, além de numerosos artistas e arquitetos como Antonio Vivarini (1440-1480), Antonio da Ponte (1512-1595), Tintoretto (1518-1594) e Canaletto (1697-1768). No campo da música, foi aqui que nasceu e viveu Antonio Vivaldi (1678-1741).

Etimologia
O nome Veneza está relacionado com o povo conhecido como Vênetos, talvez o mesmo povo chamado por Homero de Eneti (Ενετοί). O significado da palavra é incerto. As conexões com o verbo "venire" (chegar) e (Eslo)vénia são fantasias.
História
Embora não haja nenhum registo histórico que lide diretamente com as origens de Veneza, os elementos disponíveis fizeram com que vários historiadores concordassem com a teoria de que a população original de Veneza era formada por refugiados de cidades romanas como Pádua, Aquileia, Altino e Concórdia (moderna Portogruaro), que fugiam das sucessivas invasões germânicas e hunas à Península Itálica no século V. Mais tarde, algumas fontes históricas romanas revelaram a existência de pescadores nas ilhas da lagoa de Veneza. Eles são referidos como incola lacunae (habitantes da lagoa).
Começando em 166-168, os Quados e os Marcomanos destruíram a atual Oderzo. As defesas romanas foram derrubadas no início do século V pelos Visigodos e, cerca de 50 anos depois, pelos hunos liderados por Átila. A mais duradoura invasão foi a dos lombardos em 568. A leste, o Império Bizantino estava estabelecendo domínios na região do atual Vêneto e as principais entidades administrativas e religiosas do império na Península Itálica foram transferidas para este domínio. Foram construídos novos portos nos domínios, incluindo Malamocco e Torcello na lagoa de Veneza.
O domínio bizantino na Itália Central e Setentrional posteriormente foi eliminado em grande medida pela conquista do Exarcado de Ravenna em 715 por Astolfo. Durante este período, a sede local do governo bizantino (a residência do "duque/doux", depois chamado de doge), foi situada em Malamocco.
Em 775-776, a sede do bispado de Olivolo (Helipolis) foi criada. Durante o reinado do doge Agnello Participazio (811-827), a sede ducal foi movida de Malomocco para a ilha protegida de Rialto (de "rivoalto", isto é, costa alta).
Os doges
O doge era o primeiro magistrado da República de Veneza. Os seus atributos simbólicos eram ainda reminiscências do Império Bizantino.
O poder dos doges foi sempre limitado pelos venezianos, através, por exemplo, do promissio ducalis, uma carta de princípios e promessas que deviam jurar na data de entrada em funções. O texto foi fixado em 1172, quando foi eleito Enrico Dandolo, e foi alvo de alterações em 1192 e 1229. A partir deste último ano, a eleição do doge ficou submetida ao exame do Conselho dos Cinco Correctores. A partir de 1501, a promissio foi lida todos os anos ao doge em funções. Em 1646, a dogeza (a mulher do doge) foi interdita à coroação. Durante o século XVII, os membros da família do doge estavam interditos na magistratura e embaixadas venezianas.
O primeiro título de doge em Veneza foi dado no século IX como dux Veneciarum ("chefe dos Venezianos"), título que se manteve durante toda a existência do cargo.
Do século IX ao século XII, os doges juntaram ao título os de dux Croatorum ("chefe dos croatas"), dux Dalmatinorum (chefes dos dálmatas), totius Istriæ dominator ("soberano de toda a Ístria"), dominator Marchiæ ("soberano das Marcas"), traduzindo assim o domínio veneziano no mar Adriático. Em 1095, o epitáfio do doge Vitale Faliero de Doni proclamava-o mesmo rex et corrector legum ("rei e promulgador das leis").
Enrico Dandolo, no fim do século XII, intitulava-se dominator quarte et dimidie partis totius Imperii Romanie ("soberano de um quarto e meio de todo o Império Romano"). O título prolongou-se até 1356 e foi abandonado por Giovanni Delfino.
Expansão
A influência política de Veneza foi marcante na história da Europa, sobretudo quando a partir da Alta Idade Média se expandiu graças ao controlo do comércio com o Oriente e aos benefícios que daí vinham. Essa expansão deu-se sobretudo na zona do mar Adriático e do Mar Egeu. O apogeu de Veneza alcançou o zénite na primeira metade do século XV, quando os venezianos começaram a expandir-se pela Itália oriental, como resposta ao ameaçador avanço de Gian Galeazzo Visconti, duque de Milão.
Veneza soube aproveitar todas as mudanças que ocorreram no mundo ocidental:
• Aliou-se com os francos contra os longobardos.
• Aliou-se com o Império Bizantino contra os normandos.
• Foi benevolente e tolerante com o Islão, de tal modo que ao estar o Império Bizantino em guerra com os árabes este não podia comerciar sem grandes riscos, e foi nessa ocasião que os navios venezianos partiram para Alexandria, Beirute e Jaffa, monopolizando aquele comércio.
Decadência
A queda de Constantinopla em 1453 marcou o princípio da decadência. A descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama (1498) e a descoberta da América por Cristóvão Colombo (1492) deslocaram as rotas de comércio e Veneza viu-se obrigada a sustentar uma luta esgotante contra os turcos otomanos. Em 1797, foi invadida pelas tropas de Napoleão Bonaparte. Com a assinatura do tratado de Campofórmio, dividiu-se o seu território entre França e Império Habsburgo.
Veneza está rodeada de lagoas de pouco profundidade, e isso valeu-lhe sempre como excelente defesa. Nas suas águas encalhavam facilmente os navios que não conheciam os fundos. Era também uma cidade entrincheirada protegida por grandes muralhas. As "muralhas" de Veneza são os perigosos bancos de areia que ficam quase a descoberto na baixa-mar. Para chegar a Veneza vindo do mar Adriático, é preciso conhecer as passagens, que em tempos de paz eram assinaladas com fileiras de estacas com luzes à noite.
Geografia

Veneza ocupa uma localização excepcional numa lagoa do Mar Adriático, a [ lagoa de Veneza]. O principal núcleo da cidade, o seu centro histórico, é constituído por um conjunto de ilhas no centro da lagoa, com um total de 60 053 habitantes. A estas ilhas no centro da lagoa há que juntar outras no estuário (30 295 residentes) e também na parte continental (180 661 residentes), que com os seus 130,03 km², representam cerca 83% da área emersa do território.
A cidade está coberta por 177 canais, 400 pontes e 118 ilhas, estando localizada entre a foz do rio Ádige (a sul) e do rio Piave (a norte). O centro histórico é totalmente pedonal, atuando como canais rodoviários, bem como os diferentes barcos, que são os únicos meios de transporte na zona. O centro histórico sempre esteve isolado de terra firme (algo que em numerosas ocasiões representou um eficiente sistema de defesa) até 1846, quando foi construída a ponte ferroviária. Em 1933, a Ponte della Libertà, com 4 km trouxe para a entrada da cidade o tráfego rodoviário, ligando Mestre à Piazzale Roma. A cidade dista cerca de 37 km de Treviso e 40 km de Pádua.
As outras principais ilhas da lagoa são: Lido, Murano, Burano e Torcello. Outras ilhas menores são São Miguel (a ilha do cemitério da cidade), Santo Erasmo, Mazzorbo, La Vignole, Certosa São Francisco do Deserto, São Giacomo em Paludo, São Servolo, São Lazzaro degli Armeni e Giudecca.
Clima
O clima de Veneza, como o vale do rio Pó, tende para o regime continental, e pode ter Invernos rigorosos e Verões quentes. A chuva pode atingir o valor máximo no Verão, com tempestades.
Demografia
Em 2009 estimava-se em 380.000 o número de residentes em Veneza, dos quais 52,5% do sexo feminimo. A razão de crianças e jovens até aos 18 anos de idade era de 14,36% e a de pensionistas 25,7 percent. A média de idades dos residentes na cidade era de 46 anos, superior à do país. Entre 2002 e 2007, a população decresceu 0,2%, e no resto do país registou-se um aumento de 3,85%.
Em 2006, 93,70% da população era constituída por italianos. O grupo imigrante mais numeroso era de europeus de outras nacionalidades, como os romenos, com 3,26%, sul-asiáticos: 1,26%, e leste-asiáticos: 0,9%). O culto religioso é maioritariamente católico, mas devido à imigração há algumas pequenas comunidades cristãs ortodoxas, islâmicas, hinduístas e budistas.
Política
Veneza tem acordos de cooperação com a cidade grega de Tessalónica, a cidade alemã de Nuremberga, assinado em 25 de setembro de 1999, e a cidade turca de Istambul, assinado em 4 de março de 1993, no âmbito da Declaração de Istambul de 1991. Tem também uma parceria de Ciência e Tecnologia, com Qingdao, na China.
A cidade de Veneza e a Associação Central de Cidades e Comunidades da Grécia (KEDKE) estabeleceram, em janeiro de 2000, nos termos do Regulamento CE n. 2137/85, o Agrupamento Europeu de Interesse Económico (AEIE) - Sistema Marco Polo, que tem por objetivo promover e realizar projetos europeus no âmbito cultural e turístico no campo transnacional, especialmente previsto para a preservação e salvaguarda do património artístico e arquitectónico.
Subdivisões


A comuna de Veneza não está dividida, ao contrário do que é comum em Itália, em frações comunais. O centro da cidade segue uma tradição de divisão em bairros chamados sestieri (plural de sestiere). Os sestieri do centro histórico são os seis seguintes:
• Cannaregio - o sestiere mais setentrional de Veneza. É neste sestiere que termina a Ponte della Libertà que liga a cidade ao continente e a estação ferroviária de Venezia Santa Lucia.
• Castello - o mais oriental.
• Dorsoduro (inclui a ilha Giudecca) - o sestiere mais meridional de Veneza. Fica a sul dos sestieri de Santa Croce e San Polo, englobando as ilhas situadas do outro lado do canal da Giudecca, à exceção da ilha de San Giorgio Maggiore que pertence ao sestiere de San Marco. O seu nome provém da natureza do terreno, mais duro que as terras envolventes.
• San Marco - constitui o coração da fundação da Sereníssima e inclui a Praça de São Marcos, a Basílica e o Campanário.
• San Polo - o mais pequeno, de um dos lados da ponte de Rialto.
• Santa Croce - o mais ocidental, que pertencia à zona chamada Luprio, onde se encontravam os pântanos salgados nos primeiros tempos da história de Veneza.
Infra-estrutura
Transportes

Veneza é mundialmente famosa pelos seus canais. A cidade foi construída sobre um arquipélago de 118 ilhas formadas por cerca de 150 canais numa lagoa rasa. As ilhas em que a cidade é construída são ligadas por cerca de 400 pontes. No velho centro, os canais servem a função de estradas, e de qualquer forma de transporte sobre a água ou a pé. No século XX, um aterro permitiu uma ligação ao continente, a construção da estação ferroviária de Venezia Santa Lucia em Veneza, uma estrada para automóveis e um estacionamento. Para além destas ligações para o continente no extremo norte da cidade, o transporte dentro da cidade continua a ser, como foi em séculos passados, inteiramente na água ou em pé. Veneza é a maior urbe da Europa com áreas livres para carros, única na Europa, permanecendo um considerável funcionamento da cidade no século XXI totalmente sem carros ou camiões.
Transporte público
Azienda Trasporti Consorzio Veneziano (ACTV) é o nome do sistema de transporte público em Veneza. Ele combina tanto o transporte terrestre, com autocarro, e o canal de viagens, com barcos-autocarros (vaporetti). No total, existem 25 rotas que ligam vários pontos na cidade.
Cursos de água

O barco clássico veneziano é a gôndola, mas agora é mais utilizado por turistas, ou para casamentos, funerais ou outras cerimónias. A maioria dos venezianos agora viaja em barcos motorizados (vaporetti) que fazem viagens regulares ao longo das rotas principais dos canais da cidade e entre ilhas. A cidade também tem muitas embarcações privadas. As únicas gôndolas ainda de uso comum pelos venezianos são os Traghetti, onde os passageiros atravessam o Grande Canal em determinados momentos, sem pontes. Os visitantes podem ainda tomar os barcos-táxis entre áreas da cidade.
Aeroportos

Veneza é servida pelo recentemente reconstruído Aeroporto Internacional Marco Polo, ou Aeroporto de Veneza Marco Polo, nomeado em homenagem ao seu famoso cidadão. O aeroporto está situado no continente e foi reconstruído um pouco longe da costa, no entanto, os barcos-táxis ou os barcos da Alilaguna para Veneza servem os terminais a cada sete minutos.
Algumas companhias do mercado, como o Aeroporto de Treviso em Treviso, a 20 km de Veneza, servem como entrada para Veneza. Alguns voos simplesmente anunciam "Veneza", sem nomear o aeroporto, exceto no papel dos bilhetes.
Automóveis
Veneza é praticamente uma zona sem carros, por ser construída sobre a água. Os veículos podem atingir o terminal para carros/autocarros através da Ponte della Libertà (SR11). A ponte inicia-se a oeste do Mestre. Existem dois parques de estacionamento que servem a cidade: Tronchetto e Piazzale Roma. os carros podem ser estacionados ali 24 horas por dia, em que o preço a pagar é de cerca de 25 euros por dia. Um ferry para Lido serve o parque de estacionamento de Tronchetto e é servido por autocarros e vaporetti, como transportes públicos.


Cultura
A influência de Veneza estendeu-se naturalmente ao nível cultural ao longo da História. Exemplos disso são as telas para pintura, inventadas na cidade, inovações no fabrico do vidro, o papel dominante da Escola Veneziana na música europeia do século XVI, o grande número de impressores da cidades, ou as palavras de origem veneziana, relacionadas com a toponímia local ou características próprias da cidade, e que entraram no vocabulário de muitas línguas europeias: arsenal, ciao, gueto, gôndola, lazareto, laguna, lido, quarentena, Montenegro ou regata. O diminutivo de Veneza deu ainda lugar à designação da Venezuela, que significa "pequena Veneza".
Veneza é na atualidade uma cidade de artes por excelência, devendo a sua fama mundial à simples condição de ser uma cidade construída sobre a água, com canais em vez de ruas, e é tomada como modelo de comparação com todas as cidades com canais, como por exemplo Amesterdão (A Veneza do Norte) ou na China, onde Suzhou é dita Veneza do Oriente, ou Aveiro (A Veneza de Portugal), ou a Little Venice de Londres, assim chamada por causa dos canais. Há um estado que tem o seu nome etimologicamente ligado a Veneza: a Venezuela, assim chamada pelo navegador florentino Américo Vespucci por causa das aldeias palafitas que viu.
Arquitetura
Era a Veneza na Ponte dos Suspiros; um palácio de um lado, do outro uma prisão; vede o seu perfil emergir da água como o toque da varinha de um mágico...

O terreno sobre o qual se ergue Veneza fez com que ideias engenhosas permitissem a construção de edifícios e espaços públicos sobre fundações muito difíceis. É necessária a consolidação e a colocação de estacas. O delicado equilíbrio da lagoa, que se ressente com o aporto de sedimentos e de água doce dos rios, da invasão da água do mar e da presença do vento, tornam necessário o controlo do regime das águas ao longo do tempo. Veneza tem intervenções hidráulicas de monta, que pretendem equilibrar o regime de subida das águas, mas frequentemente dá-se o fenómeno da acqua alta, quando as zonas mais baixas da cidade ficam totalmente cobertas por água. O projeto MoSE foi lançado pelo governo italiano para proteger a cidade, com diques e controlo das águas da lagoa vizinha mas é contestado por alguns ambientalistas.
A arquitetura típica veneziana tem um elemento facilmente reconhecível, designado patera, e que é um baixo-relevo ornamental de forma circular.
Pintura
A pintura veneziana teve influência da decoração bizantina e da pintura do norte da Europa, especialmente na pintura a óleo. Entre os pintores venezianos de maior importância encontram-se Antonello da Messina (1430-1479), Giovanni Bellini (1430-1516), Giorgione (1476/78-1510) - que introduziu uma série de pinturas representativas de temas esotéricos e pastorais oníricas, Tiziano (1487/90-1576), considerado o maior dos pintores venezianos, Jacopo Tintoretto (1518-1594) e Veronese (1528-1588).

O Carnaval de Veneza é uma festa carnavalesca que dura dez dias e em que os participantes costumam usar trajes típicos do século XVIII e máscaras. Nesses dias há em geral um acréscimo na já normal grande afluência de turistas à cidade. Interrompido em 1797, foi somente retomado na década de 1980.
Música
Se tivesse de procurar uma palavra que substituísse "música" poderia pensar em "Veneza".
—Friedrich Nietzsche

Veneza é a pátria do célebre compositor barroco Antonio Vivaldi (1678-1741), do compositor Luigi Nono (1924-1990) e do compositor e diretor de orquestra Giuseppe Sinopoli (1946-2001). Claudio Monteverdi, chamado a San Marco pela corte de Mântua reorganizou o coro local e completou os seus madrigais em Veneza. Giovanni Gabrieli (1557-1612) era veneziano. A Benedetto Marcello (1686-1739) foi dedicado o Conservatório de Veneza. A tradição é antiga também no Ospedale della Pietà, escola de música para órfãos onde Vivaldi ensinou. Em 1636, foi aberto o primeiro teatro público pago do mundo, o San Cassiano. O teatro de ópera da cidade é o La Fenice reconstruído após o violento incêndio que o destruiu completamente em 1996. A Bienal de Veneza organiza o Festival de música contemporânea.
Festival de Cinema
O Festival Internacional de Cinema de Veneza (Mostra Internazionale d'Arte Cinematografica) é um festival internacional de cinema que é realizado anualmente desde 1932. O festival acontece no Palazzo del Cinema.
Embora o festival seja anual, ele está englobado no que se designa como Bienal de Veneza, uma exposição internacional de artes de grande projecção internacional.


Pontos turísticos
Museus
Veneza é uma cidade rica em museus, galerias de arte e eventos relacionados. Entre eles incluem-se: a Academia, museu e galeria de arte especializada em arte até ao século XIX, que fica na margem sul do Grande Canal; o Museu Correr, museu municipal que ocupa parte da Ala Napoleónica; a Ca' d'Oro; e a mais recente Coleção Peggy Guggenheim.
Praças
Veneza é conhecida pelas magníficas e muito visitadas praças. Além da grande Praça de São Marcos (com a Basílica e o Campanário de São Marcos), a cidade dispõe de outras praças menores, chamadas "campo" no dialecto da cidade. Exemplos são o Campo Santa Margherita e o Campo San Polo.
Palácios
• Palácio dos Doges
• Palazzi Barbaro
• Ca' Rezzonico
• Ca' d'Oro
• Palácio Contarini del Bovolo
• Palácio Grassi
Igrejas
Veneza é um importante centro do Catolicismo na Itália. A cidade é sede do patriarcado de Veneza (em latim: Patriarchatus Venetiarum) e sede metropolitana da Igreja Católica, pertencente à região eclesiástica de Triveneto. Em 2004 contava 365 332 batizados entre 370 895 habitantes. No presente é regida pelo Cardeal Patriarca Angelo Scola.
A catedral é a Basílica de São Marcos, e a co-catedral é a Basílica de São Pedro de Castello.
A lista de templos cristãos é vastíssima, citando-se apenas os mais significativos.
• Basílica de São Marcos
• Basílica de São Pedro de Castello
• Basílica de Santa Maria Gloriosa dei Frari
• Basílica de Santa Maria da Saúde
• Basílica de São Jorge Maior
• Igreja do Redentor
• Igreja de São Zacarias.
• Basílica de São João e São Paulo
• Igreja de Santa Maria dos Milagres
• Igreja da Madonna dell'Orto
• Igreja de Santo Estêvão
• Igreja de São Sebastião
• Igreja de São Nicolau dei Mendicoli
• Igreja de São Roque
• Igreja de São Pantaleão
• Igreja de São João em Bragora
Pontes
Outros locais
A Biblioteca Marciana é a mais importante biblioteca de Veneza e uma das maiores de Itália. Contém uma das mais ricas colecções de manuscritos do mundo, bem como obras impressas, mapas, e outros documentos que totalizam centenas de milhares de raridades. Ocupa parte dos edifícios da praça de São Marcos na piazzetta dei Leoncini, na margem do Grande Canal.
Outro ponto turístico é, no sestiere de Castello, o Arsenal de Veneza, estaleiro onde eram construídos os grandes navios comerciais e de guerra da Sereníssima República.


Império Romano


O Império Romano é a fase da história da Roma Antiga caracterizada por uma forma autocrática de governo. O Império Romano sucedeu a República Romana que durou quase 500 anos (509 a.C. – 27 a.C.) e tinha sido enfraquecida pelo conflito entre Caio Mário e Sulla e pela guerra civil de Júlio César contra Pompeu.
Muitas datas são comumente propostas para marcar a transição da República ao Império, incluindo a data da indicação de Júlio César como ditador perpétuo (44 a.C.), a vitória do herdeiro de Otávio na Batalha de Áccio (2 de setembro de 31 a.C.), ou a data em que o senado romano outorgou a Otávio o título honorífico Augusto (16 de janeiro de 27 a.C.).
Também a data do fim do Império Romano é atribuída por alguns ao ano 395, com a morte de Teodósio I, após a qual o império foi dividido em pars occidentalis e pars orientalis. A parte ocidental, o Império Romano do Ocidente terminou, por convenção, em 476, ano em que Odoacro depôs o último imperador Rômulo Augusto, ou mais precisamente até a morte do seu predecessor, Júlio Nepos, que se considerava ainda imperador (a assim era considerado por seu par oriental). Já o Império Romano do Oriente perdurou até a queda de Constantinopla pelos turcos otomanos em 1453.
Assim, Império Romano tornou-se a designação utilizada por convenção para referir ao estado romano nos séculos que se seguiram à reorganização política efectuada pelo primeiro imperador, César Augusto. Embora Roma possuísse colónias e províncias antes desta data, o estado pré-Augusto é conhecido como República Romana.

Definição e conceito do Império Romano
As duas datas indicadas como início (27 a.C.) e fim (395) convencionais de um Império Romano unitário, como frequentemente sucede em definições de períodos históricos, são puramente arbitrários. Em particular por três razões: seja porque não houve jamais um fim verdadeiro e formal da Res publica romana, cujas instituições jamais foram abolidas, mas simplesmente transferido o poder efetivo ao imperador; seja porque nos 422 anos desse intervalo se sucederam duas fases de organização e legitimização do poder imperial profundamente diferentes, o Principado e o Dominato; seja porque mesmo depois da divisão do império em duas partes as instituições continuaram a sobreviver, uma até a deposição do último césar do Ocidente, Rômulo Augusto, em 476 (ou mais precisamente até à morte do seu predecessor, Júlio Nepos, que se considerava ainda imperador), a outra perpetuando-se por mais um milênio na entidade mais tarde chamada, por convenção Império Bizantino. O ano de 476 foi considerado, por convenção, como data de passagem entre a Antiguidade e a Idade Média.
Os historiadores fazem a distinção entre o principado, período de Augusto à crise do terceiro século, e o domínio ou dominato que se estende de Diocleciano até a queda do Império Romano do Ocidente. Durante o principado (do latim princeps, "primeiro"), a natureza autocrática do regime era velada por designações e conceitos da esfera republicana, manifestando os imperadores relutância em se assumir como poder imperial. No dominato (de dominus, "senhor"), pelo contrário, estes últimos exibiam claramente os sinais do seu poder, usando coroas, púrpuras e outros ornamentos simbólicos do seu status.
Roma antes do Império
As origens da cidade de Roma
Descobertas arqueológicas indicam que a área de Roma já era habitada em 1400 a.C..
Os antigos povos que habitavam a região do Lácio, nas proximidades de Roma, desenvolveram uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios (nobres proprietários de terras) e plebeus (comerciantes, artesãos e pequenos proprietários). O sistema político era a monarquia: a cidade era governada por um rei, originalmente de origem latina, porém os últimos reis do período monárquico foram de origem etrusca.
Os romanos deste período eram politeístas, venerando deuses semelhantes aos dos gregos (embora com nomes diferentes). Os gregos também influenciavam, juntamente com os etruscos, as primeiras formas de arte realizadas pelos romanos deste período.
A origem lendária
Conforme a versão lendária da fundação de Roma, relatada em diversas obras literárias romanas, tais como a História de Roma, de Tito Lívio, e a Eneida, do poeta Virgílio, Enéias, príncipe troiano filho de Vénus, fugindo de sua cidade, destruída pelos gregos, chegou ao Lácio e se casou com uma filha de um rei latino.
Seus descendentes, Rómulo e Remo, filhos de Réia Sílvia, rainha da cidade de Alba Longa, com o deus Marte, foram jogados por Amúlio, rei da cidade, no rio Tibre. Mas foram salvos por uma loba que os amamentou, tendo sido, em seguida, encontrados por camponeses. Conta ainda a lenda que, quando adultos, os dois irmãos voltaram a Alba Longa, depuseram Amúlio e em seguida fundaram Roma, em 753 a.C.. A data tradicional da fundação (21 de abril de 753 a.C.) foi convencionada bem mais tarde por Públio Terêncio Varrão, atribuindo uma duração de 35 anos a cada uma das sete gerações correspondentes aos sete mitológicos reis. Segundo a lenda, Rômulo matou o irmão e se transformou no primeiro rei de Roma.
Monarquia Romana (753 a.C a 509 a.C)
A Realeza ou Monarquia romana é a expressão utilizada para definir o estado romano desde a sua fundação à queda da monarquia em 509 a.C., quando o último rei, Tarquínio, o Soberbo (último dos reis Tarquínios), foi expulso, instaurando-se a República Romana. A documentação desse período é precária, e até mesmo o nome dos reis são desconhecidos, citando-se apenas os reis lendários, apresentados nas obras de Virgílio ("Eneida") e Tito Lívio ("História de Roma").
República Romana (509 a.C a 27 a.C.)
República Romana (do latim res publica, "coisa pública") é a expressão utilizada por convenção para definir o Estado romano e suas províncias desde o fim do Reino de Roma em 509 a.C. (quando o último rei foi deposto) ao estabelecimento do Império Romano em 27 a.C..
O surgimento do Império

O surgimento do Império veio como consequência do esforço de expansão crescente de Roma durante os séculos III e II a.C.. Segundo alguns historiadores, a população sob o domínio de Roma aumentou de 4 milhões em 250 a.C. para 60 milhões em 30 a.C., o que ilustra como Roma teve o seu poder ampliado nesse período, de 1,5% da população mundial, para 25%.
Nos últimos anos do século II a.C., Caio Mário transformou o exército romano num exército profissional, no qual a lealdade dos soldados de uma legião era declarada ao general que a liderava e não à sua pátria. Este fato, combinado com as numerosas guerras que Roma travou nos finais da República (Invasão dos Cimbros e Teutões, Guerras Mitridáticas, entre outras, a culminar nas guerras civis do tempo de César e Augusto) favoreceu o surgimento de uma série de líderes militares (Lúcio Cornélio Sulla, Pompeu, Júlio César), que, apercebendo-se da força à sua disposição, começam a utilizá-la como meio de obter ou reforçar o seu poder político.
As instituições republicanas encontravam-se em crise desde o princípio do século I a.C., quando Sulla quebrou todas as regras constitucionais ao tomar a cidade de Roma com o seu exército, em 82 a.C., para se tornar ditador vitalício de seguida. Sulla resignou e devolveu o poder ao Senado Romano, mas no entanto, o precedente estava lançado.
Esta série de acontecimentos culminou no Primeiro Triunvirato, um acordo secreto entre César, Pompeu e Crasso. Tendo este sido desfeito após a derrota de Crasso em Carrhae (53 a.C.), restavam dois líderes influentes, César e Pompeu; estando Pompeu no lado do Senado, este declarou César inimigo de Roma, ao que César respondeu, atravessando o Rubicão e iniciando a Guerra Civil. Tendo vencido Pompeu em Farsália (Agosto 48 a.C.) e as restantes forças opositoras em Munda (45 a.C.), tornou-se efetivamente a primeira pessoa a governar unipessoalmente Roma, desde o tempo da Monarquia. O seu assassinato pouco tempo depois (Março 44 a.C.), às mãos dos conspiradores liderados por Marco Júnio Bruto e Caio Cássio Longino, terminou esta primeira experiência de governo unipessoal do estado romano.
Por esta altura, já a República tinha sido decisivamente abalada, e após a derrota final dos conspiradores, o surgimento do Segundo Triunvirato, entre Octávio, Marco António e Lépido, e a sua destruição na Guerra Civil seguinte, culminando na decisiva Batalha de Áccio (31 a.C.), deixou Octávio como a única pessoa com poder para governar individualmente Roma, tornando-se efectivamente no primeiro imperador romano, fundando uma dinastia (Júlio-Claudiana) que só a morte de Nero (68 d.C.) viria a terminar.
Uma vez que o primeiro imperador, César Augusto, sempre recusou admitir-se como tal, é difícil determinar o momento em que o Império Romano começou. Por conveniência, coloca-se o fim da República em 27 a.C., data em que César Augusto adquire este cognome e em que começa, oficialmente, a governar sem parceiros. Outra corrente de historiadores coloca o princípio do Império em 14 d.C., ano da morte de Augusto e da sua sucessão por Tibério.
Nos meios académicos, discutiu-se bastante a razão pela qual a sociedade romana, habituada a cerca de cinco séculos de república, aceitou a passagem a um regime monárquico sucessório. A resposta centra-se no estado endêmico de guerra civil que se vivia nos anos prévios a Augusto e no longo reinado de quarenta e cinco anos que se seguiu, notável pela paz interna. Com a esperança de vida média em cerca de quarenta e cinco anos, à data da morte de Augusto, o cidadão romano médio não conhecia outra forma de governação e estava já preparado para aceitar um sucessor.
O reinado de Augusto

O reinado de Augusto é considerado por todos os historiadores como um período de prosperidade e expansão. A nova estrutura política criada por Augusto designa-se por "principado", sendo o chefe do império designado por princeps civium (o primeiro dos cidadãos) e ao mesmo tempo princeps senatus (o primeiro do Senado). O termo princeps está na origem da palavra "príncipe", que não era o título do chefe do Estado. O título era César e foi este que Augusto e seus sucessores adoptaram.
Augusto era também comandante-chefe do exército e decidia a guerra ou a paz e auto-nomeou-se "tribuno por toda a vida". Augusto, que não era especialmente dotado para a estratégia, mas tinha bons generais como Agripa na sua confiança, anexou oficialmente o Egipto, que já estava sob domínio romano havia 40 anos, toda a península Ibérica, a Panónia, a Judeia, a Germânia Inferior e Superior e colocou as fronteiras do Império nos rios Danúbio e Reno, onde permaneceram por 400 anos.
O império que Augusto recebeu era vasto e heterogêneo, com várias línguas e vários povos. O grego era a língua mais falada nos territórios orientais, e o latim progredia pouco nestes territórios, mas nos territórios ocidentais era a língua mais falada. Augusto passou a tratar todos os habitantes do império como iguais e visitou várias zonas para verificar quais os problemas de cada província, assim estas floresceram e atingiram o máximo do seu desenvolvimento.
Fontes sobre a era de Augusto

A era de Augusto é mais pobremente documentada que o período republicano que o precedeu. Enquanto Lívio escreveu sua magistral história durante o reinado de Augusto, e sua obra cobriu toda a história romana até 9 a.C., somente sumários sobreviveram de sua cobertura da República tardia e do período de Augusto. Importantes fontes primárias deste período incluem:
• Res Gestae Divi Augusti, a autobiografia (quase que um testamento político) de Augusto;
• Historiae Romanae de Veleio Patérculo, um trabalho desorganizado que permanece como os melhores anais do período de Augusto.
• Controversiae e Suasoriae de Sêneca, o Velho.
Embora registros primários deste período sejam poucos, trabalhos de poesia, legislação e engenharia deste período suprem importantes visões da vida romana. Arqueologia (incluindo a arqueologia marítima), pesquisas aéreas, inscrições em edifícios e moedas, têm também fornecido evidências valiosas sobre a economia e condições sociais e militares.
Fontes secundárias da era de Augusto incluem Tácito, Dião Cássio, Plutarco, Suetônio com sua Vida dos Doze Césares. Flávio Josefo, com suas Antiguidades Judaicas é uma fonte importante para a Judéia, que se tornou província romana durante o reinado de Augusto.
Julio-Claudianos

Os sucessores de Augusto são conhecidos como a Dinastia Julio-Claudiana (que inclui ele próprio), devido aos casamentos idealizados por ele entre a sua família, os Julii, e os patrícios Claudii. Nos primeiros anos do reinado de Tibério, não houve grandes mudanças políticas ou organizativas em relação aos princípios estabelecidos por Augusto. No entanto, com o passar do tempo, a instabilidade surgiu dentro da própria família imperial. Tibério tornou-se paranóico com possíveis conspirações e tentativas de golpe de estado, chegando, em 26, a retirar-se para a ilha de Capri de onde governou por procuração até ao fim da vida. Em consequência, mandou matar ou executar grande parte da sua família e senadores de destaque, provocando uma sensação de desconforto generalizada. O seu sucessor Calígula cresceu neste ambiente e mostrou-se um imperador igualmente instável. As perseguições tornaram-se norma e durante estes reinados muitas das tradicionais famílias romanas, e portanto, patrícias, chegaram ao fim devido a assassinatos e execuções que se prolongaram pelos reinados de Cláudio e Nero. Em 68, a classe política tinha chegado ao limite de resistência a tanta insegurança política. Depois de alguns erros estratégicos graves e de ter arruinado as finanças do estado em aventuras como a construção do seu palácio dourado, Nero é declarado um inimigo do estado e declarado fora da lei. Fugindo de Roma acompanhado apenas pelo seu secretário, o imperador acaba por se suicidar antes de ser apanhado pela guarda pretoriana que ia em seu encalço. Com a sua morte, desaparecia a dinastia Julio-Claudiana e Roma acabaria por encontrar alguma estabilidade política, mas não imediatamente, como se verá mais em baixo.
Do ponto de vista organizativo, como já se disse, pouco mudou em relação ao estabelecido por Augusto. Apenas Cláudio introduziu algumas reformas e procurou a prosperidade do império, talvez porque à data da sua ascensão ao trono era já um homem maduro. Cláudio foi ainda o responsável pela iniciativa da invasão romana das ilhas britânicas em 43, que se saldou pela adição de mais uma província ao império. Em 64, durante o reinado de Nero, Roma foi consumida por um violento incêndio (do qual o próprio imperador é muitas vezes erroneamente considerado culpado) e começaram as perseguições aos cristãos. Os Julio-Claudianos foram eficazes em espalhar o culto imperial. Alguns deles, como Cláudio, foram deificados durante a sua vida e elevaram à dignidade divina muitos dos seus familiares (alguns subsequentemente assassinados).
Flavianos
Depois do suicídio de Nero, Sérvio Sulpício Galba, um velho senador pertencente aos Sulpicii, uma velha família aristocrática, torna-se imperador por nomeação senatorial. O seu reinado não começou bem. Durante a viagem da Hispânia para Roma, Galba não hesitou em espalhar o caos e a destruição pelas cidades que não lhe prestaram honras imperiais de imediato. Em Roma, substituiu grande parte das chefias militares e depressa se revelou tão paranóico como os seus antecessores. A sua recusa em conceder os prémios monetários às legiões e guarda pretoriana que o apoiaram serviu de impulsionador à organização de um golpe de estado e, em Janeiro de 69, Galba foi assassinado pelos pretorianos no Fórum, juntamente com o seu sucessor designado. Em Roma, saudou-se Marco Sálvio Otão como novo imperador, mas no Reno as legiões aclamaram Aulo Vitélio que de imediato iniciou a marcha para Roma. Em Abril, Vitélio derrota Otão e torna-se o único imperador, embora pouco tempo depois o exército estacionado na Judeia aclamasse o seu comandante Vespasiano como imperador. Durante a segunda metade do ano, todas as províncias foram-se declarando por Vespasiano e Vitélio perdeu terreno. Finalmente, a 20 de Dezembro, as tropas de Vespasiano entraram em Roma e assassinaram Vitélio. Vespasiano tornou-se então o único imperador e deu início à dinastia Flaviana.
Vespasiano mostrou ser um imperador responsável e razoável em comparação aos excessos perpetrados pelos Julio-Claudianos. Apesar de ser um autocrata que pouca ou nenhuma importância política dava ao senado, Vespasiano procurou reorganizar o exército, as finanças do estado e a sociedade romana. Aumentou os impostos, mas erigiu grandes obras, como o Coliseu de Roma conhecido na altura como Anfiteatro Flaviano. Como antigo governador e general, Vespasiano sabia qual o melhor para as províncias e como manter o exército satisfeito, tudo condições indispensáveis para a estabilidade de um reinado. O seu filho, Tito Flávio, sucedeu-lhe em 79. Prometia ser um imperador à altura do seu pai, mas o seu breve reinado foi marcado por catástrofes. A 24 de Agosto do mesmo ano, o vulcão Vesúvio destruiu as cidades de Pompeia e Herculano e, em 80, Roma foi de novo consumida por um incêndio. Em 81, Tito é sucedido pelo irmão Domiciano, que haveria de se mostrar pouco à altura das capacidades dos seus familiares. Assim, tal como na dinastia Julio-Claudiana, o que começou por ser um período de prosperidade, depressa caiu em instabilidade política. Domiciano revelou-se tão paranóico como Calígula ou Nero e as atrocidades do seu reinado valeram-lhe o epíteto de pior imperador de todos os tempos.
Quando em 96 Domiciano é assassinado, Roma encontra-se bastante céptica quanto à validade do modelo dinástico e a sucessão imperial evoluiu para o conceito do mais apto. Esta mudança deu origem ao período dos cinco bons imperadores.
Antoninos: Cinco bons imperadores

Depois do assassinato de Domiciano, o senado nomeou Nerva como imperador romano. Apesar de ser já de meia idade e de não ter descendentes, Nerva era um homem considerado capaz, quer do ponto de vista militar quer do ponto de vista administrativo, mas sobretudo racional e confiável. A falta de filhos revelou ser uma vantagem, pois a sua sucessão foi determinada pelo valor do candidato e não por critérios familiares — embora já Trajano tenha sido formalmente adoptado por Nerva. Trajano, Adriano e Antonino Pio seguiram a mesma política de nomear o sucessor mais apto, o que resultou num período de estabilidade conhecido como os cinco bons imperadores. Durante o reinado destes cinco homens, Roma prosperou e atingiu o seu pico civilizacional, ao ponto de alguns analistas defenderem que o nível civilizacional alcançado durante este período só foi novamente alcançado na Inglaterra do século XVIII. Trajano foi o responsável pela extensão máxima do Império em 117, ao estender a fronteira oriental até incluir a Mesopotâmia na alçada de Roma. O seu sucessor, Adriano, soube manter a enorme área do império e reconhecer que não valia a pena estendê-lo mais. Deu as conquistas por terminadas e construiu a muralha de Adriano no Norte de Inglaterra como símbolo do fim do Império. Este período de manutenção, por oposição à conquista, ficou conhecido como a Pax Romana.
O ciclo de prosperidade terminou quando Marco Aurélio designou, para sucessor, não o homem mais apto, mas o seu filho Cómodo, que se sabia pouco à altura do seu pai e seus antecessores. Como na dinastia Julio-Claudiana (Nero) e Flaviana (Domiciano), um período de prosperidade foi seguido por uma governação errática por um homem paranóico, neste caso Cómodo, que incentivaria a revolta dos seus súbditos. Cómodo foi assassinado em 192, mas o Império caiu numa grave crise dinástica e social.
A crise do século terceiro (193 - 285)


O mapa de Ptolomeu, reconstituído da sua obra Geographia (ca. 150 d.C.), indicando as nações "Serica" e "Sinae" (China) à direita, além da ilha Taprobana (Sri Lanka) e a "Aurea Chersonesus" (península do Sueste Asiático).
O fim do século II foi marcado por mais uma guerra civil de sucessão. Septímio Severo acabou por assegurar a coroa imperial e levar o Império para um breve período de estabilidade. Os seus sucessores, no entanto, não tiveram a mesma sorte. Entre a morte de Severo em 211 e o início da tetrarquia em 285, o Império teve 28 imperadores, dos quais apenas 2 faleceram por causas naturais (de peste). Contemporaneamente, estão registados 38 usurpadores romanos, dos quais muitos se tornaram imperadores de pleno direito. Para além da crise política endémica, o século III foi marcado pelo início das invasões dos povos bárbaros que habitavam as zonas fronteiriças do Império.
Fim da Era Dourada (193 - 197)
O reinado de Cómodo foi marcado por vários excessos, tendo sido terminado pelo seu assassinato a 31 de Dezembro de 192; foi sucedido pelo seu prefeito do pretório, Pertinax, um homem de origem humilde e que, ao fim de escassos três meses como imperador, acabou por sua vez por morrer às mãos dos pretorianos. Seguiu-se uma situação caricata, em que a Guarda Pretoriana pôs o Império em leilão, tendo este sido ganho por Dídio Juliano, ao oferecer um donativum maior (193).
A situação não durou muito, pelo que nas províncias vários generais se declararam eles próprios imperadores (Clódio Albino na Gália, Pescénio Niger na Síria e Septímio Severo na Panónia), tendo sido Severo quem ganhou após alguns anos de guerra civil (197).
Os Severos (193 - 235)
Tendo-se tornado imperador, Septímio Severo tornou o Império efectivamente numa monarquia militar, em mais um passo na direcção do Dominato; teve dois filhos, Caracala e Geta que, após a sua morte (211), degladiaram-se entre si, tendo Caracala assassinado Geta (Dezembro de 211).
Caracala tornou-se desconfiado, tendo favorecido os soldados; foi morto por um membro da sua guarda, presumivelmente a mando do seu prefeito do pretório, Macrino, o qual se declarou imperador (217). Uma irmã da mulher de Septímio Severo, Júlia Mesa, conseguiu subornar uma legião e fazer com que declarassem o seu neto Heliogábalo, na verdade primo de Caracala, como seu filho e verdadeiro sucessor, tendo a revolta sido bem sucedida e Macrino morto (218).
O reinado de Heliogábalo foi marcado por excessos que levaram a que a sua avó mudasse o seu apoio para um primo, Alexandre Severo e que Heliogábalo e sua mãe fossem mortos (Março de 222).
Sob Alexandre Severo o império prosperou mas começaram os primeiros problemas: invasão dos persas sassânidas (233), invasões de povos germânicos e o imperador, que preferia negociar a paz em troca de tributo do que travar a guerra, foi morto na Mogúncia (Março(?) de 235), junto com a sua mãe, por tropas revoltadas ao verem tanto ouro ser dado aos bárbaros.
Anarquia militar: os imperadores-soldados (235 - 285)
Durante os próximos 50 anos, o Império iria sofrer usurpações, derrotas e fragmentação; imperadores seriam assassinados, mortos em batalha ou pelos seus rivais, num desespero para encontrar uma solução e por fim, surgiria o Dominato, a monarquia absoluta, a qual removeria os poucos traços republicanos que Roma ainda conservava, por forma a dar ao império um último fôlego.
Após a morte de Alexandre Severo, o império caía uma vez mais nas mãos dos generais. Maximino, o Trácio é proclamado imperador pelas tropas e durante três anos prossegue com a guerra, devastando os povos germânicos; como este esforço militar exigia muito dinheiro, começaram a aumentar os abusos por parte dos funcionários imperiais em relação aos impostos. Em África esses abusos foram notórios e provocaram uma revolta (238). Proclamaram imperador o senador Gordiano, o qual associou o seu filho, Gordiano II, tendo o senado de Roma reconhecido a nomeação; Gordiano II foi morto numa batalha, e Gordiano I suicidou-se ao saber da notícia. Maximino Trácio, ao tentar dirigir-se a Roma para suprimir a revolta, deparou-se com resistência inesperada por parte da cidade de Aquileia, e os seus soldados, furiosos, mataram-no. O neto de Gordiano, Gordiano III, foi proclamado imperador e aceite por todos.
Entretanto a situação do império complicava-se. No Oriente, começa uma guerra contra os sassânidas; Gordiano III enfrenta-a, mas morre em batalha ou é morto durante a retirada (244). O seu prefeito do pretório, Filipe, proclama-se imperador.
Usurpadores e derrotas (244 - 253)
Filipe celebra o milénio de Roma (247) com pompa e fausto. Mas a situação volta a piorar. Generais nas províncias revoltam-se e proclamam-se imperadores. Ao tentar lidar com um deles, Décio, o comandante que Filipe despachara para lidar com a revolta, é por sua vez proclamado imperador; defronta Filipe em batalha e este é morto pelas tropas (249).
O novo imperador adoptou uma política dura e conservadora como forma de lidar com os problemas do Império; assim, perseguiu os cristãos e travou guerra contra os godos, na qual acabaria por ser derrotado e morto (251). Outros usurpadores ocuparam brevemente o trono durante este tempo. Em 253, Valeriano I ascenderia por sua vez ao trono e, com ele, o Império iria descer ao seu ponto mais baixo.
Valeriano e Galiano: Fragmentação e Derrota, Soluções para o Futuro (253 - 268)

Valeriano I associa ao trono o seu filho Galiano, atribuindo-lhe a parte ocidental do império e reservando para ele a parte oriental. Durante este tempo, o império estava a ser invadido por vários povos, nomeadamente godos e alamanos, e ao mesmo tempo surgiam usurpadores. Em 260, Marco Cassiano Latínio Póstumo declara-se imperador na Gália, dando origem assim ao Império das Gálias, ao qual Galiano, demasiado fraco, não pode opôr-se com eficácia. No Oriente, os persas avançaram, com alguma resistência de Valeriano no início, mas com o Exército Romano dizimado pela peste, tenta negociar a paz com rei sassânida Shapur I, apenas para se ver aprisionado, humilhado e mais tarde morto (260).
O seu filho Galiano tenta manter a notícia da captura e morte do seu pai um segredo, mas apenas o consegue durante um ano; por esta altura, desencadeia-se uma sequência de usurpações, em parte como resposta local às situações de necessidade perante as invasões, em parte como tentativa de dar solução aos problemas. Galiano, demasiado ocupado a derrotar usurpadores e invasores diversos, deixa que, no Ocidente, o Império das Gálias se desenvolva, e no Oriente, que o reino de Palmira se apodere de território romano, mas que Roma já não está em condições de defender.
Aos poucos, a situação vai melhorando: Galiano consegue ir derrotando ou ver assassinados sucessivamente os seus rivais, reforma o exército e consegue uma grande vitória contra os bárbaros (268) antes de ser assassinado; no Oriente, o reino de Palmira, inicialmente sob o comando de Odenato, e mais tarde, da sua viúva, Zenóbia, consegue deter os persas, mas apoderando-se cada vez mais de território romano. Caberá aos sucessores de Galiano recuperarem e reunificarem o Império pela primeira vez em 15 anos.
Recuperação e estabilização (268 - 285)
A recuperação do Império veio por fases: Cláudio II, o sucessor de Galiano, começa por infligir uma grande derrota aos godos (270) mas, atingido pela peste, morre antes de poder restaurar o Império. Aureliano, o seu sucessor, será mais bem sucedido. Em 4 anos, reincorpora no Império as Gálias e derrota Zenóbia, recuperando assim o Oriente. Sinal dos tempos, dota Roma da sua primeira muralha desde as invasões Gaulesas que haviam ocorrido já fazia mais de 650 anos. Administrador duro e competente, estaria prestes a iniciar uma guerra contra os Persas, quando é assassinado (275); com ele, pela primeira vez, os imperadores romanos são adorados como deuses em vida.
Após alguns anos, em que o Império mergulha uma vez mais na anarquia e na invasão, surge um novo e eficaz imperador, Probo (276-282), que consegue estabilizar a situação. Após o seu assassínio e os breves reinados de Caro e dos seus filhos, eis que surge o homem que irá enfim pôr ordem no império, Diocleciano (285).
Tetrarquia
A Tetrarquia foi um sistema de governo criado pelo imperador romano Diocleciano, como forma de resolver sérios problemas militares e econômicos do império romano.
Diocleciano dividiu o seu poder sobre o império entre os sectores orientais (pars Orientis) e ocidentais (pars Occidentis). Manteve o controle pessoal do sector leste e o seu colega Maximiano controlou o ocidente. Diocleciano não dividiu propriamente o poder com seu companheiro de armas Maximiliano, pois, na realidade, Diocleciano estava colocado em posição superior à de Maximiliano. A partir daí, o Império passou a ter dois Augustos, cada qual com exército, administração e capital próprios, embora Diocleciano continuasse a ser o chefe do Estado, representando a unidade do mundo romano.
Em 305, Diocleciano retirou-se à vida privada e induziu Maximiano a fazer o mesmo.
O Império cristão
O Império Romano passou a tolerar o cristianismo a partir de 313 d.C., com o Édito de Milão, assinado durante o império de Constantino I (do Ocidente) e Licínio (do Oriente), no mesmo dia em que ocorreu o casamento de Licínio com Constantia, irmã do imperador da porção oriental do Império. Com este édito, o Cristianismo deixou de ser proibido e passou a ser uma das religiões oficiais do Império.
O Cristianismo tornou-se a única religião oficial do Império sob Teodósio I (379-395 d.C.) e todos os outros cultos foram proibidos. Inicialmente, o imperador detinha o controle da Igreja. A decisão não foi aceita uniformemente por todo o Império; o paganismo ainda tinha um número muito significativo de adeptos. Uma das medidas de Teodósio I para que sua decisão fosse ratificada foi tratar com rigidez aqueles que se opuseram a ela. O massacre de Tessalônica devido a uma rebelião pagã deixa clara esta posição do imperador. Um dos conflitos entre a nova religião do Império e a tradição pagã consistiu na condenação da homossexualidade, uma prática comum na Grécia antes e durante o domínio romano.
A divisão do Império
Constantinopla
O centro administrativo do império tendia a voltar-se mais para o Oriente, por múltiplas razões. Primeiro pela necessidade de defesa das fronteiras orientais; depois porque o oriente havia se tornado a parte econômica mais vital do domínio romano; por fim Roma era uma cidade rica de vestígios pagãos, o que agora era inconveniente num império cristão: seus edifícios, sua nobreza senatorial, apegada à religião tradicional. Assim Constantino decretou a construção de uma nova capital, nas margens do Bósforo, onde havia a antiga fortaleza grega de Bizâncio, num ponto de grande importância estratégica, nas proximidades de dois importantes setores da limes: a região do baixo Danúbio e a fronteira do Império Sassânida. A nova cidade, que recebeu o nome de Constantinopla, isto é, "cidade de Constantino", foi concebida como uma "nova Roma" e rapidamente tornou-se o centro político e econômico do Império. Sua criação teve repercussões também no plano eclesiástico: enquanto em Roma a Igreja Católica adquiriu mais autoridade, em Constantinopla o poder civil controlou a Igreja. O bispo de Roma pôde assim consolidar a influência que já possuía, enquanto em Constantinopla o bispo baseava seu poder no fato de ser bispo da capital e no fato de ser um homem de confiança do Imperador.
Teodósio e o fim do império único
Teodósio foi o último imperador a reinar sobre todo o império. Após sua morte em 395, seus dois filhos Arcádio e Honório herdaram as duas metades: Arcádio tornou-se governante no Oriente, com a capital em Constantinopla, e Honório tornou governante no Ocidente, com a capital em Mediolanum (atual Milão), e mais tarde em Ravenna. O estado romano continuaria com dois diferentes imperadores no poder até o século V, embora os imperadores orientais se consideravam governantes do todo. O latim era usado nos documentos oficiais tanto, se não mais, que o grego. As duas metades eram nominalmente, cultural e historicamente, se não politicamente, o mesmo estado.
O fim do Império Ocidental
O Império Romano do Ocidente sofreu invasão dos povos bárbaros (qualquer povo cuja língua não fosse o latim) e, já enfraquecido internamente, caiu em 476 com a deposição do imperador Rômulo Augústulo. Outros reis estabeleceram-se em Roma, embora não mais usassem o título de "Imperador Romano". O Império Oriental, com capital em Constantinopla, continuou a existir por quase mil anos, até 1453.


Italy i/ˈɪtəli/ (Italian: Italia is a unitary parliamentary republic in Southern Europe. To the north, Italy borders France, Switzerland, Austria, and Slovenia, and is approximately delimited by the Alpine watershed, enclosing the Po Valley and the Venetian Plain. To the south, it consists of the entirety of the Italian Peninsula and the two Mediterranean islands of Sicily and Sardinia, in addition to many smaller islands. The sovereign states of San Marino and the Vatican City are enclaves within Italy, while Campione d'Italia is an Italian exclave in Switzerland. Italy covers an area of 301,338 km2 (116,347 sq mi) and has a largely temperate climate. With 60 million inhabitants, it is the fifth most populous country in Europe. Italy is also the fourth economic power of the European continent and the eighth of the world.

Italy's capital and largest city, Rome, has for centuries been the leading political and religious centre of Western civilisation, as the capital of the Roman Empire and of Christianity. In the Dark Ages, Italy suffered continual invasions by Germanic tribes, while the Roman heritage was preserved by Christian monks. Beginning from the 11th century, Italian cities rose to great prosperity through shipping, commerce and banking (modern capitalism, indeed, has its roots in Medieval Italy), while culture flourished especially during the Renaissance, with scholars, artists and polymaths such as Leonardo da Vinci, Galileo, Michelangelo and Machiavelli. Nonetheless, Italy remained fragmented into numerous warring states for the rest of the Middle Ages, so it eventually fell prey to other big European nation-states, notably France, Spain and later Austria, entering a long period of decline which lasted until the beginning of the 18th century.

After many unsuccessful attempts, the second and the third wars of Italian independence resulted in the unification of most of present-day Italy in 1859-1866. Between the late 19th century and the early 1900s, The new Kingdom of Italy quickly industrialized and acquired a vast a colonial empire in Africa. However, the South and rural areas in the North remained largely excluded from industrialization, fuelling a large diaspora. Despite victory in World War I, Italy entered a period of economic crisis and social turmoil, that favoured the establishment of a Fascist dictatorship in 1922. The subsequent participation in World War II at the side of Nazi Germany ended in military catastrophe, economic destruction and civil war. In post-war years, Italy abolished the monarchy, embraced democracy and enjoyed a prolonged economic boom, thus becoming one of the most developed nations in the world.

Italy was a founding member of the European Community in 1957, which became the EU in 1993. It is part of the Schengen Area, and has been a member of the Eurozone since 1999. Italy is considered a middle, regional power and is a member state of the Organisation for Economic Co-operation and Development, the World Trade Organization, the G8, G20, NATO, the Council of Europe and the United Nations. Italy currently maintains the world's tenth-largest nominal defence budget and is a participant in the NATO nuclear sharing policy.


Etymology

The assumptions on the etymology of the name "Italia" are very numerous and the corpus of the solutions proposed by historians and linguists is very wide. According to one of the more common explanations, the term Italia, from Latin: Italia, was borrowed through Greek from the Oscan Víteliú, meaning "land of young cattle" (cf. Lat vitulus "calf", Umb vitlo "calf"). The bull was a symbol of the southern Italic tribes and was often depicted goring the Roman wolf as a defiant symbol of free Italy during the Social War. Greek historian Dionysius of Halicarnassus states this account together with the legend that Italy was named after Italus, mentioned also by Aristotle and Thucydides.

The name Italia originally applied only to a part of what is now Southern Italy – according to Antiochus of Syracuse, the southern portion of the Bruttium peninsula (modern Calabria: province of Reggio, and part of the provinces of Catanzaro and Vibo Valentia). But by his time Oenotria and Italy had become synonymous, and the name also applied to most of Lucania as well. The Greeks gradually came to apply the name "Italia" to a larger region, but it was during the reign of Emperor Augustus (end of the first century BC) that the term was expanded to cover the entire peninsula until the Alps.

History


Main articles: Prehistoric Italy, Magna Graecia, Etruscan Civilization, Italia (Roman Empire), Ancient Rome, Roman Kingdom, Roman Republic, and Roman Empire


The Colosseum in Rome, built ca. 70 – 80 AD, is considered one of the greatest works of Roman architecture and engineering.
Excavations throughout Italy revealed a Neanderthal presence dating back to the Paleolithic period, some 200,000 years ago, modern Humans arrived about 40,000 years ago. The Ancient peoples of pre-Roman Italy – such as the Umbrians, the Latins (from which the Romans emerged), Volsci, Samnites, the Celts and the Ligures which inhabited northern Italy, and many others – were Indo-European peoples; the main historic peoples of non-Indo-European heritage include the Etruscans, the Elymians and Sicani in Sicily and the prehistoric Sardinians.

Between the 17th and the 11th century BC Mycenaean Greeks established contacts with Italy and in the 8th and 7th centuries BC Greek colonies were established all along the coast of Sicily and the southern part of the Italian Peninsula became known as Magna Graecia. Also the Phoenicians established colonies on the coasts of Sardinia and Sicily.

Rome, a modest agricultural community conventionally founded in 753 BC, grew over the course of centuries into a massive empire, stretching from Britain to the borders of Persia, and engulfing the whole Mediterranean basin, in which Greek and Roman cultures merged into a unique civilization. The Roman Imperial legacy has deeply influenced Western civilization for the following two millennia. Ancient Rome shaped most of the Western religion, law, politics, administration, urban planning, engineering, warfare, philosophy, architecture and arts. In a slow decline since the late 2nd century AD, the Empire broke into two parts in 395 AD. The Western Roman Empire, under the pressure of the Barbarian invasions, eventually dissolved in 476 AD, when the last western Emperor was deposed by the Germanic chief Odoacer, while the Eastern half of the Empire survived for another thousand years.



After the fall of the Roman Empire, Italy was seized by the Ostrogoths, followed in the 6th century by a brief reconquest under Byzantine Emperor Justinian. The invasion of another Germanic tribe, the Lombards, late in the same century, reduced the Byzantine presence to a rump realm (the Exarchate of Ravenna). The Lombard kingdom was subsequently absorbed into the Frankish Empire by Charlemagne in the late 8th century. The Franks also helped the formation of the Papal States in central Italy. Until the 13th century, Italian politics were dominated by the relations between the Holy Roman Emperors and the Papacy, with most of the Italian city-states siding for the former (Ghibellines) or for the latter (Guelphs) from momentary convenience.

It was during this chaotic era that Italy saw the rise of a peculiar institution, the medieval commune. Given the power vacuum caused by extreme territorial fragmentation and the struggle between the Empire and the Holy See, local communities sought autonomous ways to restore law and order. In 1176 a league of city-states, the Lombard League, defeated the German emperor Frederick Barbarossa at the Battle of Legnano, thus ensuring effective independence for most of northern and central Italian cities. In coastal and southern areas, the Maritime Republics, the most notable being Venice, Genoa, Pisa and Amalfi, heavily involved in the Crusades, grew to eventually dominate the Mediterranean and monopolize trade routes to the Orient.

In the south, Sicily had become an Islamic emirate in the 9th century, thriving until the Italo-Normans conquered it in the late 11th century together with most of the Lombard and Byzantine principalities of southern Italy. Through a complex series of events, southern Italy developed as a unified kingdom, first under the House of Hohenstaufen, then under the Capetian House of Anjou and, from the 15th century, the House of Aragon. In Sardinia, the former Byzantine provinces became independent states known as giudicati, although most of the island was under Genoese or Pisan control until the Aragonese conquered it in the 15th century. The Black Death pandemic of 1348 left its mark on Italy by killing perhaps one third of the population. However, the recovery from the plague led to a resurgence of cities, trade and economy which allowed the bloom of Humanism and Renaissance, that later spread in Europe.


Referência para busca:
Itália europa italiano
Fotos de Itália.

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